Neste dia, em 1983, a república “Alto Volta” perdeu seu nome colonial e passou a se chamar “Burkina Faso”. O novo governo socialista de Thomas Sankara encantou o mundo com o resultado da sua reforma agrária e campanhas de alfabetização e vacinação. A traição contra-revolucionária assassinou Sankara, mas seu legado persiste nas lutas anti-imperialistas e anticapitalistas de nosso tempo.
Por Luiza Ferreira Flores, Jacobin
As revoluções se constituem como mudanças na estrutura interna dos Estados que transformam radicalmente a sociedade e, em especial, a relação entre as classes. As revoluções não abrangem somente a mudança política ou constitucional, mas também a participação das massas no processo – o alvo central das revoluções é a forma do Estado e o controle do poder político. Quando olhamos para o continente africano, é possível observar um ciclo vicioso de poder nos Estados após as lutas de libertação nacional. A administração colonial direta é rompida pela eclosão de movimentos de independência que, muitas vezes pela falta de um projeto político coletivo bem delineado, leva esses países a caírem na armadilha da militarização do poder, com governos regidos por elites nacionais que possuíam estreitas relações com as antigas potências coloniais.
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