O método: como a extrema-direita ataca professores para engajar eleitores

Gravações clandestinas e ataques online evidenciam como docentes são explorados politicamente desde 2022

por Camila Borges, em Agência Pública

O ano letivo de 2024 seguia seu curso normal quando Jadir Anchieta, professor de História, começou a ouvir comentários de estudantes que diziam ter saudades de Jair Bolsonaro. Era uma aula sobre o período entreguerras, ministrada a uma turma do 9º ano do Ensino Fundamental na Escola Estadual São Tarcísio, no município catarinense de São Bonifácio. O professor havia acabado de entrar na sala quando um grupo de alunos passou a fazer provocações sobre temas políticos. Foram poucos minutos, mas, para Jadir, a cena durou uma eternidade. A dinâmica parecia ensaiada. Cerca de quatro alunos o bombardearam com perguntas e cobraram um posicionamento sobre o tema. Ele sabia que aquele comportamento fugia ao perfil da turma e a direção da escola precisou mediar o conflito. O que o professor de História não sabia, contudo, era que a cena havia sido gravada pelos estudantes.

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Ataques em enxame de IA desafiam seus criadores: “Este é o primeiro incidente que realmente me deixou enojado”

A recente série de ataques de segurança coordenados e sem precedentes está levando especialistas a pedir uma moratória, enquanto a corrida para o seu encerramento se intensifica entre investidores, empresas e nações

por Patrícia Fernández de Lis, em El País

Neste verão, em questão de semanas, as maiores empresas de inteligência artificial (IA) anunciaram, uma após a outra, que haviam flagrado seus modelos fazendo coisas que ninguém havia pedido, até mesmo coisas que lhes eram proibidas: invadiram sistemas de outras empresas , organizaram-se em “enxames”, como seus criadores os descrevem, compartilharam informações, traíram outras IAs e mentiram para encobrir seus rastros. No caso mais surpreendente e perturbador de todos, um modelo da empresa Anthropic, em testes conduzidos por uma agência britânica de cibersegurança , decidiu realizar um ataque no mundo real e, ao ser flagrado, criou uma segunda identidade para sustentar sua inocência.

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Cacau: Como contornar os dissabores da crise climática

Diante de secas e avanço de pragas, universidades e agricultores do sul da Bahia se unem. Satélites, sensores e IA auxiliam a compreender as dinâmicas do território. Mas a grande aposta é nos sistemas agroflorestais tradicionais, como a cabruca

Por Talita Gantus de Oliveira*, em Outras Palavras

A recente regulamentação brasileira que estabelece critérios mais rígidos para diferenciar produtos classificados como “chocolate” daqueles rotulados apenas como “sabor chocolate” – por meio da instituição da Lei 15.404 em 08 maio de 2026 –, reacendeu discussões sobre qualidade, cadeia produtiva e valorização do cacau nacional.

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Para conquistar a soberania popular na saúde

Autodeterminação não se compra e nem será garantida por tecnologias produzidas pela Big Pharma ou pelas Big Techs. Exige disputar as regras, ao questionar o modelo biomédico-centrado e lutar pela garantia do cuidado com base na escuta e na autonomia

Por Leandro Modolo, em Outra Saúde

Uma das palavras da moda hoje é soberania. Grohmann e Barbosa acertaram no ponto em falar de “soberania como serviço” na qual a soberania deixa de ser uma questão de autodeterminação coletiva, e passa a um “serviço” de gestão de infraestrutura e estruturas de governança lideradas por capitais monopolistas transacionais. Fizeram dela um conceito fast-food, que rapidamente se utiliza, para cada paladar há um combo e para cada bandeja um preço… Ao fim tudo é mal digerido e tende a terminar fazendo mal para saúde.

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Sem plano desde 2023, governo Tarcísio distancia São Paulo da política nacional de combate à fome

Representantes da sociedade civil denunciam a captura do Consea-SP por interesses econômicos; só 79 dos 645 municípios paulistas aderiram ao Sisan

Por Leandro Melito, de O Joio e O Trigo

São Paulo está desde 2023 sem um plano estadual de segurança alimentar em vigor. Embora tenha realizado uma conferência naquele ano, o governo de Tarcísio de Freitas ainda não concluiu o documento que deveria organizar as ações da área. Apenas 79 dos 645 municípios paulistas aderiram ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan), e o estado não teve representação formal no Encontro +2 da Conferência Nacional. Representantes da sociedade civil associam esse quadro ao esvaziamento do Consea-SP. O governo contesta a avaliação e afirma que o conselho funciona regularmente.

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São Paulo fica fora do Protocolo Brasil Sem Fome apesar de ter 48 municípios prioritários

Estado perdeu o prazo para formalizar adesão ao programa; governo diz ter buscado uma prorrogação e afirma que encontros virtuais evitarão prejuízos, mas não esclarece se municípios terão o mesmo apoio previsto pelo protocolo

Por Leandro Melito, de O Joio e O Trigo

São Paulo reúne 48 dos 500 municípios prioritários do Protocolo Brasil Sem Fome, o terceiro maior número do país. Ainda assim, foi a única unidade da Federação com localidades selecionadas que não aderiu à iniciativa do governo federal.

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Plenária Nacional lança as candidaturas que defendem a Reforma Agrária rumo às eleições de 2026

MST reúne parlamentares, mais de 50 candidaturas e direções partidárias para reafirmar a luta pela terra como projeto de país

Da Página do MST

Nesta terça-feira, 18 de agosto, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) reuniu, em Plenária Nacional, dezenas de parlamentares, pré-candidatas e pré-candidatos a governos estaduais, senado, câmara federal e assembleias legislativas, além de direções partidárias que assumem publicamente o compromisso com a Reforma Agrária Popular como bandeira para as eleições de 2026. Mais do que um encontro virtual de largada de campanha, a plenária teve tom de chamado pela disputa eleitoral que se aproxima.

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O fogo: na Europa e na Amazônia. Por Lúcio Flávio Pinto

Na Amazônia Real

É correto dizer que tanto no Brasil como na Europa a origem do fogo tem causas naturais ou pela ação do homem, e que o uso do fogo pelos europeus é mais intencional do que entre os brasileiros; mesmo quando não é essa a origem dos incêndios brasileiros, nunca é demais lembrar que mesmo sem a intenção de provocar o fogo, o dolo é acidental, mas existe. Como em garimpos, sobretudo de ouro, mas já incluindo outros minérios, na Amazônia.

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Racismo e supremacismo na origem da USP. Por Paulo Fernandes Silveira

Projeto da elite paulista, a fundação da universidade esteve intrinsecamente ligada a ideais eugenistas e ao mito da supremacia racial bandeirante

No A Terra é Redonda

1.

Nos primeiros anos da sua existência, além do aporte financeiro do governo do Estado, a Universidade de São Paulo (USP) contou com o gerenciamento voluntário de alguns empresários, especialmente, de Júlio de Mesquita Filho, proprietário do jornal O Estado de São Paulo (Cardoso, 1982; Salone, 2019). Essa curiosa associação entre os poderes público e privado começou a vigorar em 1934, quando a USP foi fundada por Armando de Salles Oliveira, interventor de São Paulo e cunhado de Júlio de Mesquita Filho.

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As duas almas da esquerda brasileira. Por Valerio Arcary

Para além das tensões entre reformistas e radicais, a aliança tática do campo progressista mostra-se indispensável para frear a ameaça neofascista

Em A Terra é Redonda

“Se quiser ir rápido, vá sozinho. Se quiser ir longe, vá acompanhado”
(Sabedoria popular africana).

1.

Não é preciso ter uma avaliação exaltada destes últimos três anos e meio, um legado positivo, quando comparado com os seis anos anteriores, mas limitado, dizendo o mínimo, para compreender que a eleição de Lula é vital, por duas razões:

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