Tarifa Zero para derrotar o bolsonarismo novamente

Assim como o fim da escala 6×1, a Tarifa Zero é uma pauta extremamente popular aprovada por 81% da população brasileira. Em 2022, o transporte gratuito na eleição foi crucial à vitória e agora pode garantir a virada que Lula precisa se o candidato incorporar a proposta em seu plano de governo – apontando para uma melhoria concreta de futuro para o povo.

Por Movimento Passe Livre, na Jacobin

Temos, há duas décadas, uma opinião óbvia mas pouco ouvida. Acreditamos que a tarifa zero no transporte coletivo é ferramenta de combate à extrema-direita e de construção do poder popular. Neste segundo turno eleitoral e no horizonte das lutas, esta bandeira precisa de muito destaque. Ela pode reverter a catástrofe da eleição da extrema-direita. A Tarifa Zero precisa estar em todos programas eleitorais, pautas de greve, manifestações estudantis, cardápios de almoço e janta.

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Em live de março de 2021, o então presidente da República Jair Bolsonaro imitava vítima da Covid sem conseguir respirar. Imagem capturada de vídeo.

“A ciência e o bolsonarismo”. Pela Coalizão Ciência e Sociedade*

Postagem de Bruno Gualano, na Folha de S.Paulo

Em 2019, uma pesquisa com 2.206 jovens brasileiros mostrou que meio ambiente era o tema de maior interesse (80%), acima de saúde (74%) e ciência/tecnologia (67%). Mas 54% consideravam que cientistas podem estar “exagerando” sobre as mudanças climáticas. De que depende a confiança no cientista?

Um levantamento com 4.262 britânicos mostra que 63% confiam nos cientistas, mas vê-los “do lado de pessoas como eu” pesa mais do que achá-los competentes. E a posição política influencia: 71% dos eleitores do Partido Verde sentem que os cientistas estão do seu lado, contra 32% do Reform UK, da direita radical. Eis o padrão: “cientista confiável é aquele que me dá razão”.

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Aparecida, a santa das aparecidas: símbolo, feriado e disputa eleitoral. Entrevista com Giovanna Sarto

IHU

Todo 12 de outubro, o Brasil para, por força de lei, para celebrar uma pequena imagem de barro escuro, com cerca de 36 centímetros, que, segundo se conta, foi retirada aos pedaços do rio Paraíba do Sul por três pescadores em 1717. Em 2026, o feriado de Nossa Senhora Aparecida chega dias depois do primeiro turno de uma eleição em que a padroeira, mais uma vez, foi parar no centro do embate.

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Bancada indígena diminui no Congresso e lideranças se preparam para desmonte e retrocesso

Representantes do movimento indígena citam risco às demarcações, imposição do Marco Temporal e aparelhamento da Funai

Por Wanessa Celina | Edição: Ludmila Pizarro, em Agência Pública

Os cinco partidos com políticos que mais atuaram em pautas consideradas contrárias aos povos indígenas, segundo a plataforma do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), vão ocupar 53 cadeiras no Senado Federal a partir de 2027. São eles o PL, o PP, o Republicanos, o União Brasil e o MDB. O PL conseguiu ocupar a maior bancada do Congresso Nacional, com 121 deputados e 28 senadores eleitos pelo partido. 

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Do susto ao mutirão: como a campanha de Lula tenta virar o jogo nas redes e nas ruas

Campanha tenta virar o jogo com nova abordagem nas redes, atos pelo Brasil e engajamento de influenciadores e artistas

Por Dyepeson Martins | Edição: Thiago Domenici, em Agência Pública

Falando por meio de um megafone, o presidente Lula (PT) anunciou, na quinta-feira (8), o primeiro ato público protagonizado por ele no segundo turno das eleições: uma passeata na manhã do dia seguinte, em Ceilândia, no Distrito Federal. O anúncio, publicado nas redes sociais, é encerrado com o brado de “bora, Lula!”, expressão vocal entre militantes e até então pouco ouvida na voz do petista. Embora com apenas 30 segundos, o vídeo marcou o início de uma nova estratégia montada ao longo de uma semana repleta de embates na campanha à reeleição. Um comitê de crise precisou ser montado após o resultado inesperado no primeiro turno do pleito, em que a oposição elegeu a maioria no Senado Federal e o candidato da extrema-direita, Flávio Bolsonaro (PL), saiu na frente, com uma diferença de 1,87 ponto percentual, equivalente a 2,2 milhões de votos válidos a mais do que o petista. 

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O novo Brasil que a política (ainda) ignora. Por Marcio Pochmann

Digitalização é cada vez mais dominante, mas convive com imensa desigualdade e condição subalterna do país. Não é mais possível transformá-lo sem examinar tudo o que muda na base da sociedade – e sem lutar por soberania tecnológica

Por Marcio Pochmann, em Outras Palavras

O resultado eleitoral de 2026 pode ser lido para além da disputa entre candidatos e partidos. Ele revela uma sociedade que mudou profundamente nas últimas décadas e cuja transformação ainda não foi plenamente incorporada pela política, pelas instituições e pelas próprias categorias convencionais utilizadas para compreender o Brasil.

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Apoiadores de Lula lotam ruas de Manaus, mesmo com fumaça e calor extremo

Manifestação de apoio a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reuniu jovens, lideranças políticas e movimentos sociais em defesa da democracia, da Amazônia e dos direitos trabalhistas

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) – Mesmo com a alta temperatura e sensação térmica elevada, condição climática agravada pela fumaça das queimadas na cidade, apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tomaram as ruas do Centro da capital amazonense neste domingo (11),  em um ato político pela sua reeleição e pela defesa dos direitos sociais da população. A mobilização reuniu pessoas de diferentes gerações, trabalhadores, artistas e lideranças políticas.

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O plano da extrema direita para desmontar 30 anos de avanços democráticos e sociais. Por Jamil Chade

Eventual vitória de Flávio Bolsonaro abriria as portas para a implementação de um projeto reacionário na sociedade brasileira

por Jamil Chade, em ICL

Mais armas, mais desmatamento, grilagem de terras, asfixia da sociedade civil, privatização de praias, fim de assistência para meninas e controle ideológico sobre as escolas. Numa eventual vitória de Flávio Bolsonaro na eleição presidencial e diante de um Senado com maioria de extrema direita, este poderia ser o cenário para o Brasil nos primeiros meses de 2027.

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Sem Terrinha em ação: infância, memória e luta se encontram no Vale do Rio Doce

Crianças do Vale do Rio Doce debateram a Reforma Agrária Popular, escreveram carta ao povo cubano e plantaram mudas nativas em MG

Por Comunicação Sem Terrinha, da Página do MST

Nos dias 8 e 9 de outubro, crianças Sem Terrinha de diferentes áreas do Vale do Rio Doce se reuniram no Centro de Formação Francisca Veras (CFFV), no assentamento Oziel Alves Pereira, em Governador Valadares (MG), para o 8º Encontro Regional das Crianças Sem Terrinha. Com o lema “Sem Terrinha em Ação: da semente de Eldorado, Sem Terrinha faz história”, o encontro promoveu dois dias de formação, brincadeiras, cultura, mística e construção coletiva.

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Nem testosterona, nem destino: O que quebrada me ensinou sobre desaprender a ser homem

Na coluna Aromas de Março deste mês, artigo desafia os homens a abandonarem armaduras antigas para recuperar a humanidade perdida

Por Carlos Silva*, da Página do MST

Cresci num lugar onde “homem não chora” não era frase de efeito. Era regra de casa, repetida no quintal, na fila do pão, na boca de gente que eu admirava. E o mais curioso é que ninguém precisava dizer “engole o choro” pra mim. Aprendia com o olhar, com a pressa, com o jeito que a conversa mudava de assunto quando o assunto doía. Aprendi cedo que o meu medo não tinha endereço dentro daquela casa.

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