As planilhas funcionam, mas os votos não vêm. Por Marcelo Phintener

Em contrapeso à melhora nos indicadores econômicos, precarização da vida cotidiana, exaustão nos deslocamentos urbanos e comida cara permanecem latentes. Batalha moral nos noticiários distrai a esquerda. Combustível eleitoral requer responder ao sofrimento diário

Em Outras Palavras

O cenário político recente no Brasil expõe um paradoxo que desafia a lógica tradicional da ciência política: indicadores macroeconômicos em recuperação, taxa de desemprego em patamares próximos ao pleno emprego e a recomposição de programas sociais de transferência de renda não têm se traduzido automaticamente em conversão de votos para a reeleição do governo. A extrema-direita, ancorada na força do bolsonarismo, mantém-se altamente competitiva na disputa pela Presidência em 2026. Para compreender por que a sensação de avanço econômico não se converte em dividendo eleitoral, é preciso olhar para a brecha entre as estatísticas oficiais e a experiência concreta da classe trabalhadora.

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Democracia ameaçada: os novos sujeitos de linguagem da IA e o futuro em disputa. Entrevista especial com Eugênio Bucci

As Big Techs resultam de uma nova ordem na aliança entre capital e técnica cujos efeitos ainda não são totalmente perceptíveis

IHU

Estamos diante de uma fronteira humana e tecnológica desconhecida. A Inteligência Artificial Generativa produziu novos seres de linguagem. “Hoje, nós estamos falando de tecnologias nas quais a máquina se torna um sujeito de linguagem. Isso é um problema de todo tamanho”, pontua o professor, pesquisador e escritor Eugênio Bucci, em entrevista por videochamada ao Instituto Humanitas Unisinos – IHU. “Se a máquina se comporta como um sujeito de linguagem e se a máquina consegue colar nos sujeitos individualmente, agindo como sujeito de linguagem, começam a surgir deformações, na forma como as pessoas que fazem tratamento ‘psicológico’ com máquinas ou pessoas que se ‘enamoram’ de máquinas e isso vai moldando as subjetividades”, complementa.

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Antes de mensagens vazadas, PF pediu sigilosamente para AGU conter Mendonça

Documentos indicam que o diretor-geral da PF acionou AGU contra uma ordem do então relator do caso Master

Por Dyepeson Martins | Edição: Thiago Domenici, em Agência Pública

Às 10h50 de 23 de julho de 2026, o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, enviou um ofício sigiloso ao advogado-geral da União, Jorge Messias. No documento, obtido com exclusividade pela Agência Pública, pedia-se que a Advocacia-Geral da União (AGU) analisasse e tomasse “as eventuais providências cabíveis” contra uma decisão do ministro André Mendonça, então relator do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF). A resposta, registrada em nota jurídica também sigilosa, foi negativa: segundo a AGU, não havia nenhuma medida judicial possível.

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Entre os cinco principais presidenciáveis, apenas Lula detalha políticas de combate à fome

Todos os planos analisados apresentam medidas para o agronegócio, mas quatro deles tratam de forma genérica a segurança alimentar e nutricional, o abastecimento interno e a agricultura familiar

Por Flávia Schiochet, de O Joio e o Trigo

O Brasil chega às eleições presidenciais de 2026 após sair, pela segunda vez, do Mapa da Fome. A melhora dos indicadores recoloca no debate eleitoral as políticas relacionadas à produção, à distribuição e ao acesso a alimentos adequados e saudáveis – e as medidas necessárias para evitar um novo retrocesso.

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Master: concessão de cemitérios de SP tem novos elos com Vorcaro

Holding investigada no caso Master é sócia de empresa que divide endereço, email e dirigentes com Grupo Maya

Por Amanda Audi, Agência Pública, Paulo Motoryn, Noites Húngaras | Edição: Thiago Domenici, em Agência Pública

O Grupo Maya, uma das concessionárias que administram cemitérios da cidade de São Paulo e cujas relações financeiras com o extinto banco Master motivaram um pedido de investigação do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), na semana passada, tem proximidade com o entorno empresarial de Daniel Vorcaro.

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Carta de compromisso das Eleições de 2026: pelo fim da violência no campo

À sociedade brasileira, às candidatas e aos candidatos às Eleições de 2026

MST

A Campanha Contra a Violência no Campo: em defesa dos povos do campo, das águas e das florestas foi lançada nacionalmente no dia 02 de agosto de 2022. É uma iniciativa construída coletivamente, por mais de 30 organizações sociais do Campo e conta com a adesão de mais de 70 entidades da sociedade civil, movimentos populares e pastorais sociais comprometidos com a defesa da vida, dos territórios e dos direitos dos povos do campo, das águas e das florestas.

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Resex Jaci-Paraná (RO): MPF pede medidas urgentes contra ameaças de pistoleiros a famílias extrativistas

Manifestação à Justiça Federal aponta ameaças de morte, disparos de arma de fogo, expulsão de famílias e presença de pessoas armadas na unidade de conservação

Por Assessoria de Comunicação / Ministério Público Federal em Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF) pediu à Justiça Federal a adoção urgente de medidas para proteger famílias extrativistas ameaçadas na Reserva Extrativista (Resex) Jaci-Paraná, em Rondônia. Segundo denúncias recebidas pelo MPF em agosto deste ano, moradores tradicionais da unidade de conservação vêm sofrendo intimidações e ameaças atribuídas à atuação de pistoleiros na região.

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O ar de Manaus é o pior do mundo

Enquanto Kinshasa, capital do Congo, na África Central, registrou uma média de pior qualidade do ar do mundo com índice de 172,6 µg/m³, na plataforma IQAir, Manaus atingiu um pico extremo de 324,1 µg/m³, segundo o Selva. Esse nível deixou o ar da capital amazonense 20% acima do limite de segurança recomendado pela OMS para 24 horas (15 µg/m³). A origem da fumaça na capital amazonense vem de queimadas florestais descontroladas e de pastos. O Inpe contabilizou 3.240 focos de calor entre 1º e 23 de setembro de 2026 no estado. As autoridades ambientais estão inertes. Enquanto crianças e idosos estão entre os grupos mais vulneráveis à poluição de gases tóxicos, como o carbono

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) –  A fumaça tóxica das queimadas que encobre a região metropolitana de Manaus, nesta quarta-feira (23), colocou a capital amazonense como cidade com a qualidade do ar pior do mundo, ultrapassando o índice até então de Kinshasa, capital da República Democrática do Congo, na região da África Central, de acordo com o registro diário da plataforma IQAir, que classifica a poluição da atmosfera como muito insalubre à saúde humana.

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Desmatamento e um futuro perigoso em Lábrea – 4: classificação dos padrões e trajetórias do desmatamento

Neste texto da série sobre Lábrea (AM), especialistas explicam como identificaram e classificaram os padrões de desmatamento no município, com base em dados, métricas, amostras etc.

Por Beatriz Figueiredo Cabral, Aurora Miho Yanai, Paulo Maurício Lima de Alencastro Graça, Maria Isabel Sobral Escada, Cláudia Maria de Almeida e Philip Martin Fearnside, em Amazônia Real

Os padrões de desmatamento foram classificados por meio de técnicas de mineração de dados espaciais. Para isso, utilizou-se o plugin Geographical Data Mining Analyst (GeoDMA), um classificador desenvolvido por Körting et al. [1] para o software TerraView versão 5.6.1. O GeoDMA integra ferramentas de processamento e análise de imagens de sensoriamento remoto com técnicas de mineração de dados, possibilitando a extração de informações e a identificação de padrões em grandes bancos de dados [2]. Além disso, o plugin permite a classificação estrutural de objetos através da extração de um conjunto de métricas da paisagem que mensuram e descrevem os padrões de ocupação.

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O luto da pandemia não passa

O artigo examina as consequências devastadoras da crise sanitária em Manaus, durante a pandemia da Covid-19 (de 2020 a 2021), relembrando o episódio da escassez de oxigênio, que causou inúmeras mortes por asfixia. A autora critica a omissão governamental e a promoção de terapias sem validade científica, que transformaram Manaus em um laboratório para políticas públicas ineficazes. O relato é enriquecido por depoimentos de leitores e profissionais de saúde, que expressam indignação com o descaso das autoridades e a repressão policial nos hospitais

Por Kátia Brasil, da Amazônia Real

Mais de cinco anos após aquele dramático dia 14 de janeiro de 2021, durante a pandemia da Covid-19 em Manaus, capital do Amazonas, os leitores ainda revisitam a reportagem “Caos na Pandemia: Sem oxigênio, pacientes morrem asfixiados em Manaus”, do repórter Leanderson Lima, no site da agência Amazônia Real, deixando comentários e a indignação como as vítimas da doença foram tratadas pelos governos aliados ao bolsonarismo. O luto não passa.

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