Assim indústria alimentícia engana e mata

Alimentos contaminados matam, todo ano, 1,5 milhão de pessoas. Crianças são as mais suscetíveis. Como agro e corporações corrompem cadeias produtivas, burlam leis e servem venenos? Quais caminhos para garantir mais segurança à mesa?

Por Vijay Prashad, no Instituto Tricontinental

Em 4 de junho de 2026, a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou uma avaliação devastadora sobre o estado dos sistemas alimentares mundiais. De acordo com as novas estimativas, baseadas em dados colhidos até 2021, alimentos não apropriados para consumo causam aproximadamente 866 milhões de doenças e 1,5 milhão de mortes por ano. Quase uma em cada nove pessoas no mundo adoece devido a alimentos contaminados, sendo que as regiões da África e do Sudeste Asiático juntas respondem por quase três quartos de todas as doenças contraídas por conta de alimentos e 60% das mortes globais. O fardo recai mais fortemente sobre aqueles que menos contribuíram para a crise: as crianças.

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Por que os desmatadores investem em destruir a floresta amazônica – 2: tendências históricas do desmatamento

O desmatamento na Amazônia convive com flutuações de quedas e crescimentos. Em texto desta série, autores analisam as causas das flutuações na dinâmica do desmatamento na Amazônia ao longo da história

Por Pedro Gandolfo Soares, Philip Martin Fearnside e Gerd Sparovek, em Amazônia Real


Na década de 1990, o desmatamento foi impulsionado por questões políticas e econômicas nacionais, como a hiperinflação que fez da compra de terras um meio de proteger o valor do dinheiro, alimentando a especulação imobiliária. Com o Plano Real de junho de 1994, o “overnight” (um certificado de depósito de 24 horas que servia para minimizar o efeito da inflação) terminou, liberando volumosos recursos que foram então investidos no desmatamento, contribuindo para o pico de desmatamento em 1995 [1]. Com a inflação controlada, os preços da terra caíram significativamente, inclusive nas áreas de fronteira do desmatamento, tornando a especulação imobiliária menos atrativa e reduzindo as taxas de desmatamento na Amazônia em 1996 e 1997 [2]. A subsequente recuperação econômica do país com o Plano Real aumentou as taxas de desmatamento na Amazônia de 1998 a 2004 [1, 3]

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Justiça do Pará mantém vitória de comunidade do PAE Lago Grande em ação de reintegração de posse

Tribunal mantém vitória de comunidade de Santarém e reforça aplicação do Direito Agrário em assentamentos coletivos

Terra de Direitos

A Justiça do Pará manteve a vitória da Comunidade Vila Brasil em uma disputa judicial envolvendo uma área localizada no Projeto de Assentamento Agroextrativista (PAE) Lago Grande, em Santarém (PA). Em decisão monocrática proferida em 15 de julho de 2026, o desembargador Constantino Augusto Guerreiro, da 1ª Turma de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Pará (TJPA), negou o recurso de apelação apresentado pela parte autora da ação, Dinarte Dias Dourado e confirmou integralmente a sentença da Vara Agrária de Santarém, proferida em 19 de janeiro de 2021, havia rejeitado o pedido de reintegração de posse. 

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Em parecer, MPF defende reparação econômica à família de João Cândido, líder da Revolta da Chibata

União deve reconhecer efeitos da anistia e ser condenada a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 4 milhões ao filho do Almirante Negro

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) defendeu que a Justiça Federal reconheça os efeitos práticos, econômicos e financeiros da anistia concedida a João Cândido Felisberto, líder da Revolta da Chibata em 1910, por lei federal aprovada em 2008. Para o MPF, a União deve ser condenada a pagar aos descendentes do Almirante Negro reparação de natureza econômica e de caráter indenizatório, em prestação única ou em prestação mensal, além de contar, para todos os efeitos, o tempo que ele esteve afastado de suas atividades profissionais em razão de ameaças ou punições por motivo político.

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De diversão a “renda extra” e “investimento”: como brasileiro mudou a percepção sobre bets

Pesquisas mostram percepção histórica sobre bets, diferenças entre estados e como chegamos a 40 milhões de usuários/dia

Por Duda Sousa, Ed Wanderley, Agência Pública

Todos os dias, cerca de 40 milhões de pessoas no Brasil depositam a sorte, e o dinheiro, em plataformas online de apostas, as bets. A estimativa é da empresa de infraestrutura de open finance Klavi e inclui o universo dos jogos de azar e das apostas esportivas. Se os apostadores diários formassem um estado brasileiro, ele seria o segundo mais populoso do país, atrás apenas de São Paulo. 

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“Nossa luta é pela continuidade da vida”: mulheres indígenas lançam carta contra silenciamento e exploração dos territórios

Intercâmbio reuniu cerca de 200 mulheres de mais de quinze povos entre os dias 16 e 19 de julho, na Aldeia Katurãma (MG). “Enquanto houver mulheres indígenas resistindo, haverá esperança, território vivo e ancestralidade fortalecida”, sustenta a carta.

Por Assessoria de Comunicação do Cimi

Cerca de 200 mulheres indígenas de diferentes povos e territórios se reuniram entre os dias 16 e 19 de julho, na Aldeia Katurãma, em São Joaquim de Bicas (MG), para o Intercâmbio de Mulheres Indígenas, promovido pelo Cimi Regional Leste. Sob o tema “Memória ancestral e o fazer político: mulheres indígenas e suas lutas em defesa da vida e proteção dos territórios”, o encontro reuniu representantes de povos como Pataxó, Pataxó Hã-Hã-Hãe, Xucuru Kariri, Xakriabá, Tupinambá, Kiriri e Kaiowá, entre outros, além de organizações parceiras como a FIAN Brasil, a Cáritas Brasileira e instituições de ensino e ligadas à Igreja. Ao final dos quatro dias de atividades, as participantes tornaram pública uma carta coletiva.

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Copa do Mundo revela cultura de violência e misoginia no futebol

A jornalista e escritora Milly Lacombe analisa como o futebol masculino reproduz estruturas de violência e misoginia

Por Andrea DiP, Ricardo Terto, Stela Diogo, Sofia Amaral, Agência Pública

Neste domingo, chega ao fim mais uma Copa do Mundo masculina. Para além do espetáculo esportivo, o torneio também revela estruturas de violência e misoginia. Um levantamento do ge (Globo Esporte), publicado em 29 de junho de 2026, identificou que ao menos cinco jogadores que participaram da Copa do Mundo eram ou haviam sido investigados por acusações de estupro. Em nota, a Fifa afirmou que não existe uma regra geral que proíba a convocação de jogadores que enfrentaram acusações ou respondem a processos por estupro ou agressão sexual.

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Nota do Coletivo Transforma MP sobre o programa Tolerância Zero

Transforma MP

“Quando organizar o espaço público pressupõe conciliar valores

Nas últimas semanas, a Prefeitura do Rio de Janeiro intensificou as operações do programa Tolerância Zero, com apreensão de mercadorias e restrições à atuação de ambulantes em diversas praias da cidade. Diante desse cenário, o Ministério Público Federal (MPF) ingressou na Justiça pedindo a suspensão do programa.

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MPF, lideranças e coletivos reforçam parceria na atuação pela gestão social da Bacia do Tapajós (PA, MT)

Em reunião pública, foram articuladas estratégias para a criação de um Comitê da Bacia do Tapajós com representação social efetiva

Procuradoria da República no Pará

O Ministério Público Federal (MPF), lideranças indígenas, representantes de povos e comunidades tradicionais, movimentos sociais e organizações socioambientais reforçaram, nesta quinta-feira (16), a atuação conjunta pela gestão democrática das águas da Bacia do Rio Tapajós. Durante reunião pública realizada na sede do MPF em Santarém (PA), foram debatidas estratégias para garantir que o futuro Comitê da Bacia tenha participação social efetiva e represente a diversidade territorial, cultural e social da região.

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O caminho para conquistar a Carreira Única do SUS

Em seminário de Outra Saúde, professora da UFBA aponta: institucionalidade neoliberal opera na contramão do projeto da Reforma Sanitária. Valorização dos trabalhadores da saúde passa por revisão da Lei de Responsabilidade Fiscal e do teto de gastos

Por Isabela Cardoso Pinto*, autora convidada, em Outra Saúde

Na terceira década do século XXI, vivemos a eclosão de pandemias, em um cenário marcado pela agudização da crise ambiental, intensificação das transformações tecnológicas e crise econômica do capitalismo globalizado, com efeitos importantes sobre as condições de vida e trabalho das pessoas em todo o mundo, inclusive sobre a saúde mental.

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