Governador usa programa educacional como plataforma de campanha ao governo do estado. Ao concentrar investimentos, cria “vitrines administrativas” enquanto precariza maior parte da rede. Unidade em São Roque não tem sequer uma boa biblioteca estruturada
Por Rogério de Souza*, em Outras Palavras
No primeiro debate entre as candidaturas que disputam o governo do Estado de São Paulo1, Tarcísio de Freitas (Republicanos) interpelou Fernando Haddad (PT) perguntando: “Você já viu as escolas que estamos fazendo Haddad? As Escolas do Futuro”; mencionando municípios paulistas que adotaram experiências com essa denominação. A referência não é casual. Em um cenário eleitoral no qual a educação ocupa espaço importante no debate público, associar uma escola ao “futuro” produz imagem poderosa de inovação, modernização e eficiência administrativa. Entretanto, entre a força de uma marca e a construção de uma política educacional efetivamente inovadora, de qualidade e socialmente referenciada, existe uma distância considerável.
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