O tempo escorre e deixa de ser vivido como experiência. Tudo é cronograma de entrega. Sujeitos adoecem e, no limite, perdem a própria identidade. Por isso, está comprovado: a escala 6×1 é incompatível com um futuro digno e habitável
Por Vanessa Silveira de Brito, em Outras Palavras
Introdução: a urgência de olhar para o tempo
Vivemos um tempo que nos é constantemente tomado. Ele escapa entre plantões, domingos de descanso parcial e segundas-feiras atravessadas pelo cansaço acumulado. A lógica produtivista transforma o tempo em mercadoria e os corpos em engrenagens de um sistema que cobra mais do que pode ser entregue – sobretudo quando o preço é a própria saúde mental. Pensar jornadas extensas, em termos de duração e distribuição do trabalho, como dispositivos de adoecimento é, portanto, urgente. Continue lendo “6×1: A saúde mental, muito além da redução da jornada”










