Crise financeira das famílias alcança patamar histórico: quase triplicou em duas décadas. Mais que anomalia, é resultado de fórmula comum nas periferias urbanas: jornadas extensas, baixos salários e falso otimismo de inclusão financeira, a partir da dependência do crédito
Por Luiz Cesar de Queiroz Ribeiro e Nelson Diniz*, em Outras Palavras
O endividamento das famílias brasileiras (especialmente das famílias populares) alcançou, nos últimos meses, patamares recordes, o que evidencia uma profunda crise social. Dados recentes do Banco Central do Brasil (BCB) indicam que o endividamento das famílias atingiu 49,8% em março de 2026, um dos maiores níveis da série histórica, enquanto o comprometimento da renda com o pagamento de dívidas alcançou 29,3%.
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