ES: Dom Luiz protesta contra obras do Porto Central: ‘É como se nós não estivéssemos aqui’

Obras colocam em risco o santuário de N.S. das Neves e ameaça direitos e territórios

Por Mariah Friedrich, Século Diário

“Precisamos pedir a Maria, venerada aqui como Nossa Senhora das Neves, que interceda por nós, pelos pescadores, pelos quilombolas, por aqueles que vivem e trabalham aqui nesta região, pelo povo e por toda esta região. Precisamos nos unir em uma só voz e exigir que os direitos humanos e as proteções legais sejam cumpridos em sua totalidade às pessoas, ao patrimônio e ao meio ambiente.” A súplica foi feita pelo bispo da Diocese de Cachoeiro de Itapemirim, dom Luiz Fernando Lisboa, diante de milhares de pessoas durante a missa campal da Festa de Nossa Senhora das Neves, nesta quarta-feira (5), em Presidente Kennedy, no sul do Estado.

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Defensoria de SP lança relatório para ampliar atendimento a mulheres em situação de violência doméstica

Divulgado no marco dos 20 anos da Lei Maria da Penha, documento apresenta propostas para fortalecer o acesso à Justiça, qualificar o acolhimento e ampliar a proteção às vítimas

Na DPESP

No ano em que a Lei Maria da Penha completa 20 anos, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo lança o Relatório Final do Comitê para Estudos sobre a Expansão e Padronização do Atendimento às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica e Familiar, documento que reúne um diagnóstico da atuação institucional e propõe medidas para tornar o atendimento mais ágil, uniforme, humanizado e acessível em todo o Estado.

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Garimpo ilegal no Amazonas: MPF pede que Justiça determine atuação integrada e permanente dos órgãos de fiscalização

Ação aponta falhas estruturais e requer medidas coordenadas para proteger rios, terras indígenas e unidades de conservação

Procuradoria da República no Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou ação civil pública para que a Justiça determine a adoção de medidas estruturais destinadas a fortalecer o combate ao garimpo ilegal no Amazonas. A ação alcança rios, terras indígenas e unidades de conservação, do Vale do Javari ao rio Abacaxis, e requer a criação de uma estrutura permanente de coordenação entre os órgãos responsáveis pela fiscalização, além da implementação de um calendário integrado de operações, bases fixas de fiscalização e outras medidas para garantir continuidade às ações. 

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Seminário: Racismo Ambiental, Produção Desigual da Cidade e Justiça Territorial

O seminário, que integra projeto da ENSP, reúne Ministério Público, Defensoria Pública, lideranças territoriais e pesquisadores dos conflitos urbanos contemporâneos.

Na Ensp

Como o racismo estrutura o espaço urbano? Quem sofre mais com riscos ambientais, remoções e violações de direitos territoriais? Essas e outras questões serão debatidas com pesquisadores, movimentos sociais, coletivos, lideranças territoriais, Ministério Público e Defensoria Pública durante o seminário Racismo Ambiental, Produção Desigual da Cidade e Justiça Territorial, na ENSP/Fiocruz, no dia 21 de agosto.

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Fascismo em rede: por que o conhecimento se tornou alvo de ataques?

Pesquisadores da USP investigam como a extrema-direita mobiliza desinformação e discurso de ódio em redes sociais para atacar instituições de produção de conhecimento

por Ivanir Ferreira, em Jornal da USP

As invasões à Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da USP, registradas ao longo de 2025, são o ponto de partida de um estudo que investiga como grupos da extrema-direita brasileira utilizam discursos ódio, desinformação e performances políticas nas redes sociais para atacar instituições de produção de conhecimento científico. Publicado na Revista Brasileira de Sociologia, o artigo derivado do estudo analisa por que a unidade, reconhecida por sua trajetória de resistência política e pela relevância nas ciências humanas, tornou-se alvo desses ataques. Os autores defendem que essas estratégias configuram uma nova forma de “fascismo em rede”, baseada na circulação digital de narrativas de ódio ao conhecimento crítico e de resistência à democracia.

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Colômbia: A ascensão do populismo elitista

De la Espriella assume a presidência num país polarizado. Seu discurso é de paranoia e paramilitarismo. Ostenta vida de luxo num dos países mais desiguais do mundo. E insufla a virilidade e o machismo como virtudes máximas. Como venceu?

Por Juliana Marín Taborda e Alejandro Giraldo Quintero, no Lundimatin | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

Desde a contestada ascensão de Abelardo de la Espriella à presidência da Colômbia, jamais o país parecera tão dividido [1], tendo a metade da população votado a favor daquele que se apresentava como defensor de uma “Pátria Milagre” e que propunha tanto a “bombardear e pulverizar com venenos os campos de coca” [2] quanto a eliminar o “inimigo interno” que, em sua visão, constituem o comunismo e o “petrismo” (em referência ao presidente de esquerda Gustavo Petro), supostamente manchados pelo “sangue dos cidadãos indefesos assassinados pelas bombas dos terroristas que Iván Cepeda [o candidato de esquerda à sucessão de Petro, oposto a Abelardo de la Espriella na eleição de 2026] e Petro protegeram […]”. “A democracia não perecerá diante do terror dos exércitos de Cepeda e Petro” [3], brada a todo vapor o novo “presidente” colombiano de extrema-direita. Durante uma conversa telefônica com o candidato Abelardo, o presidente argentino populista libertário Javier Milei concordava a respeito de Cepeda: “vamos com tudo, você tem que derrotar esse esquerdista filho da puta” [4]. Assim, o presidente recém-eleito tem como primeiro projeto “desmembrar a esquerda” [5] e declara que “aqueles que não quiserem se submeter ao império da lei deverão cair sob o fogo das armas do Estado” [6].

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“O ataque contra pessoas trans aponta para um projeto potencialmente genocida”. Entrevista com Judith Butler

IHU

Judith Butler é uma das principais acadêmicas e filósofas do mundo sobre gênero, sexualidade e os fenômenos culturais que os envolvem. Ela é autora do livro seminal de 1990, Problemas de Gênero: Feminismo e a Subversão da Identidade, e, mais recentemente, de sua sequência de 2024, Quem Tem Medo do Gênero?. Butler conversou com o editor-chefe da Current Affairs, Nathan J. Robinson, sobre como pessoas ao redor do mundo — principalmente conservadores, mas também alguns que se identificam como de esquerda — passaram a temer e se irritar com o que chamam de “ideologia de gênero”, por que estão errados e o que pode ser feito a respeito.

A entrevista foi originalmente publicada em inglês na revista Current Affairs e reproduzida por Ctxt.

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Completando seis anos, Massacre do Rio Abacaxis segue impune e o caso chega à ONU

Por Comunicação CPT Nacional*

O Coletivo pelos Povos do Abacaxis, composto por organizações da sociedade civil como a Comissão Pastoral da Terra (CPT) Regional Amazonas e o Conselho Indigenista Missionário (Cimi), além da Defensoria Pública da União e Defensoria Pública do Estado do Amazonas, convida toda a comunidade acadêmica, movimentos sociais e a sociedade civil para o evento: “6 anos do Massacre do Abacaxis: Como responderá o Judiciário brasileiro aos crimes contra direitos humanos?”

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Camponeses bloqueiam a Ferrovia Norte-Sul em Palmeirante e cobram conclusão de assentamento no Tocantins

Por: CPT Araguaia-Tocantins

Mais de 100 pessoas de aproximadamente 15 comunidades camponesas, reunidas pela Articulação Camponesa de Luta pela Terra e Defesa dos Territórios do Tocantins e pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), ocuparam, na manhã desta segunda-feira (10), as margens da Ferrovia Norte-Sul, nas proximidades do terminal de Palmeirante.

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Por que os desmatadores investem em destruir a floresta amazônica – 5: dinâmica do mercado de terras em Apuí

As transações de terras estão ocorrendo em ritmo acelerado em Apuí (e com preços crescentes), mesmo em posses fundiárias com embargos emitidos por órgãos ambientais federais ou estaduais, ou naquelas sem registro ou título de propriedade oficial

Por Pedro Gandolfo Soares, Philip Martin Fearnside e Gerd Sparovek, em Amazônia Real

Este estudo sugere que os preços da terra em Apuí não estão associados a mecanismos formais, como posse ou propriedade da terra, mas sim a variáveis como a distância da sede do município de Apuí, a qualidade da pastagem e a qualidade do acesso rodoviário. Essa dinâmica é consistente com outras regiões de fronteira de desmatamento na Amazônia brasileira [1]. As transações de terras estão ocorrendo em ritmo acelerado em Apuí (e com preços crescentes), mesmo em posses fundiárias com embargos emitidos por órgãos ambientais federais ou estaduais, ou naquelas sem registro ou título de propriedade oficial. Dos atores com posses fundiárias entrevistados, 72% possuíam apenas um ‘contrato de compra e venda’ como comprovante de propriedade, 19% não tinham nenhum documento e apenas 9% detinham um título de propriedade emitido pela agência governamental de terras (INCRA).

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