A votação da extrema-direita em 2026 não nasce na campanha, mas de uma pedagogia da servidão que há séculos ensina direitos como favores e obediência como virtude cívica
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Há derrotas eleitorais que cabem nas urnas. Outras apenas aparecem nelas. O resultado do primeiro turno de 2026 pertence à segunda espécie. A votação de Flávio Bolsonaro não pode ser tratada como acidente, erro estatístico ou simples desinformação. Luis Felipe Miguel tem razão ao recusar os eufemismos: não se trata de imaginar um eleitor inteiramente enganado, incapaz de saber quem escolheu, nem de supor que uma revelação de última hora dissolverá vínculos políticos consolidados.
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