Uma escola que bate continência para a autoridade jamais ensinará seus estudantes a questionarem as injustiças do mundo.
As primeiras semanas do ano letivo na rede estadual de ensino de São Paulo trouxeram à tona, mais uma vez, o debate sobre o projeto de militarização das escolas públicas no Brasil. Em consonância com as experiências de estados como Paraná, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Santa Catarina, a experiência paulista está sendo implementada em 2026 em 100 escolas distribuídas em todo o estado. Longe de se configurar como um elemento novo, o processo de militarização é um projeto caro para a extrema direita brasileira e tem sido um dos eixos fundamentais de uma política caracterizada pelo giro autoritário do neoliberalismo ao longo das últimas décadas e que busca uma disputa da dimensão cultural, isto é, transborda os limites da esfera econômica, penetrando em estruturas sociais mais profundas, enraizando ideias antidemocráticas1. Continue lendo “A estética da caserna e a gestão da juventude pobre: militarização escolar, desigualdades e autoritarismo. Por Igor Figueiredo e Ricardo Normanha”










