MPF e Defensoria Pública apontam vícios em projeto que autoriza venda em bloco de 324 imóveis municipais no Rio

Nota técnica aponta que PLC 93/2025 viola a Lei Orgânica do município e ameaça o direito à moradia de populações vulneráveis

Procuradoria da República no Rio de Janeiro

O Ministério Público Federal (MPF) e o Núcleo de Terras e Habitação da Defensoria Pública do Rio de Janeiro (NUTH-DPRJ) emitiram nota técnica conjunta sobre o Projeto de Lei Complementar (PLC) 93/2025. De iniciativa do Poder Executivo, a proposta autoriza a alienação (venda) de 324 imóveis municipais, incluindo bens do Fundo Especial de Previdência (Funprevi). Segundo os órgãos, o projeto busca um “autorizativo genérico” para vendas sem avaliação prévia e em desacordo com a função social da propriedade.

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Fé e IA: como as tecnologias estão transformando as experiências religiosas

Pastor e acadêmico, Valdinei Ferreira fala sobre como a IA está moldando nossa relação com o sobrenatural

Por Andrea DiP, Sofia Amaral, Ricardo Terto, Stela Diogo, Thaís Santana, Agência Pública

No Brasil, cerca de 140 milhões de mensagens são trocadas por dia apenas com o ChatGPT, segundo a OpenIA, responsável pela tecnologia de Inteligência Artificial (IA) que destaca que o país está entre os três que mais utilizam o recurso no mundo. Esse uso já se reflete nos campos do trabalho, da informação e do aprendizado. Mas o que acontece quando a IA passa a mediar também o campo simbólico, espiritual e religioso?

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Em Brasília, especialistas denunciam ‘desidratação planejada’ do Cerrado

Responsável pelo abastecimento hídrico, bioma enfrenta processo de degradação

Por Kennedy Cruz, Brasil de Fato

No Dia Mundial da Água, celebrado neste domingo (22), uma roda de conversa realizada no Eixão do Lazer, reuniu especialistas e movimentos sociais para alertar sobre o avanço da degradação do Cerrado. O ato faz parte da campanha Cerrado Coração das Águas e reforçou o diagnóstico de que o bioma não enfrenta apenas uma seca, mas um processo de destruição que compromete a segurança hídrica do país.

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O ministro falastrão do MME

“A população geral não sabe o que está acontecendo, e nem mesmo sabe que não sabe”
Noam Chomsky (linguista, filósofo, sociólogo e ativista político norte-americano)

por Heitor Scalambrini Costa* e Zoraide Vilasboas**

O ministro de Minas e Energia Alexandre Silveira tem defendido ativamente a expansão da energia nuclear no Brasil, incluindo a conclusão de Angra 3 e a construção de pequenos reatores, disseminados no território nacional, em particular na Amazônia. Chegou a afirmar (depois desmentir) seu apoio ao uso do nuclear na defesa da soberania nacional. O que para um bom entendedor fica claro, é favorável à fabricação de bombas nucleares.

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“A rebeldia nem sempre compensa, mas a obediência sempre é punida”. Entrevista com Roberto Mangabeira Unger

O acadêmico brasileiro argumenta que o progressismo atual fracassou porque se limitou a ser um “humanizador do inevitável”, carecendo de uma proposta criativa que atraia a maioria.

A entrevista é de Boris Muñoz, publicada por El País

Quem conhece Roberto Mangabeira Unger (Rio de Janeiro, 1947) apenas por reputação perdeu a oportunidade de conhecer um dos pensadores mais poderosos e originais de nosso tempo. Mangabeira está certo há décadas, mas poucos o ouviram. Ele previu, antes de muitos, que a social-democracia havia se mostrado insuficiente diante da fragmentação social impulsionada, entre outros fatores, pela globalização e pelas ondas migratórias. Alertou que a resposta ao extrativismo latino-americano era a construção de um modelo de desenvolvimento independente, baseado na democracia e no que ele chama de capitalismo popular; uma proposta que, vinda de alguém que se identifica como marxista, foi mal recebida pela esquerda ortodoxa. E previu que o consenso liberal estava sendo minado por um movimento populista, demagógico e caudilho.

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Radiografia da engenharia nacional no pós-Lava Jato

Os efeitos da “cruzada anticorrupção”, 12 anos depois. Como impactou a construção civil. A atuação, hoje, de gigantes como a Odebrecht. O avanço do capital estrangeiro sobre infraestruturas urbanas. E por que o país precisa de uma estatal para civilizar o setor

Pedro Henrique Pedreira Campos em entrevista a Rôney Rodrigues*, em Outras Palavras

A engenharia pesada dá liga às cidades. Há sempre uma camada anterior, silenciosa, de obras, redes e estruturas que tornam a vida urbana possível: sistemas de saneamento, drenagem, mobilidade, viadutos, barragens, redes de energia, pontes, túneis, estradas. Quando abrimos a torneira e a água chega, quando acendemos a luz, quando atravessamos a cidade, quando a rua não vira rio — ou quando vira —, há um complexo de decisões técnicas e políticas operando nos bastidores. Há canteiros de obra!

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Privatização: A conta oculta da água em Pernambuco

Modelo de concessão no estado exige ganhos de eficiência irrealistas e pode fazer a população pagar mais, caso a empresa faça bem seu trabalho. Bilhões ficaram de fora dos cálculos, o que levará a renegociações de contrato. Tudo isso com o apoio do BNDES…

Por César Silva Ramos*, em Outras Palavras

Em março de 2025, o governo de Pernambuco celebrou com entusiasmo o leilão de concessão dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário do estado. Empresas privadas pagaram bilhões de reais pelo direito de operar o sistema e a narrativa oficial promete modernização, universalização dos serviços e, de quebra, redução na conta de água. O que os holofotes das celebrações não iluminaram, porém, foram as fragilidades profundas que estão embutidas no modelo adotado e que, mais cedo ou mais tarde, chegarão à torneira e ao bolso de cada pernambucano.

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Após décadas ocupando terras, milhares de famílias brasileiras têm a oportunidade de criar raízes

Um acordo governamental redistribui terras antes de propriedade privada para 3.000 famílias de agricultores e reflete uma mudança mais ampla em direção a soluções negociadas nesse tipo de disputa

Por Marília Marasciulo, do Courthouse News, em MST

Geovane Cardoso tinha 7 anos quando ele e sua família ocuparam parte das terras pertencentes à madeireira Giacomet Marodin, posteriormente renomeada Araupel, no estado do Paraná, sul do Brasil.

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O cruzado, o imperador, e seu ataque aos persas. Por José Luís Fiori

Da hesitação de Trump à resposta surpreendente dos persas, o que se anuncia não é uma vitória rápida, mas uma nova ordem forjada à força, onde o risco nuclear vira moeda corrente e a soberania se redefine pela capacidade de resistir ao arbítrio

No A Terra é Redonda

“Liberamos as mãos de nossos combatentes para intimidar,
desmoralizar, caçar e matar os inimigos de nosso país”
(Pete Hegseth, Secretário de Defesa dos EUA, in O Globo, 15-3-2026, p. 20).

1.

A “ordem mundial baseada em regras” entrou em colapso depois do ataque militar dos EUA e de Israel contra o Irã, no dia 28 de fevereiro de 2026. Um ataque sem justificativa que foi realizado no meio de uma negociação diplomática que estava em pleno curso, entre os EUA e o Irã.

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Câmara analisa projeto que muda regras sobre ensino de história afro-brasileira e indígena

Proposta em tramitação na Câmara permite que estudantes deixem de participar de conteúdos sobre culturas negra e indígena, sob argumento de liberdade religiosa

Portal UMBU*

Um projeto de lei que tramita na Câmara dos Deputados pode provocar mudanças no ensino de história e cultura afro-brasileira e indígena nas escolas do país. A proposta é de autoria da deputada federal Clarissa Tércio (PP-PE) e prevê que a participação dos estudantes nessas atividades deixe de ser obrigatória.

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