Falta de política de Estado dificulta busca por desaparecidos forçados

Pesquisadores trabalham na identificação de 1.049 caixas com ossadas

Camila Boehm – Repórter da Agência Brasil

Há exatos 62 anos, um golpe militar instaurou no Brasil um regime autoritário que duraria 21 anos. Além de retirar direitos constitucionais, exercer forte repressão política e censura à imprensa, a ditadura militar brasileira (1964-1985) perseguiu, torturou e matou opositores, muitos deles ainda com seus corpos desaparecidos.

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A violência é a maior marca do Estado brasileiro. Por Edson Teles

No Blog da Boitempo

Passados 62 anos do golpe empresarial-militar de 1964, o Brasil continua estruturado em torno de formas sociais violentas que encobrem a história do país. Construímos, em termos de memória coletiva (e institucional), a narrativa de que houve um rompimento com um regime de exceção e de violência, e de que nos voltamos para a construção e consolidação do regime democrático por meio da conciliação. 

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MPF e MPMT recorrem para garantir proteção da Reserva Guariba-Roosevelt (MT)

Recurso ao TJMT sustenta como nula a decisão que viola direito de comunidades extrativistas e povos isolados, e admite ocupação privada na Resex

Procuradoria da República em Mato Grosso

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) apresentaram recurso em processo para proteger a Reserva Extrativista (Resex) Guariba-Roosevelt, no estado do Mato Grosso (MT). O objetivo é anular um acordo homologado judicialmente pela Vara Especializada do Meio Ambiente de Cuiabá, que permitiu a permanência de particulares em áreas destinadas a comunidades tradicionais extrativistas. O recurso questiona a decisão e será analisado pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso (TJMT).

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Ditadura: Em nome do pai, indígena enfrenta Estado por atrocidades no Reformatório Krenak

Indígena sofreu tortura e trabalho forçado por 19 meses em “campo de concentração”; 55 anos depois, filho busca Justiça

Por Isabel Seta | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

Há mais de um ano submetido a trabalhos forçados, um homem espera “ansiosamente” a única ordem que pode mandá-lo de volta para casa, a mais de 1,6 mil km dali. É julho de 1971, um dos períodos mais repressivos da ditadura militar no Brasil, e ele não tem o direito de ir e vir. Guilhermano Anastácio está confinado no Reformatório Krenak, em Resplendor (MG), um presídio criado para reprimir indígenas, forçá-los ao trabalho e torturá-los.

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Lideranças Pataxó denunciam ao MPF violações de direitos devido à demora na demarcação de territórios na Bahia

Situação fundiária nas terras indígenas Comexatibá e Barra Velha do Monte Pascoal foi debatida em reunião com membros da Câmara de Populações Indígenas, em Brasília

Procuradoria-Geral da República

Lideranças indígenas do povo Pataxó estiveram presentes na sede da Procuradoria-Geral da República, em Brasília, para relatar a situação das comunidades do extremo sul da Bahia diante de conflitos fundiários e violações de direitos fundamentais. O encontro com a coordenadora da Câmara de Populações Indígenas e Comunidades Tradicionais do Ministério Público Federal (6CCR/MPF), Eliana Torelly, aconteceu na última quinta-feira (26), com o intuito de garantir a proteção das comunidades que vivem nas terras indígenas Comexatibá e Barra Velha do Monte Pascoal.

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A insegurança estrutural da juventude brasileira. Por Marcio Pochmann*

Ela é mais instruída que as gerações anteriores. Mas deprime-se nas telas, num país estagnado há 40 anos e em pouca esperança de vida florescente. Há duas saídas: ou o ultraindividualismo, ou um novo engajamento político, ainda por construir

Em Outras Palavras

A crescente incidência de sofrimento psíquico entre jovens brasileiros, registrada pela Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), realizada pelo IBGE com apoio dos ministérios da Saúde e da Educação, já não pode ser tratada como um problema isolado ou passageiro. Ela expressa uma mudança mais profunda na sociedade brasileira que resulta da perda de dinamismo econômico, enfraquecimento das promessas de mobilidade social e a transformação das formas de poder e de socialização.

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IA na saúde: sobre tecnologias e quem as controla

Sem estabelecer relação humana, um estetoscópio é apenas um colar. Lógica semelhante se dá com a inteligência artificial, que só existe em uso contínuo e nunca se completa. É hora de debater sob quem deveria estar seu controle – e para onde ela levará o SUS

Por Leandro Modolo*, em Outra Saúde

No fim do ano passado, tive a oportunidade de fazer de abertura, no IMS/UERJ, para uma oficina sobre “soberania popular em tecnologias em saúde” (uma realização do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), com apoio do Ministério da Saúde. Nela estavam inúmeras autoridades oficiais, acadêmicos e nomes históricos do movimento da reforma sanitária, mas sobretudo compareceram diversos representantes de movimentos sociais contemporâneos. 

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É possível encarar os oligopólios alimentares?

Não são ruralistas os que dominam sistemas alimentares, mas os gigantes industriais – da transgenia a máquinas e fertilizantes. Conectados com big techs e rentismo, conseguem bloquear inovações. Brasil está na vanguarda de uma alternativa: os bioinsumos

Por Ricardo Abramovay e Luis Barbieri*, em Outras Palavras

Gigantes corporativos são eficientes na difusão de inovações tecnológicas, mas relutantes e lentos em abrir caminho para aquilo que coloque em questão suas práticas dominantes. As maiores empresas possuem a força financeira que lhes permitiria fazer apostas em ideias potencialmente disruptivas. Mas elas tendem a colocar a segurança em primeiro lugar. Quando contratam talentos que fizeram descobertas surpreendentes, estes se tornam menos inventivos do que nos períodos em que criaram e desenvolveram suas start-ups. Sistemas centralizados têm vantagens em levar adiante o que se mostra viável, mas sistemas descentralizados possuem maior aptidão para ultrapassar as fronteiras tecnológicas existentes.

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Escravidão: A reparação que a ONU deixou de fora

Resolução reconhece o tráfico de pessoas negras escravizadas como o pior crime já cometido contra a humanidade. Apesar de importante, é incompleta: falta apontar empresas e proprietários historicamente responsáveis. EUA se opõem; Europa se abstém

Por Paulo César Carbonari, em Outras Palavras

As violações de direitos humanos são presença permanente ao longo da história humana, assim como as lutas para enfrentá-las. Este longo e difícil processo é parte da contraditória luta por direitos humanos. A afirmação dos direitos humanos faz sentido, não para quem deles não precisa por ser dono de poder e dinheiro, mas exatamente para aqueles e aquelas que têm sido vítimas. Eles fazem sentido como processo de afirmação da dignidade humana, o que inclui denunciar quando ela está sendo violada. As nações do mundo deram uma demonstração de que ainda há a possibilidade de recuperar um tanto da humanidade que já se perdeu, particularmente aquela que foi atacada e violada pelos processos de escravização de negros e negras africanos/as.

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“Desculpem a nossa… falha”? Por Sylvia Debossan Moretzsohn

O maior escândalo do canhestro power point sobre as “conexões de Daniel Vorcaro” foi não ter sido imediatamente excluído assim que entrou no ar

No Substack

Qual deveria ser a reação de uma âncora de programa jornalístico quando anuncia um infográfico (ou um power point, ou uma “arte”) que está “errado e incompleto”? Continua a apresentá-lo normalmente, como se não contivesse “erros” e “lacunas” evidentes? Interrompe a transmissão, pede desculpas ao distinto público, chama os comerciais, retira-o do ar e retorna com informações corretas?

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