O broche que virou o mundo com o Sul no centro da nova imaginação global, por Marcio Pochmann

A atriz brasileira Alice Carvalho surgiu no tapete vermelho usando um broche singular, pois continha um mapa do mundo invertido.

No GGN

Na abertura da 98a edição do Oscar realizada em Los Angeles, um detalhe aparentemente discreto capturou a atenção de quem observa o mundo para além do espetáculo. A atriz brasileira Alice Carvalho surgiu no tapete vermelho usando um broche singular, pois continha um mapa do mundo invertido. A América do Sul no topo e o nome do continente escrito em língua de povo originário.

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Coiab exige transparência e segurança hídrica após confirmação de contaminação na TI Mãe Maria

Na Coiab

A Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab) manifesta profunda preocupação e indignação diante das graves revelações de contaminação por metais pesados na Terra Indígena Mãe Maria, habitação do povo Gavião, localizada no município de Bom Jesus, no estado do Pará.  

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MPF pede anulação de licença para parque aquático em área da tribo indígena Xukuru-Kariri

Por Ascom MPF, no TNH1

O Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas ajuizou ação civil pública contra o Município de Palmeira dos Índios (AL) e o Parque Aquático Graciliano Ramos Ltda para questionar a instalação de um empreendimento em área de terra indígena. A ação busca a anulação da licença ambiental concedida e a reparação integral dos danos causados ao território tradicional do povo Xukuru-Kariri.

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MPF aciona Núcleo Indígena da Procuradoria da República no RS para apurar trabalho análogo à escravidão com Guarani Mbya

Indígenas foram abandonados com menos de um quarto do pagamento após relatarem violações de direitos humanos em fazenda de oliva em Canguçu (RS).

Por Guilherme Cavalli, da Assessoria de Comunicação do Cimi

Em nota enviada ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi), a procuradora da República Fabíola Dörr Caloy informou ter acionado órgãos de controle após o caso de indígenas Guarani abandonados no Rio Grande do Sul, na noite de 5 de março. Na ocasião, o caso foi atendido em regime de plantão pela procuradora juntamente com a analista Dra. Inajara Gravina Kunzler.

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Banco Master: As táticas da Lava Jato revisitadas

Radiografia do que as manchetes fustigam – e ocultam – no caso. O ardil do “combate à corrupção” retorna: vazamentos e ilações podem conturbar o ano eleitoral. E dão munição ao bolsonarismo, que tenta atacar STF, desgastar governo e implodir pautas como o fim da escala 6×1

Por Glauco Faria, em Outras Palavras

O país que não cabe na manchete

A cena política brasileira mais uma vez está sendo dominada por um noticiário que mistura elementos policiais, vazamentos, seletividade e distorções jornalísticas, ilações e uma contaminação da imagem das instituições que vão ajudando a dar forma a um clima de instabilidade quase crônica, onde o espetáculo e um suposto tribunal da opinião pública sufocam o debate democrático. Isso a poucos meses de um dos processos eleitorais mais decisivos do período recente.

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Wikifavelas: As sementes de Marielle Franco

Por Caique Azael, em Outras Palavras

Desde 2018, o dia 14 de março nunca mais foi o mesmo. São oito anos desde a brutal execução de Marielle Franco, então vereadora pelo PSOL no Rio de Janeiro, e Anderson Gomes, seu motorista. Em 2026 temos um elemento novo na história: finalmente, após anos de muita pressão popular, em particular das lutas que sua família travou ao longo do caminho, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu o julgamento dos mandantes do assassinato de Marielle e escancarou um ecossistema do crime que persiste no estado do Rio de Janeiro. 

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Onde você guarda o seu estuprador? Por Danú Gontijo

“Mandato da masculinidade” torna homens suscetíveis a praticar violência. Gozo não é sexual; é de poder. E o machismo cotidiano é a argamassa do estupro. O silêncio e o “passar de pano” são onde se nutrem as violências sistemáticas contra as mulheres

Em Outras Palavras

Diante de tantos casos de estupro que abarrotaram a mídia estes dias, me vi tomada de muita raiva. Uma adolescente de 17 anos foi estuprada coletivamente pelo ex-namorado e seus comparsas. O estupro de uma senhora de 71 anos pelo motorista do ônibus, uma criança de 12 anos tendo estupros diários chancelados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O estupro, inclusive, de uma freira de 82 anos, assassinada em seguida. Não sou de xingar, mas nesses momentos me vem um sonoríssimo “filhos da puta” à cabeça. Só que não poderia haver equívoco maior. Esse xingamento é só mais um sinal de como a nossa linguagem é patriarcal. Estupradores não são filhos da puta, muito menos filhos da mãe. São filhos do patriarcado, porque são o ápice da expressão patriarcal em todo seu horror.

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O último refluxo de Jair. Por Sara Goes

O drama clínico do ex-presidente vai além da medicina. Seu corpo e o projeto político decadente do clã passam a funcionar do mesmo jeito: contaminados pelo próprio excesso. E a viabilidade eleitoral de seu herdeiro cresce das entranhas em decomposição do pai

Em Outras Palavras

Na manhã de 13 de março de 2026, o Corpo de Bombeiros foi acionado para atender o ex-presidente na Papudinha. Às 8h50, Jair Bolsonaro deu entrada no hospital DF Star em uma ambulância do Samu, com febre alta e queda súbita na saturação de oxigênio. O boletim oficial, assinado pelos médicos Brasil Caiado, Antônio Aurélio de Paiva Fagundes Júnior e Allisson B. Barcelos Borges, confirmou um quadro de broncopneumonia bacteriana bilateral, de provável origem aspirativa.

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Como frear a fúria destrutiva em 2026?

Professor provoca: grande sintoma da crise política do Brasil é a perda dos “afetos democráticos”, hoje sequestrados pelo ódio. Mas, quando a desconfiança impera na sociedade, a saída passa por políticas públicas concretas, como a taxação dos super-ricos

Renato Janine Ribeiro em entrevista a Thiago Gama, em Outras Palavras

Professor titular de Ética e Filosofia Política da Universidade de São Paulo (USP), o ex-ministro Renato Janine Ribeiro é uma das vozes mais lúcidas e sofisticadas do pensamento crítico brasileiro contemporâneo. Filósofo formado pela USP, com mestrado pela Université de Paris-I, Panthéon-Sorbonne, doutorado pela USP e pós-doutorado pela British Library, Janine Ribeiro construiu uma trajetória ímpar que articula o rigor acadêmico com a intervenção pública qualificada. Foi ministro de Estado da Educação entre abril e outubro de 2015, no governo da presidenta Dilma Rousseff, e diretor de Avaliação da Capes (2004-2008), onde dirigiu as avaliações trienais de mais de 2.500 cursos de pós-graduação no Brasil. Atualmente, preside a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) – mandato de julho de 2021 a julho de 2025 – e é pesquisador sênior do CNPq. Sua obra, vasta e multifacetada, transita da exegese dos clássicos da filosofia política – com destaque para seus estudos sobre Thomas Hobbes, que lhe renderam os livros A Marca do Leviatã e Ao Leitor Sem Medo – à análise aguda da realidade brasileira.

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Segurança: Para tirar a esquerda do labirinto. Por Luiz Eduardo Soares*

Outras Palavras

Há três perguntas diferentes sobre as mudanças desejáveis na segurança pública: (A) O que devemos construir nessa área, a longo prazo, em paralelo à redução das desigualdades e ao enfrentamento ao racismo estrutural, para que a democracia brasileira se consolide e aprofunde? (B) O que se deve propor ao futuro governo Lula, a partir de 2027, considerando a manutenção de uma correlação de forças que limite a vontade progressista? (C) Qual deve ser o discurso sobre segurança pública na campanha de 2026?

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