Entrevistamos Olúfémi Táiwò (Femi). Nascido nos EUA, com raízes nigerianas, ele dispara: para reverter os desastres do eurocentrismo, o central não são nem indenizações, nem lugar de fala. É preciso justiça social e políticas redistributivas
Por Thiago Gama, em Outras Palavras
Olúfẹ́mi O. Táíwò (Femi) examina o poder como quem abre um mecanismo para ver o que o move. Talvez venha daí a forma como se formou. Em Bloomington, na Universidade de Indiana, recusou-se a escolher entre filosofia e ciência política e concluiu as duas graduações ao mesmo tempo, entre 2008 e 2012, deixando economia e matemática nas margens do currículo. As margens acabaram no centro do método. Quando descreve a captura da elite, não denuncia um complô, descreve um comportamento de sistema: uma competição cujos termos são fixados por quem a vence, como nos mercados, como nos ecossistemas. O doutorado em filosofia, concluído em 2018 na Universidade da Califórnia em Los Angeles, completou o instrumental, a tradição transcendental alemã e a filosofia da linguagem lidas ao lado da tradição radical negra, sem que uma servisse de ornamento à outra.
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