Um novo painel da Unicef mapeou os riscos climáticos e socioambientais na infância e adolescência no Brasil. Na região amazônica, quase metade dos municípios apresenta alta vulnerabilidade devido à degradação ambiental combinada à carência de infraestrutura básica. Eventos extremos, como secas, impactam severamente a saúde, a educação e o modo de vida das comunidades indígenas, ribeirinhas e quilombolas
Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real
Manaus (AM) – Na aldeia Tururukari-Uka, território do povo indígena Omágua Kambeba, os efeitos da crise climática já fazem parte da rotina das crianças e adolescentes. A jovem ativista indígena Taissa Kambeba, de 16 anos, relembrou os impactos diretos que os 50 moradores do local sofreram em 2023 e 2024, quando a bacia amazônica enfrentou uma seca sem precedentes na história recente. Sob o calor intenso e a diminuição do nível dos igarapés da comunidade, às margens da rodovia AM-070, entre as cidades de Manaus e Manacapuru (AM), os Kambeba ficaram isolados.
Continue lendo “Crise climática expõe crianças e adolescentes na Amazônia”