Exclusivo: Foragido da Justiça brasileira, Alexandre Ramagem abriu empresa nos EUA

Negócio foi registrado no dia 6 de janeiro na Flórida, quatro meses depois de o ex-deputado fugir do Brasil

Por Alice Maciel, ICL Notícias, Natalia Viana, Ken Silverstein, Agência Pública

O ex-deputado federal Alexandre Ramagem (PL/RJ) abriu uma empresa nos Estados Unidos (EUA) quatro meses depois de fugir do Brasil, após ter sido condenado a 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado. O registro do negócio, obtido pela Agência Pública e ICL Notícias, foi feito em 6 de janeiro de 2026, no estado da Flórida.

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Florianópolis tem mais dois territórios pesqueiros reconhecidos

No Incra

A proteção do território destinado à pesca artesanal em Florianópolis, capital catarinense, ganhou reforço com a publicação de duas novas portarias em que o Incra cria Projetos de Assentamento Agroextrativistas (PAE) pesqueiros na Ponta do Coral e na Praia de Furnas.

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MPF obtém decisão favorável em ação que protege a Serra do Curral em Belo Horizonte (MG)

Justiça Federal confirma que grandes projetos na Mata Atlântica exigem dupla checagem ambiental e proíbe mineradora de retirar vegetação sem autorização federal

Procuradoria da República em Minas Gerais

A Justiça Federal acolheu os pedidos apresentados pelo Ministério Público Federal (MPF) e determinou que o licenciamento do Complexo Minerário Serra do Taquaril, na Serra do Curral, em Minas Gerais, não pode avançar sem a aprovação técnica do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). A sentença obriga a mineradora Taquaril Mineração S.A. (Tamisa) a interromper qualquer retirada de vegetação na área até que o órgão federal analise e autorize formalmente o impacto ambiental no bioma Mata Atlântica.

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Super El Niño: As cidades brasileiras estão preparadas?

Fenômeno pode chegar até 2027 e o governo tenta se preparar. Mas impera a lógica reativa – e o negacionismo acossa municípios. Caminho para evitar o ciclo de tragédias anunciadas passa por outros paradigmas de articulação na esfera pública e organização comunitária

Por Sérgio Botton Barcellos, em Outras Palavras

Das grandes inundações às secas agravadas por ondas de calor extremo, o país inteiro, de norte a sul, está à prova — e as cidades, na maioria dos casos, seguem despreparadas. Mais de 85% dos municípios brasileiros carecem de planos de adaptação climática, revelando a frágil capacidade institucional e legislativa para enfrentar os impactos socioambientais. Apenas cidades mais ricas, e com mais de 500 mil habitantes, formularam políticas sobre o tema. Com base em dados do IBGE (2021), pesquisadores calcularam um índice geral de adaptação urbana a partir de 25 indicadores — habitação, mobilidade, produção de alimentos, gestão ambiental e riscos climáticos. Entre as capitais, a disparidade é expressiva: Curitiba, Brasília e São Paulo lideram; Recife, Boa Vista e Aracaju figuram entre as menos preparadas. Porém, é importante sublinhar, a existência de instrumentos ou políticas públicas não garante eficácia — tampouco dá conta das complexidades e desigualdades territoriais.

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Enquanto escolas do campo são fechadas, programas educacionais do agronegócio se espalham pelo país

Em 25 anos, o Brasil viu desaparecer cerca de 110 mil unidades educacionais rurais; ensino contextualizado nos territórios corre risco de sumir

Por Julia Dolce, em O Joio e O Trigo

Depois de sete anos resistindo, a Escola Estadual do Campo Manoel Sebastião Gonçalves, na zona rural de Tomazina (PR), sucumbiu a um destino cada vez mais comum para unidades deste tipo: o fim das atividades. Em dezembro de 2025, a Secretaria da Educação do Paraná fechou definitivamente a escola, alegando falta de alunos.

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Finitude: o único caminho para a transcendência. Por Slavoj Žižek

“Seja você quem for, leia Magnifica Humanitas, releia e reflita sobre ela: aprenderá mais com ela do que pode imaginar.”

O artigo é de Slavoj Žižek, publicado por L’Osservatore Romano, em IHU

Slavoj Žižek, filósofo esloveno, é professor de filosofia na European Graduate School e diretor internacional do Birkbeck Institute for the Humanities da Universidade de Londres. Autor, entre outros livros, de Em defesa das causas perdidas (Boitempo).

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Entidades pedem participação em processo que acusa Universal de assédio judicial contra jornalista João Paulo Cuenca

Ministério Público diz que igreja organizou ações em massa para dificultar defesa de João Paulo Cuenca; instituição religiosa nega. Organizações de liberdade de expressão e imprensa falam em ‘medida reparatória, mas também pedagógica e dissuasória’

Por Arthur Guimarães de Oliveira, na Folha de São Paulo

Seis organizações de defesa da liberdade de expressão e de imprensa pediram para participar, na condição de amici curiae (amigos da corte), de uma ação na qual o MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro acusa a Igreja Universal do Reino de Deus de assédio judicial contra o escritor e jornalista João Paulo Cuenca.

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Defender Cuba é defender a América Latina

Bloqueio, cerco e perseguição dos EUA estão cada vez mais intensos, aprofundando a crise; cabe aos países da região serem mais solidários com o povo cubano e defenderem sua soberania e seu governo

Por João Pedro Stedile*, do Intercept Brasil / MST

Há mais de 60 anos, o povo cubano, seu governo e seu estado enfrentam uma perseguição, ilegal e injusta, da maior potência militar do planeta, o governo dos Estados Unidos. Democratas e republicanos disputaram no governo quem perseguia mais a pequena ilha socialista, alguns de forma mais explícita e outros, de modo mais dissimulado.

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Dolutegravir: um monopólio sem fim?

Alerta para uma manobra. Mesmo após fim de patente, empresa estrangeira tenta estender até 2041 sua exclusividade na produção do medicamento mais usado no Brasil para tratar o HIV. Enfrentá-la pode garantir produção local do fármaco e baixar preços para o SUS

Por Susana van der Ploeg e Carolinne Scopel, para a coluna Saúde não é mercadoria, em Outra Saúde

A expiração da patente principal do dolutegravir em abril de 2026 deveria representar um marco para o acesso ao medicamento no Brasil. Depois de duas décadas de monopólio, o país finalmente poderia ampliar a concorrência, reduzir preços e fortalecer a produção nacional de um dos medicamentos mais importantes para o tratamento do HIV, hoje utilizado por quase 800 mil pessoas. Agora, com uma tentativa de extensão dos direitos de propriedade intelectual de uma grande empresa sobre o fármaco, se reabre uma disputa importante sobre como se dará seu fornecimento no Sistema Único de Saúde (SUS). 

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Segurança: O Brasil que não se olha no espelho. Entrevista com Luiz Eduardo Soares

Antropólogo Luiz Eduardo Soares analisa a falência de políticas de segurança e como as facções se integraram à economia formal. Mostra como “enclaves policiais” acossam a democracia. E aponta para caminhos refundar instituições, a partir de alternativas ao punitivismo

Por Thiago Gama, em Outras Palavras

Luiz Eduardo Soares soube, antes de quase todo mundo, que a polícia do Rio de Janeiro não estava doente: estava funcionando exatamente como fora projetada. Em 17 de março de 2000, um governador descobriu o preço de ter contratado alguém que dizia isso em voz alta.

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