Num países com matriz elétrica limpa e barata, energia é caríssima, geração oprime comunidades e risco de apagão persiste. Causa: rentismo e interesses privados dominam, como diriam os clássicos do socialismo e o irreverente Belchior
Por Cássio Cardoso Carvalho, em Outras Palavras
Há mais de um século, na Rússia revolucionária, Lênin defendia, no VIII Congresso dos Sovietes1, em 1920, que “o socialismo significa os sovietes mais a eletricidade”. A afirmação expressava a convicção de que, uma vez conquistado o poder político pelos sovietes, era fundamental qualificar o projeto produtivo e as formas de vida que o proletariado buscava construir no socialismo. Tratava-se de superar a herança feudal do antigo regime czarista, resistir ao intervencionismo estrangeiro liderado por Estados Unidos, Grã-Bretanha e França, além de enfrentar os contra-revolucionários internos. Em outras palavras, Lênin destacava a centralidade da transformação econômica ancorada no avanço técnico-científico. Continue lendo “Brasil: A transição energética sabotada”










