Polícia de Israel impede Patriarca Latino de Jerusalém de entrar na igreja do Santo Sepulcro e celebrar a Missa do Domingo de Ramos

Em um comunicado conjunto, o Patriarcado Latino de Jerusalém e a Custódia da Terra Santa denunciam que a polícia israelense impediu o Patriarca Pierbatista Pizzaballa e o Custócio Pe. Francesco Ielpo de entrar na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, para celebrar a missa do Domingo de Ramos. “A primeira vez em séculos: medida grave e irracional, um afastamento dos princípios da liberdade de culto e do respeito ao status quo”. À tarde está prevista uma oração pela paz no Monte das Oliveiras.

Por Roberto Paglialonga, Notícias do Vaticano

Na manhã deste Domingo de Ramos, 29 de março, a polícia israelense impediu o Patriarca Latino de Jerusalém, cardeal Pierbattista Pizzaballa, juntamente com o Custódio da Terra Santa, Pe. Francesco Ielpo, de entrar na Basílica do Santo Sepulcro, em Jerusalém, enquanto se dirigiam para celebrar a missa do Domingo de Ramos.

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Chris Hedges em Princeton: “O Irã e Gaza são apenas o começo”

O genocídio em Gaza é apenas o começo. Bem-vindos à nova ordem mundial. A era da barbárie tecnologicamente avançada. Não há regras para os fortes, apenas para os fracos. Oponha-se aos fortes, recuse-se a ceder às suas exigências caprichosas e você será bombardeado com mísseis e bombas. Assistimos a essa loucura diariamente com a guerra contra o Irã, o bombardeio indiscriminado do sul do Líbano e o sofrimento em Gaza.

Organismos internacionais como as Nações Unidas foram neutralizados, transformados em apêndices inúteis de outra era. A sacralidade dos direitos individuais, das fronteiras abertas e do direito internacional desapareceu. Os governantes mais psicopatas da história da humanidade, aqueles que reduziram cidades a cinzas, conduziram populações cativas a locais de execução e semearam as terras que ocuparam com valas comuns e cadáveres, retornaram com sede de vingança, abrindo um vasto abismo moral.

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A União e a segurança pública, com ou sem emenda constitucional. Por Julio José Araujo Junior

Lei 13.675/2018 atribui, em consonância com a Constituição, um papel especial para a União na coordenação do Susp

No Jota

O debate sobre o papel da União na segurança pública tem crescido desde a apresentação, pelo governo federal, da PEC 18/2025. O alegado objetivo da PEC consistiu em atribuir mais protagonismo ao governo federal na matéria, mediante a constitucionalização do regramento contido na Lei 13.675/2018, que trata do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).

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Anistia 79 abrindo as grades dos nossos porões. Por Felipe Lott

No filme, todos os militantes têm clareza de que a anistia era uma medida extrema de sobrevivência, ainda que implicasse o custo da impunidade dos torturadores da ditadura

No Diplomatique Brasil

Apesar de seu título, o documentário de Anita Leandro não é exatamente sobre anistia. No material de divulgação para imprensa, a própria diretora afirma isso textualmente: “Esse filme não é um filme temático sobre anistia. Não é isso. É um encontro com pessoas que participaram desse evento. E é a emoção dessas pessoas diante desse material.”

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Direitos Indígenas no Congresso: Entre a ofensiva ruralista e a luta pela consolidação de conquistas

Confira as cinco maiores ameaças aos povos indígenas no Congresso Nacional, que buscam a flexibilização do direito à terra e a abertura dos territórios para a exploração econômica predatória

Na Apib

O cenário legislativo brasileiro em 2026 apresenta um campo de batalha decisivo para os povos originários. Enquanto setores ligados ao agronegócio e à mineração tentam emplacar retrocessos históricos que ferem a Constituição, lideranças indígenas e aliados articulam projetos que visam transformar políticas de proteção em leis permanentes.

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Será que Marx era estiloso? Entrevista com Vincent Berthelier

Por Rob Grams, Blog da Boitempo

Vincent Berthelier1 é especialista das relações entre estilo, literatura e política. Ele é autor de uma notável obra sobre o estilo reacionário intitulada Le style réactionnaire,2 assim como de uma contribuição sobre a literatura e a extrema direita na obra coletiva do Institut La Boétie, Extrême droite: la résistible ascension.3 Em Le style de Marx (Éditions Sociales, 2025) ele aborda vários pontos que ressoam em questões que nós formulamos na Frustration Magazine: o uso da ironia, os “ataques corrosivos”, a voz dos “principais envolvidos”, além da exigência do rigor combinada a maior acessibilidade possível… Conversamos com ele sobre tudo isso. 

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ES: Indígenas liberam ferrovia após Vale abrir negociação sobre indenizações

Protesto em Resplendor reuniu lideranças e Juventude Tupinikim de Aracruz

Por Mariah Friedrich, Século Diário

Indígenas Tupinikim das aldeias de Aracruz, no norte do Estado, desobstruíram a Ferrovia Vitória-Minas, em Resplendor, Minas Gerais, após a Vale convocar uma reunião e sinalizar que vai reavaliar o modelo de indenizações atualmente aplicado às comunidades atingidas pelo crime da Samarco/Vale-BHP. A empresa se comprometeu a discutir a forma de compensação baseada em grupos familiares, criticada pelos indígenas, que defendem o reconhecimento individual dos atingidos. A liberação dos trilhos, segundo as lideranças, foi um gesto de “boa-fé”, mas condicionado ao avanço efetivo das negociações.

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A corrida armamentista e o colapso da segurança pública no Rio de Janeiro

O poder público segue apegado à estética do confronto armado e à retórica vazia da supremacia material

Roberto Uchôa de Oliveira Santos, no Le Monde Diplomatique Brasil

A dinâmica da segurança pública no Estado do Rio de Janeiro consolidou-se, ao longo das últimas décadas, como um laboratório trágico de políticas alicerçadas na militarização e no uso ostensivo da força. A recente assinatura de um contrato, superior a R$ 70 milhões, para a aquisição de um helicóptero militar bimotor modelo Sikorsky UH-60 Black Hawk por parte do governo fluminense, destinado à Polícia Militar, materializa a persistência dessa doutrina. Sob o pretexto oficial de prover equipamentos blindados que garantam o transporte tático e a superioridade em áreas conflagradas, a administração estadual reitera um fetichismo tecnológico obsoleto. Em um cenário contemporâneo onde a guerra assimétrica urbana foi radicalmente reconfigurada pela apropriação de drones pelas organizações criminosas , a aquisição de maquinário bélico pesado da era da Guerra Fria não apenas evidencia um profundo anacronismo tático, mas escancara um modelo de gestão que produz letalidade e o esgotamento fiscal do Estado.

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Sopravento: crise política e conflito social no Brasil pós-2013

Para o alto; e o que parecia corpóreo derreteu-se como um respiro no vento.
Como teria sido…” 
Macbeth, Ato 1, Cena 3 

No Blog da Boitempo

Sopravento: termo náutico que designa o lado de onde sopra o vento. Mais do que uma posição, é uma orientação: agir a partir das forças em jogo – não apenas respondendo a elas, mas tentando conduzi-las. 

Medir forças: quando, em uma comunidade política, a liberdade da forma se separa da liberdade do conteúdo, isso sinaliza ao Estado a necessidade de determinar. O Estado passa a agir como se estivesse em guerra – ainda que latente – contra si mesmo. No principado civil, a censura à “liberdade de conteúdo” é o indício dessa passagem. Junho de 2013 permanece como ponto de inflexão da crise política brasileira. O biênio 2013-2014 revelou simultaneamente a emergência do conflito social e o medo de suas consequências, em um processo marcado por sincronismo e massificação inéditos. Já em 2015-2016, esse conflito é contido e deslocado: o protagonismo das ruas passa a grupos de direita emergentes, culminando no impeachment de Dilma Rousseff – aceito sob a promessa de “esfriar as ruas”. O resultado foi um governo profundamente impopular, sustentado menos por consenso do que por exaustão. 

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Caso Master: como investigações conectam a CPMI do INSS e a CPI do Crime Organizado 

Em frentes diferentes de atuação, comissões chegam aos mesmos atores e empresas ligados ao banco de Daniel Vorcaro

Por Isabel Seta | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

De um lado, a Operação Sem Desconto, iniciada em abril de 2025, uma investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria Geral da União (CGU) sobre fraudes no INSS, que levaram a desvios de pelo menos R$ 6,3 milhões de aposentados e pensionistas desde 2019. De outro, a Operação Carbono Oculto, deflagrada cerca de quatro meses depois, protagonizada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP) e pela PF sobre a infiltração do PCC no mercado financeiro, que expôs o uso de postos de combustíveis e fundos de investimento para lavar dezenas de bilhões de reais em dinheiro ilícito.

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