Justiça atende pedido do MPF e determina fornecimento imediato de água a indígenas em Naviraí (MS)

Liminar obriga concessionária a garantir 150 litros por pessoa ao dia nas comunidades Mboreviry Teko Ava e Romero Benites

Procuradoria da República em Mato Grosso do Sul

A Justiça Federal em Naviraí (MS) atendeu ao pedido do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que a Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul) forneça água potável às comunidades indígenas Mboreviry Teko Ava e Romero Benites, localizadas na área urbana do município. Continue lendo “Justiça atende pedido do MPF e determina fornecimento imediato de água a indígenas em Naviraí (MS)”

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MPF reforça defesa do patrimônio cultural e da consulta prévia às comunidades tradicionais em evento do Iphan

Representantes do órgão abordaram desafios da preservação do patrimônio imaterial e da garantia de direitos de povos tradicionais brasileiros

Procuradoria-Geral da República

A edição inaugural do Fórum Nacional do Sistema de Patrimônio Cultural (SNPC) brasileiro, nesta quarta-feira (4), contou com a participação do Ministério Público Federal (MPF) para debater os aspectos legais da preservação do patrimônio cultural e dos territórios tradicionais, sob a perspectiva da garantia do direito à consulta livre, prévia e informada. O evento ocorreu no campus da Universidade de Brasília (UnB). O MPF foi representado pelas subprocuradoras-gerais da República Luiza Frischeisen e Eliana Torelly. Continue lendo “MPF reforça defesa do patrimônio cultural e da consulta prévia às comunidades tradicionais em evento do Iphan”

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Recusa familiar na hora da doação de órgãos varia em função do governo?

Dados históricos sugerem que não, mas aceitação e ampliação desse cenário tem tudo a ver com política pública de saúde

Por Guilherme Cavalcanti | Edição: Ed Wanderley, em Agência Pública

Diante do luto, quase metade das famílias brasileiras, mesmo em situação de ajudar outros pacientes em necessidade de órgãos e tecidos, nega a coleta para transplantes. A recusa familiar no Brasil se mantém, há mais de uma década, em torno de 45%, uma realidade que varia de forma expressiva entre os estados e atravessam governos de diferentes espectros políticos. Mas, afinal, o quanto a política tem a ver com essa realidade? Continue lendo “Recusa familiar na hora da doação de órgãos varia em função do governo?”

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Feminicídio: “A noção de propriedade é profunda”. Entrevista especial com Eva Alterman Blay

“Muitos homens pensam que perder a dominação sobre as mulheres é uma perda da sua própria masculinidade, o que não é verdade. Um homem pode ser homem, ter seus valores e nem por isso precisa dominar mulheres, crianças ou pessoas de outras etnias”, diz a socióloga

IHU

“Por que os homens continuam a matar mulheres?” A resposta à pergunta que orientará as análises sobre o feminicídio no Brasil na mesa redonda promovida pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU nesta quinta-feira, 05-03-2026, às 17h30min, é respondida de modo enfático pela socióloga Eva Blay: por causa da mentalidade patriarcal. “O padrão patriarcal significa que um homem casa com uma mulher ou tem uma namorada e a trata como se ela fosse propriedade dele”, explica. Continue lendo “Feminicídio: “A noção de propriedade é profunda”. Entrevista especial com Eva Alterman Blay”

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Rentismo, teu nome é solidão. Por Ladislau Dowbor

Em sociedades cada vez mais desiguais, maiorias vivem o inferno do trabalho massacrante e sem futuro, da pobreza e do impossível desfrute coletivo. Mas também os ricos, ainda que opulentos, debatem-se em competição por dinheiro e em vidas sem sentido

Por Ladislau Dowbor, em Outras Palavras

I look at all the lonely people…
Beatles, 1966

Algumas coisas vão muito além da América Latina, elas nos dizem respeito como seres humanos. Certamente precisamos de uma análise social geral, mas como nos sentimos nesta sociedade, como indivíduos, como famílias, como bairros ou comunidades, também é essencial para nosso bem-estar. Isso vai muito além da economia e das lutas de classes. Envolve pessoas sentadas em ônibus ou no metrô, longas horas para ir a escolas ou empregos, um cenário desanimado de pessoas grudadas em seus smartphones. Os beneficiados nem sempre estão melhor: filas de carros, cada um com um indivíduo impaciente e irritado com o trânsito. Quanta lentidão, considerando que muitos compraram o carro entusiasmados com números impressionantes de velocidade que ele pode alcançar em segundos. Em São Paulo, a perda média diária de tempo no transporte chega a 3 horas, e mais de 5 para pessoas mais pobres que vivem nas periferias. Você poderia estar estudando, fazendo algo útil, passando tempo com sua família. Bem, o PIB sobe, então temos mais carros e mais tempo desperdiçado. A velocidade média dos automóveis em São Paulo caiu para 14 quilômetros por hora, e mais carros estão chegando. Mais PIB. Uma cidade se paralisar por excesso de meios de transporte é até curioso. Shanghai e Beijing têm cada uma mais de mil quilômetros de linhas de metrô. São Paulo tem 104. Continue lendo “Rentismo, teu nome é solidão. Por Ladislau Dowbor”

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Educação: O risco das analogias apressadas

Debate educacional brasileiro não pode depender de “rankings” importados. Modelos de referência pelo mundo mostram: reformas partiram da busca por transformações sociais profundas, de coesão nacional e do acúmulo de confiança por décadas

Por Celso Pinto de Melo, em Outras Palavras

“Os sistemas educacionais mais bem-sucedidos são aqueles que combinam qualidade com equidade, assegurando que as circunstâncias sociais não se transformem em destino”
-Andreas Schleicher [1]

O equívoco recorrente do debate educacional

Boa parte do debate educacional começa pelo lugar errado. Em vez de perguntar em que condições históricas reformas educacionais profundas se tornam possíveis, insiste em perguntar quais modelos funcionam. O resultado é uma circulação quase ritual de exemplos – Finlândia, Coreia do Sul, ‘rankings’ internacionais – tratados como “boas práticas” prontas para exportação. Continue lendo “Educação: O risco das analogias apressadas”

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A Paris dos Trópicos – ontem, hoje… e amanhã?

Um passeio pela história urbana de Manaus. Desde o ciclo da borracha, elites almejam imprimir um glamour europeu em meio à beleza da floresta. Ao fazê-lo, deixam feridas – não legado. Qual futuro está reservado para esta cidade tão maltratada?

Por Samuel Kilsztajn, em Outras Palavras

Durante o Ciclo da Borracha, na passagem dos séculos XIX para o XX, Manaus foi transformada em a Paris dos Trópicos. Em estilo Art Nouveau, centenas ou mesmo milhares de suntuosos casarões, palacetes e monumentais armazéns foram erguidos da noite para o dia. O Palácio Rio Negro, construído para residência do empresário alemão Waldemar Scholz, já foi sede do Governo do Estado do Amazonas e hoje abriga um centro cultural. Continue lendo “A Paris dos Trópicos – ontem, hoje… e amanhã?”

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A crise do Ocidente e a provocação de Raul Zibechi

Por Luís Felipe Machado de Genaro, em Outras Palavras

Ideólogos e filósofos decretaram, no final do século passado, o chamado “fim da História”: o triunfo do Ocidente capitalista, democrático e iluminista perante os perigos e espectros do Oriente exótico, bárbaro e incivilizado. Se não foram essas as exatas palavras registradas nos autos e obras de autores como Francis Fukuyama, sabemos que foi esse o seu significado primevo. Tal narrativa rasteira e enviesada aos ditames ideológicos dos Estados Unidos à época tornou-se bem conhecida de todos aqueles que compreendem, minimamente, o cenário geopolítico das últimas décadas. Continue lendo “A crise do Ocidente e a provocação de Raul Zibechi”

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O espantoso mito de que o brasileiro trabalha pouco

Os dados desmentem as manchetes de jornal: milhões cumprem 44 horas, e muitos extrapolam esse limite. Em um mercado que tenta transformar a vida em “tempo disponível”, reduzir a jornada é uma resposta política à exaustão normalizada

Por Erik Chiconelli Gomes, em Outras Palavras

O debate brasileiro sobre a jornada de trabalho está sendo travado com base em um número: o Brasil estaria 1,2 hora abaixo da média mundial, controlada por renda e demografia.1 É um dado correto. Mas o que se faz com ele está errado. Continue lendo “O espantoso mito de que o brasileiro trabalha pouco”

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No Irã, maioria se opõe ao regime mas não confia em Israel nem nos Estados Unidos

Mulheres lideram protestos e querem fim do regime, mas “não são vítimas à espera da salvação do Ocidente”

Por Adriana Carranca | Edição: Marina Amaral, Agência Pública

Às 8:10 de sábado, no horário local em Teerã, as forças de defesa de Israel dispararam 30 mísseis Sparrow, fabricados pelos Estados Unidos (EUA), contra o complexo onde se encontrava o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, enquanto bombardeios simultâneos atingiram a cúpula do regime e torres de celular para que não fossem alertados sobre o ataque surpresa e sem precedentes. A morte de Khamenei só foi confirmada no dia seguinte. Até lá, vídeos de iranianos celebrando o fim de uma era sob a liderança de um autocrata religioso que exerceu poder absoluto por quase 40 anos já haviam viralizado na Internet. Continue lendo “No Irã, maioria se opõe ao regime mas não confia em Israel nem nos Estados Unidos”

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