Para uma cartografia do Colonialismo Digital

Espoliação das riquezas minerais do Sul, em condições laborais degradantes. “Normalização” do trabalho em todo o mundo, segundo padrões das big techs. Apagamento das mulheres e pessoas negras. Artigo sumariza as ameaças e propõe caminhos para justiça racial e geopolítica

Por Fabricio Solagna, no OPlanoB

Ao despertar com o alarme do smartphone, ao pedir um almoço por aplicativo ou ao traçar a rota no GPS, a maioria das pessoas não sente o peso das engrenagens que sustentam esse sistema. O que se vende como progresso tecnológico é, muitas vezes, um cabresto digital, uma nova forma de a tecnologia se tornar imprescindível, mesmo que nunca tenha sido realmente necessária. O “fantasma na máquina”, aqui, não é um erro de sistema, mas a permanência de um projeto secular de controle e exploração sob a aparência de atualização permanente.

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Arraiá Normandia: o São João que celebra a colheita, a cultura e a vida no campo

Da Página do MST

Enquanto Caruaru vive a intensidade dos festejos juninos, o campo também celebra uma das tradições mais importantes do Nordeste. No dia 23 de junho, o assentamento Normandia realizou mais uma edição do seu tradicional Arraiá Normandia, reunindo famílias assentadas, visitantes, militantes, amigos e amigas para uma grande celebração da cultura popular e da colheita.

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Em assembleia, Associação Hutukara celebra conquistas, elege nova diretoria e debate os desafios à proteção do território Yanomami

Reunidas, mais de cem lideranças da TI Yanomami traçaram estratégias diante da persistência do garimpo e do avanço de propostas legislativas favoráveis à mineração em terras indígenas

Por Ligia Apel, da Ascom Cimi Regional Norte I

O Lago Caracaranã, no município de Normandia, dentro da Terra Indígena (TI) Raposa Serra do Sol, lugar sagrado, de resistência e conquista territorial, recebeu entre os dias 15 e 19 de junho, a 8ª Assembleia Ordinária da Hutukara Associação Yanomami (HAY). Sob a proteção das divindades dos povos indígenas do território, Davi Kopenawa passou o “arco e flecha” da presidência da HAY para seu filho, Dário Kopenawa. Na ocasião, estiveram presentes mais de cem lideranças Yanomami, Ye’kwana e dos demais povos que habitam a TI Yanomami.

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Retomada Kaingang em General Câmara (RS) fortalece projeto de vida e avança na regularização territorial

Enquanto aguarda a regularização da área, comunidade investe em produção de alimentos, educação indígena e fortalecimento da autonomia coletiva

Cimi

A comunidade Kaingang de General Câmara, no Rio Grande do Sul, vem consolidando sua permanência no território retomado em 27 de fevereiro de 2026, enquanto aguarda o avanço do processo de regularização da área. Com cerca de 15 famílias, a retomada tem sido marcada pela organização comunitária, pela produção de alimentos e pela construção de iniciativas voltadas à autonomia e à garantia de direitos.

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Cimi pede revogação de portaria da Sesai e alerta para risco ao acesso à água em terras indígenas

Entidade afirma que norma foi editada sem consulta aos povos indígenas, restringe a atuação da Sesai no saneamento, enfraquece a política de saúde indígena e pode comprometer o abastecimento de água, especialmente em áreas de retomada

Cimi

A Secretaria Especial de Saúde Indígena (Sesai) publicou, em 13 de maio de 2026, a Portaria nº 425, que dispõe “sobre os limites de atuação dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs) nas articulações com as concessionárias de fornecimento de água e esgotamento sanitário nas comunidades indígenas”. A norma foi publicada sem consulta prévia, livre e informada aos povos indígenas potencialmente afetados, em desacordo com os princípios estabelecidos pela Convenção nº 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e com o dever do Estado de assegurar a participação dos povos indígenas nas decisões que impactam seus direitos. A ausência de diálogo ficou evidenciada pelo fato de a própria Sesai ter promovido, nas semanas seguintes à publicação da norma, diversas reuniões para prestar esclarecimentos sobre seu conteúdo.

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Demora em desintrusão faz crescer tensão na TI Cachoeira Seca, dos Arara

STF determina que União apresente em 90 dias o plano de retirada de invasores que ameaçam os indígenas Arara, no Pará. Lideranças alertam que estão recebendo ameaças e que estão sendo assediadas por políticos e fazendeiros. Ministério dos Povos Indígenas afirma que já prepara o plano de desintrusão

Por Cristina Ávila, da Amazônia Real

Brasília (DF) – “Até a Funai está com medo. A Funai faz a fogueira, joga a gente dentro, pra queimar, e fica de fora. Eu posso até contar o que está acontecendo, mas não coloca o meu nome aí. Tenho medo. Os invasores estão furiosos, tem um bocado deles pela estrada”, relata uma liderança da Terra Indígena Cachoeira Seca. 

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Com base no Marco Temporal, decisão judicial ordena despejo de terra indígena Pataxó demarcada em 2024

Na Aldeia Velha, há escola, posto de saúde e sítios arqueológicos; Ahnã Pataxó afirma que comunidade não desocupará área

Por Gabriela Carvalho, Lucas Salum e Maria Teresa Cruz, Brasil de Fato

A Justiça Federal determinou o prazo de 60 dias para o despejo de cerca de 650 famílias indígenas Pataxó de uma área de 1.275 hectares da Terra Indígena Aldeia Velha, já demarcada e homologada pelo governo federal em 2024. A comunidade abriga escola com 235 estudantes, posto de saúde, sítios arqueológicos, manguezais e uma importante faixa remanescente de Mata Atlântica preservada no sul da Bahia, região de Porto Seguro.

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Raoni faz transição para dieta oral e tem evolução no quadro de saúde

Líder indígena respira sem a ajuda de aparelhos

Agência Brasil

Boletim médico divulgado nesta terça-feira (23) informa que o Cacique Raoni iniciou transição para dieta oral. O quadro geral de saúde do líder indígena também apresenta evolução.

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Junho Ambiental: a pedido do MPF, Justiça determina medidas emergenciais após desastre em garimpo no Amapá

Decisão determina ações imediatas para conter danos ambientais e reduzir riscos decorrentes de rompimento de barragem clandestina de rejeitos

Procuradoria da República no Amapá

A Justiça Federal atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinou, em caráter urgente, que a União, o estado do Amapá, a Agência Nacional de Mineração (ANM) e o município de Pedra Branca do Amapari adotem medidas imediatas e em conjunto para conter os danos e reduzir os riscos causados pelo rompimento de uma barragem de rejeitos clandestina no Garimpo São Domingos.

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A pedido do MPF, Justiça Federal suspende extração mineral em terra indígena no sul do Amazonas

Decisão proibiu empresa, sócios e município de Boca do Acre de retirar minério usado em pavimentação de estradas e ruas sem autorização

Procuradoria da República no Amazonas

Após ação civil pública proposta pelo Ministério Público Federal (MPF), a Justiça Federal no Amazonas determinou a suspensão imediata de toda atividade de extração mineral no interior da Terra Indígena Boca do Acre, no sul do estado. A decisão atendeu a um pedido de tutela de urgência (liminar) feito pelo MPF e atinge a empresa Compasso Construções, Terraplanagem e Pavimentação, seus dois sócios, o indígena apontado como possuidor da área e o município de Boca do Acre (AM).

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