Expansão da indústria de celulose e o aniquilamento das memórias e dos espíritos Mbya Guarani

Companhia de Manufaturas, Papéis e Cartões (CMPC) pretende construir nova fábrica em área que afeta território tradicional; comunidade não é consultada

Por Roberto Liebgott – Regional Cimi Sul

No dia 8 de setembro de 2026, em Barra do Ribeiro (RS), ocorreu uma reunião entre representantes da Companhia de Manufaturas, Papéis e Cartões (CMPC), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e lideranças de algumas comunidades Mbya Guarani afetadas pelo empreendimento de expansão da indústria de celulose, que prevê a construção de uma nova fábrica na Fazenda Barba Negra, área que faz divisa com o território originário e sagrado Mbya Guarani conhecido como Ponta da Formiga.

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Primeiro Encontro de Rezadores Guarani Nhandeva fortalece a espiritualidade, a cultura e a tradição do povo

Entre rezas, memórias e saberes ancestrais, Yvy Katu reuniu, durante três dias, rezadores, lideranças, mulheres, parteiras e jovens

Por Ir. Maria Câmara Vieira e Carine Fontes Ribeiro – Cimi Regional Mato Grosso do Sul

Antes das palavras, veio a reza. Antes das decisões, veio a escuta. E, antes de tudo, veio a memória. Foi assim que começou, na Terra Indígena Yvy Katu, em Japorã, Mato Grosso do Sul, o 1º Encontro de Rezadores Guarani Nhandeva, realizado entre os dias 4 e 6 de setembro de 2026. Durante três dias, rezadores, lideranças, mulheres parteiras, jovens e representantes de diferentes comunidades se encontraram para fortalecer a cultura, a espiritualidade, a identidade e a tradição do povo Guarani.

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Histórias, resistência e defesa dos povos indígenas: a trajetória do indigenista Egydio Schwade contada em dois livros

O lançamento das obras ocorreu na comunidade Barro, em Surumu, TI Raposa Serra do Sol, local da primeira Assembleia dos Povos Indígenas de Roraima

Por Lígia Apel, do Cimi Regional Norte I

“Antes de estarem nas páginas de um livro, essas histórias foram vividas nos territórios. Histórias de resistências, mobilizações e lutas que atravessaram gerações e continuam presentes nos dias de hoje”. Assim, a comunicadora do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Luara Sapará, inicia sua fala sobre o lançamento dos livros de Egydio Schwade, um dos precursores do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), e do professor e historiador Tiago Santos, que contam as histórias e a trajetória do indigenista e sua contribuição com o movimento indígena e suas lutas por demarcação territorial e em defesa de seus direitos, culturas e formas de vida.

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Pesquisa de Petrópolis expõe relação entre racismo ambiental, áreas de risco e omissão estatal

Estudo de Pamela Mércia, mestranda da UFRJ e fundadora do Instituto Todos Juntos Ninguém Sozinho, propõe o conceito de “Climacídio” e foi apresentado em fórum internacional sobre gestão de riscos e adaptação climática no Peru

Alma Preta

Uma pesquisa desenvolvida a partir da realidade de Petrópolis coloca no centro do debate uma pergunta incômoda: por que populações continuam expostas a tragédias quando os riscos já são conhecidos, estudados e mapeados pelo próprio poder público?

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Por que eleitor demorou a saber de investigação sobre Flávio? Por Flávia Oliveira

Eleitorado só tomou conhecimento de que o vice-líder nas pesquisas no primeiro turno é investigado ontem, quase dois meses depois

Em O Globo

A Polícia Federal (PF) pediu e a Procuradoria-Geral da República (PGR) não se opôs à apuração de possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção passiva, entre outros, atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) do caso Banco Master/Daniel Vorcaro, autorizou a abertura de investigação em 22 de julho, três dias antes da convenção partidária que tornou o primogênito de Jair Bolsonaro candidato à Presidência. O eleitorado brasileiro, contudo, só tomou conhecimento de que o vice-líder nas pesquisas de intenção de voto no primeiro turno é investigado ontem, quase dois meses depois. Por quê?

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STF, Vorcaro e a normalização dos parasitas. Por Ladislau Dowbor

Na fraude que veio à tona, o que mais deveria assustar é o que ainda não causa escândalo: a captura do poder pelo 0,1%, os juros abjetos, a emissão de dinheiro para os rentistas e entrega a eles da infraestrutura. Elementos para ir além da superfície e politizar o debate

No Outras Palavras

“Simplesmente os interesses dos muito ricos não são os mesmos que os interesses da nação.”
George Monbiot, The Guardian, 2022

O escândalo do Banco Master anima muito o debate. Em ano eleitoral, tentar colar a etiqueta de corrupto no opositor político faz parte do tiroteio, em particular porque, para as pessoas desinformadas, a etiqueta permite substituir a informação e o raciocínio. Ao longo da minha vida de economista, me dei conta de que quando gritam “pega ladrão” em geral vale a pena olhar para quem está gritando. No caso presente, é evidente que, quando um governo combate a corrupção, ela vem à tona, porque é revelada, enquanto o governo corrupto que a gerou e tolerou fez o tema sumir do mapa.

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Ensaio contra a pedagogia do medo. Por Célio Turino

Novo livro disseca um projeto central da ultradireita: a escola cívico-militar. Por que sua base, o disciplinamento, bloqueia a descoberta do mundo. Como produz formação grosseira e esconde ocupação violenta dos territórios e consultorias lucrativas

No Outras Palavras

O modelo de Escola Cívico-Militar foi implantado na Alemanha logo após a chegada de Hitler ao poder. Era programa, estava anunciado no livro dele, Minha Luta, o que escrevo não é novidade. Exatamente por isso
recorro a um original autor judeu-alemão, Norbert Elias, que analisa como foi possível a uma sociedade com alto grau de sofisticação cultural e científica consentir e aderir a um estado de horror e desgraças como até
então nuca havia sido visto, horrores e desgraças que afetaram inclusive a eles.

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O que Salvador Allende temia antes do golpe

Em 11 de setembro de 1973, o presidente socialista do Chile, Salvador Allende, foi deposto por um golpe militar apoiado pela CIA. Nesta entrevista de 1971, publicada pela primeira vez em português, Allende expressou seus temores sobre a desestabilização interna e a interferência estadunidense.

Por Rossana Rossanda / Tradução Pedro Silva, na Jacobin

Quase cinco décadas após sua eleição, Salvador Allende permanece um ícone do socialismo. Vencendo por uma margem estreita as eleições presidenciais de 1970 como líder da coalizão Unidad Popular, ele lançou um ambicioso programa de nacionalizações para colocar os trabalhadores no comando da economia. A reação foi feroz, desde a fuga de capitais até a sabotagem total. Apontando Allende como um inimigo implacável, o presidente dos EUA, Richard Nixon, disse em uma reunião com o Conselheiro de Segurança Nacional, Henry Kissinger, que seu objetivo era “fazer a economia gritar”.

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“Cuidar das mulheres é cuidar dos territórios”, afirma lideranças em Encontro Nacional de Mulheres do Cerrado

Nesse dia do Cerrado, 11 de setembro, ressaltar o levante histórico das mulheres é fundamental para compreender esse território-bioma tão antigo quanto a história do mundo 

Ludmila Pereira, Le Monde Diplomatique Brasil

“Quando a gente tem autonomia, a gente tem saúde”, ressalta Miguelita Campos, da Associação São Marcel do Pari (MT), ao apontar a urgência de estratégias contra o adoecimento das lideranças no Cerrado e sobre a necessidade de considerarmos a vida e o Bem Viver das mulheres como fundamental para manter os territórios vivos e de pé.  

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Como Eduardo Galeano narrou a democracia chilena antes e depois das bombas 

Em ‘O século do vento’, autor narra a ascensão e queda de Salvador Allende

No Brasil de Fato

Nesta sexta-feira (11), completam-se 53 anos do golpe de Estado que derrubou o governo de Salvador Allende no Chile. O golpe abriu o caminho para 17 anos de ditadura pinochetista, uma das mais duras da história da América Latina. Allende morreu dentro do palácio, negando-se a renunciar, como exigiam as lideranças militares através de bombardeios ao Palácio de La Moneda, precedidos por uma longa campanha de desestabilização orquestrada pelas elites locais e pelos Estados Unidos. 

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