Eleições: Como enfrentar os dramas humanos da Amazônia?

43% dos domicílios da Região Norte vivem insegurança alimentar, enquanto candidaturas abordam apenas o potencial econômico da floresta. Projeto de país precisa se comprometer com o território e incluir o poder de decisão e a diversidade de sua população

Por André Luiz de Souza e Francisco Diétima da Silva Bezerra, em Outras Palavras

A Amazônia não pode chegar às eleições de 2026 apenas como promessa de riqueza. A região precisa entrar no debate pela porta da casa de quem não sabe se terá comida suficiente até o fim do mês. Qualquer candidatura que invoque a grandeza do território deve explicar como pretende enfrentar as privações de seus habitantes. A relevância climática, econômica e geopolítica da floresta torna ainda mais grave a precariedade social que atravessa parte de suas populações.

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Quem destrói o país por dentro?

Crise no STF desvia o foco. Grande mídia pouco ou nada revela sobre algo documentado: a soberania do Brasil sob risco. Soft power de Trump inclui submissão de institutos brasileiros a think thanks estrangeiros. Assim como as bets, seus objetivos precisam ser expostos

Por Luís Delcides, em Outras Palavras

Não é paranoia: é documento. Em 30 de julho de 2025, Donald Trump assinou a Ordem Executiva nº 14323 e declarou emergência nacional em relação ao Brasil, elevando tarifas em 40 pontos e sancionando o ministro Alexandre de Moraes. No ano seguinte, prorrogou a medida por mais doze meses.

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América Latina: As veias reabertas ao algoritmo. Por Jean Wyllys

Fernando Cerimedo, estrategista da extrema-direita, é o elo da nova economia de manipulação política, pilhagem e extração de dados. Liga os Bolsonaros, Milei, big techs e Doutrina Donroe. Ele é mais que um ator neste sistema: se investigado, pode expor suas fissuras

Do Other News, em Outras Palavras

Eduardo Galeano escreveu em 1971: “A divisão do trabalho entre as nações consiste em que umas se especializam em ganhar e outras em perder. Nossa parte do mundo, hoje conhecida como América Latina, foi precoce: especializou-se em perder desde aqueles tempos remotos em que os europeus do Renascimento se aventuraram para o outro lado do oceano e cravaram os dentes nas gargantas das civilizações indígenas”. Cinquenta e cinco anos depois, os saques do império assumiram formas menos tangíveis e ainda mais perigosas, porque a batalha econômica é travada pelo controle da mente – manipulação da realidade, deepfakes, condicionamento do comportamento de eleitores e consumidores e modelagem cognitiva – ou, em outras palavras, trata-se de informação: os dados da América Latina, sua atenção, seus pagamentos e sua infraestrutura digital. É aqui que os interesses das grandes empresas de tecnologia coincidem com a política externa de Donald Trump.

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A arrancada de Lula. Por Paulo Kliass

Num páreo em que cada voto conta, presidente parece ter acordado. Anuncia medidas concretas como o reajuste do Bolsa Família e o fim das bets. Aumento do salário mínimo e Tarifa Zero, já cogitada como bandeira de campanha, também poderiam empolgar a população

Por Paulo Kliass*, em Outras Palavras

Ao longo dos últimos dias, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva parece ter dado um chega para lá em seu heterônimo — o presidente Lula. Tendo em vista as dificuldades enfrentadas pela campanha, que está empenhada pela reeleição, em diminuir as taxas de desaprovação do atual ocupante do Palácio do Planalto, Lula parece ter decidido partir para o ataque. Tudo se passa como se ele — finalmente! — tivesse dado ouvidos aos economistas progressistas e desenvolvimentistas que, desde o início do terceiro mandato, alertávamos para os riscos envolvidos na adoção do Teto de Gastos do Haddad, o chamado Novo Arcabouço Fiscal (NAF).

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26ª Romaria do Caldeirão: Caminhando com o povo, na fé, na luta e na esperança!

por Rozelia Costa | Grupo Ecos do Caldeirão, em CPT

Na manhã deste domingo, 27 de setembro (dia de São Vicente), a história, a fé e a esperança se encontraram mais uma vez no Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, em Crato-CE, para a realização da 26ª Romaria ao Caldeirão, lugar de memória e resistência, profundamente marcado pela trajetória do Beato José Lourenço e de sua comunidade.

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Fux, Conceição Aparecida e a grande fake news. Por Hugo Souza

E também sobre o grande órgão auxiliar da direção bolsonarista do TSE e do bunker bolsonarista no STF: a imprensa corporativa.

No Come Ananás

Em fevereiro de 2018, Luiz Fux assumiu a presidência do TSE para um mandato relâmpago de seis meses que coincidiu com o período de pré-campanha das eleições gerais daquele ano. Naquela altura, o avanço das fake news nas redes já se afigurava como séria ameaça ao processo eleitoral. Fux, porém, numa entrevista ao jornal O Globo publicada no dia seguinte ao de sua posse, afirmou que a prioridade de sua gestão à frente do TSE seria “prestigiar” a Lei da Ficha Limpa.

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Alienação, democracia, soberania. Por Luiz Marques

A superação da alienação imposta pela exploração econômica e pela desinformação midiática exige o resgate do compromisso cívico clássico e a defesa intransigente da democracia contra os avanços do autoritarismo

Em A Terra é Redonda

“Há muitas armadilhas no mundo e é preciso quebrá-las” (Ferreira Gullar).

1.

“Alienação” é um vocábulo polissêmico. Em latim, alienare significa “estranhar-se ou tornar-se de outro”. Na religião cristã, implica “apartar-se ou ser apartado de Deus”. Jean-Jacques Rousseau emprega a palavra aliénation para assinalar uma separação do indivíduo de sua origem natural: chega à vida “bom” e “livre” para logo ser “corrompido” pelas convenções sociais e desigualdades burguesas. “O homem nasce livre, mas está acorrentado em toda parte”, provoca o filósofo.

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Pesquisa: Vídeo de Porchat sobre Master “fura bolha” mas campanha de Lula falha nas redes

Conteúdo chegou a usuários sem posição política definida, mas isso não garante voto, explica diretor da Ipse Global

Por Solange Guimarães | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

O vídeo “Grandes Igrejas, Master Negócios”, publicado pelo ator e comediante Fábio Porchat, na semana passada conseguiu dois feitos almejados pela campanha eleitoral do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição. O primeiro foi “furar a bolha” dos grupos já alinhados com as pautas de esquerda, e o segundo foi explicitar o elo entre o maior escândalo financeiro do país, o caso Master, e o grupo político ligado ao principal adversário de Lula na corrida presidencial, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A conclusão é do cientista político e diretor executivo da Ipse Global, Leonardo Magalhães. 

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O SUS e o Brasil na encruzilhada histórica outra vez

Na abertura do seminário Da Reforma Sanitária ao Futuro do SUS, um resgate da luta pela Saúde no final da ditadura e a importância da mobilização popular. Hoje, diante dos novos e velhos perigos, como ampliar a base social disposta a lutar por transformações sociais?

Por Gabriel Brito, Outra Saúde

A etapa Salvador do Seminário Da Reforma Sanitária ao Futuro do SUS: 40 anos da 8a Conferência Nacional de Saúde, começou. Após suas edições em Rio de Janeiro e São Paulo, o auditório lotado da reitoria Universidade Federal da Bahia (UFBA) foi aquecido em apresentação do grupo de percussão da Faculdade de Música e contou com a presença de importantes grupos do movimento sanitário brasileiro.

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Às vésperas da eleição, a religião volta ao centro das conversas. E a intolerância ainda é uma ferida aberta. Por Rozangela Silva

O que acontece quando a religião deixa de ser apenas uma questão de fé e passa a ocupar as rodas de conversa, as redes sociais e o debate político? Às vésperas das eleições, o tema volta a ganhar espaço e episódios recentes envolvendo símbolos religiosos recolocam uma pergunta incômoda no centro do debate: o Brasil está conseguindo conviver, de fato, com a diversidade de crenças que existe dentro de seu próprio território?

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