Tecnologias e protocolos não podem, sozinhos, substituir o cuidado – especialmente se seguirem modelos hegemônicos da psiquiatria ou do produtivismo. Mas podem ser úteis para fortalecê-lo, desde que não substituam a presença, a escuta e o vínculo territorial
Por Bárbara Vukomanovic Molck, Outra Saúde
O Ministério da Saúde vem fortalecendo a agenda de saúde digital no SUS, com iniciativas como o e-SUS APS, a Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS) e o Meu SUS Digital, voltadas à integração das informações, à segurança dos dados e à continuidade do cuidado. Nesse mesmo contexto, também surgem estratégias específicas para qualificar a atenção a esse campo na Atenção Primária, como o e-Saúde Mental, o que permite reconhecer que há movimentos em curso no interior do próprio sistema público.
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