Ditadura Argentina: pertences de Tenório Jr. são devolvidos à família 50 anos após crime

Vítima da ditadura argentina, pianista brasileiro teve identidade confirmada e pertences devolvidos a filhos e netos

Por Marcelo Oliveira | Edição: Thiago Domenici, Agência Pública

Duas correntes de pescoço que pertenciam ao pianista brasileiro Francisco Tenório Cerqueira Júnior, sequestrado e assassinado aos 35 anos em Buenos Aires, no dia 18 de março de 1976, num crime atribuído ao terrorismo de Estado da ditadura argentina, foram entregues nesta quarta-feira, 25 de março, a filhos e netos do músico, no Rio de Janeiro, por autoridades brasileiras e do país vizinho como forma de homenagem.

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O que aconteceu em 2018? Por Ivan Colangelo Salomão

A eleição de 2018 não se explica por variáveis macroeconômicas, mas pelo esgotamento de um ciclo político e pela sequência de abalos que viraram o país do avesso entre 2013 e 2018

Em A Terra é Redonda

1.

A mais longínqua referência aos horrores do nazismo enseja o mesmo questionamento de sempre: como pôde o berço de mentes tão superiores se curvar diante de um dos mais perversos capítulos da história da humanidade? Como foi possível uma das sociedades contemporâneas mais civilizadas naturalizar o horror?

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Território do ‘Índio do Buraco’ vai virar área de proteção integral

Desde a morte do indígena, considerado último de seu povo, a TI Tanaru, localizada em Rondônia, ficou sem destinação, sendo pressionada por fazendeiros, garimpeiros e madeireiros. O ‘Índio do Buraco’, após seu povo sofrer genocício, negou contato durante 26 anos. Ele ficou conhecido por morar em buracos que cavava em vários pontos do território Tanaru.

Por Nicoly Ambrosio da Amazônia Real

Manaus (AM) – A criação do Parque Nacional dos Povos Indígenas de Tanaru, em Rondônia, consolida uma vitória histórica do movimento indígena diante da resposta do Estado brasileiro, ainda que tardia, ao genocídio de um povo desconhecido. A morte do último sobrevivente que habitava o território definiu os caminhos para a destinação e proteção definitiva da área onde viveu em situação de isolamento voluntário, entre 1996 e 2022, o indígena conhecido como “Índio do Buraco”. Recusando-se a manter qualquer contato com não indígenas, após seu povo ser massacrado, ele recebeu esse nome pela forma como escavava buracos profundos no interior dos tapiris (construções tradicionais) que ergueu em várias partes da Terra Indígena (TI) Tanaru, chamada assim por ser cortada pelo rio Tanaru, na bacia do rio Madeira.

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Incra assina títulos definitivos de mais 10 territórios quilombolas

São 5,6 mil famílias beneficiadas em quase 60 mil hectares

Gabriel Corrêa – Repórter da Rádio Nacional

Após anos de luta, 10 territórios quilombolas em oito estados receberam títulos definitivos de domínio, emitidos e assinados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). As assinaturas aconteceram nessa semana, durante a abertura da 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, em Brasília.

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Entre barragens e novas minas, quilombos do Pará vivem sob pressão da bauxita

Mineração Rio do Norte é a maior produtora nacional da bauxita, matéria-prima do alumínio, e campeã de requerimentos de minerais críticos que afetam quilombos na Amazônia brasileira; corrida pelos minerais essenciais para as indústrias de tecnologia e bélica avança sobre territórios protegidos

Por Tainá Rionegro, Isabel Harari e Diego Junqueira | Edição Carlos Juliano Barros, Repórter Brasil

DE ORIXIMINÁ E SÃO PAULO — Maior produtora nacional de bauxita, a Mineração Rio do Norte (MRN) é a empresa com mais requerimentos de minerais críticos que afetam territórios quilombolas na Amazônia. A bauxita é a matéria-prima do alumínio, metal estratégico para as indústrias bélica e de tecnologia.

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Argentina lembra 50 anos da ditadura enquanto governo Milei avança contra direitos humanos

Casa Rosada publica vídeo que acena para anistia a militares e tem demitido funcionários de programas de memória

Por Aline Gatto Boueri | Edição: Bruno Fonseca, Agência Pública

Na manhã de 24 de março, na data que marcou os 50 anos do início da ditadura militar na Argentina, a Casa Rosada, comandada por Javier Milei, publicou um vídeo nas redes sociais. A peça abre com o escrito “24 de março: “Dia da Memória pela Verdade e pela Justiça”. Em seguida surge, em letras vermelhas, a palavra “COMPLETA”, em caixa alta.

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Incra entrega titulação coletiva da Comunidade Quilombola de São José da Serra, em Valença (RJ)

No Incra

Com a presença de lideranças quilombolas de toda a região e diversas autoridades federais, estaduais e municipais, ocorre na manhã de 28/3/2026, a titulação coletiva pelo Incra da Comunidade Quilombola de São José da Serra – localizada no distrito de Santa Isabel do Rio Preto, município de Valença, a cerca de 180 km do centro da capital Rio de Janeiro.

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PE: Quilombolas ocupam Incra em Petrolina para reivindicar direitos

Comunidade de Conceição das Crioulas cobra proteção territorial, políticas públicas e freio a projetos de mineração

Por Verônica Serpa, Alma Preta

A comunidade quilombola de Conceição das Crioulas ocupou a sede do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) em Petrolina (PE) para reivindicar ações do poder público para a proteção do território, localizado em Salgueiro (PE). 

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Relatório de subcomissão da Assembleia aponta impactos energéticos, ambientais e políticos de data centers no RS

Apresentação reuniu especialistas e movimentos sociais para debater instalação de complexo em Eldorado do Sul

Fabiana Reinholz E Katia Marko, no Brasil de Fato

Com o objetivo de debater os impactos do projeto de instalação de data centers em Eldorado do Sul (RS) e subsidiar o debate público, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul recebeu, nesta terça-feira (25), a apresentação do relatório da subcomissão especial sobre o tema. Durante a atividade, foram destacados impactos energéticos, ambientais e sociais associados à instalação do complexo.

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Que Brasil emerge das cenas da 8ª Conferência?

Em documentário do encontro que marcou a Reforma Sanitária, há 40 anos, imagens de uma utopia conquistada. As faces da participação popular, os discursos históricos, as presenças insólitas… Como assistir a esse registro hoje, para pensar o SUS do amanhã?

Por Bruno Cesar Dias*, em Outra Saúde

A parteira Joana entoou uma cantiga que denunciou a miséria dos que morrem por não ter o comer frente à ganância dos que comem para morrer. Um insuspeito Waldir falou pausadamente da emoção constituinte como prenúncio de uma verdadeira revolução. O sindicalista Tenório defendeu a participação dos trabalhadores nas decisões do setor, enquanto a sanitarista Sonia evocou a afirmação da cidadania como estratégia de rompimento da desigualdade e afirmação da soberania. Das arquibancadas do Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, homens e mulheres, que efusivamente respondiam, apoiavam ou criticavam a condução dos trabalhos da mesa, queriam ver suas propostas e lutas mudarem e transformarem um país. Eles sabiam que eram protagonistas do nascimento da participação da sociedade nos rumos das políticas de saúde. Acontecia, há 40 anos, a 8ª Conferência Nacional de Saúde (8ª CNS). 

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