A guerra contra o Irã deixou os ricos ainda mais ricos. Por Ben Balint-Kurti

Mais de 50% dos lucros decorrentes dos recentes choques na oferta de petróleo foram para o 1% mais rico dos estadunidenses. A faixa mais pobre da população recebeu apenas 1%. A guerra contra o Irã desencadeou outra transferência maciça de recursos para os mais ricos.

Na Jacobin

A recente guerra no Irã desencadeou um enorme choque global no preço do petróleo. Praticamente todos no planeta dependem do petróleo, ou de produtos que o requerem, o que significa que praticamente todos estão pagando mais pelos itens básicos da vida cotidiana. Parece ser uma daquelas raras crises que afetam a todos igualmente.

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Funai avança na regularização fundiária da Terra Indígena Xukuru-Kariri com retomada do processo indenizatório, em Alagoas

Com a criação da Comissão de Pagamento, é garantida a segurança jurídica e dá continuidade à regularização da Terra Indígena

Na Funai

A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) retomou os trabalhos da Comissão de Pagamento na Terra Indígena Xukuru-Kariri, localizada no município de Palmeira dos Índios (AL), dando continuidade a mais uma etapa do processo de regularização fundiária do território. A iniciativa representa um importante avanço para a consolidação dos direitos territoriais do povo Xukuru-Kariri e para o encaminhamento das indenizações devidas aos ocupantes não indígenas de boa-fé.

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MPF reúne mineradora e povo Waimiri Atroari para apurar contaminação de rios em terra indígena no AM

Encontro presencial em Manaus discutiu danos ambientais causados pela mina de Pitinga e definiu a participação indígena em futuras vistorias técnicas

Procuradoria da República no Amazonas

O Ministério Público Federal (MPF) realizou uma reunião em Manaus (AM) para tratar do andamento do inquérito civil que investiga graves danos ambientais decorrentes de atividades de mineração na região da mina de Pitinga, operada pela Mineração Taboca. O encontro reuniu lideranças indígenas e representantes jurídicos da Associação Comunidade Waimiri Atroari (ACWA), servidores da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e representantes da empresa mineradora.

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O contrário do orgulho é a vergonha. Por Ângelo Oliveira*

Existe uma pergunta que reaparece todos os anos, sempre na proximidade do Dia do Orgulho LGBT+: por que orgulho?

À primeira vista, trata-se de uma curiosidade legítima. Afinal, em muitas tradições morais, orgulho é sinônimo de soberba, vaidade ou excesso de amor-próprio. A própria cultura ocidental foi educada a desconfiar dele. Entre os antigos, a hybris[1] era condenada porque rompia os limites da condição humana; na tradição cristã, a soberba foi elevada à categoria de pecado capital por colocar o indivíduo acima dos demais.

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PM interrompe ritual de Tambor de Mina na Zona Norte de Manaus e recolhe instrumentos

Ação gerou revolta entre praticantes, que denunciam intolerância religiosa e abuso de autoridade; policiais entraram no templo e apreenderam instrumentos considerados sagrados pela religião, sem apresentação de mandado judicial

por Luyza Rodrigues, em A Crítica

A Polícia Militar do Amazonas interrompeu, noite do último sábado (26), uma cerimônia tradicional de Tambor de Mina realizada no templo AJIGBE Eira de mina jeje-nagô Nossa Senhora da Conceição, localizado no bairro Cidade Nova, na Zona Norte de Manaus. A ação ocorreu após denúncia de suposta perturbação do sossego, levando agentes até o local durante a realização do ritual, que acontece apenas uma vez ao ano.

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Comando Vermelho domina garimpo ilegal em terra indígena e transforma ouro em moeda do crime, diz PF

Reportagem acompanhou operação na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, onde facção controla áreas de mineração ilegal, usa ouro para negociar armas e drogas e impõe uma rotina de violência às aldeias

Por Fantástico

O Garimpo Cururu, um dos principais pontos de extração ilegal de ouro na terra indígena Sararé, no oeste de Mato Grosso, passou a ser controlado pelo Comando Vermelho (CV), de acordo com investigações da Polícia Federal.

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Desespero e entropia. Por Mauro Luis Iasi*

No blog da Boitempo

“Quem cala sobre teu corpo
Consente na tua morte” 
— Milton Nascimento e Ronaldo Bastos 

O universo se expande mais rápido do que a luz rumo à entropia, mas, talvez, seja tarde demais. Um grito surdo ecoa de um pequeno planeta e o universo ignora suas súplicas.

Corpos de crianças destroçados, médicos assassinados, mulheres e bebês estuprados, atletas vendo seus pés feitos em uma massa informe de sangue e carne pelas balas de soldados que riem, escolas destruídas, hospitais bombardeados. Sobre os escombros, a sombra funesta da fome e da doença se prepara para a colheita dos sobreviventes.

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O enigma de Lula 3

Esquerda divide-se em rótulos. Governo seria “neoliberal” ou “neodesenvolvimentista”? As duas leituras erram: desarmam uma crítica que poderia derrotar a ultradireita em 2026 e construir estratégias para um novo projeto de país

Por Pedro Paulo Zahluth Bastos, em Outras Palavras

Mais de 23 anos depois de Lula assumir a presidência pela primeira vez, seu modo de governo continua um enigma não resolvido, pelo menos entre intelectuais de esquerda. Jones Manoel (Altman e Manoel, 2025) e David Deccache (2025) asseguram que o terceiro governo Lula é neoliberal, enquanto Marina Lacerda (2026) adverte que o risco do PT é tornar-se um gestor competente, porém conformista, inteiramente inserido no status quo neoliberal. Paulo Kliass (2025) mapeia avanços e contradições com a balança pendendo para o mesmo veredito. Gilberto Maringoni (2026) constata um “Lula contra Lula”, em que o presidente governante atrapalha o candidato combativo idealizado pelos pobres do país. O próprio Lula parece concordar com seus críticos, ao discursar no evento da Mobilização Progressista Global em Barcelona (18/04/2026):

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Nísia Trindade: As lições da pandemia para o Brasil

À frente da Fiocruz e, depois, do Ministério da Saúde, Nísia Trindade protagonizou o enfrentamento à tragédia e a reconstrução posterior. Como os Sertões euclidianos, lança seu próprio “livro-vingador”, para analisar o genocídio e a resistência. E propõe: ainda há tempo para outro projeto de país. O texto abaixo é a Introdução, escrita por André Botelho, para o seu “Ainda há tempo”

Por André Botelho, em Outras Palavras

“Tempo rei, ó, tempo rei, ó, tempo rei
Transformai as velhas formas do viver”

Gilberto Gil, “Tempo Rei”, 1984

No início da pandemia de Covid-19, divulguei, nas minhas listas de contatos pessoais do WhatsApp, páginas notáveis de Pedro Nava sobre o início da Gripe Espanhola no Rio de Janeiro. Uma forma de nos irmanarmos com nossos antepassados e tentar criar alguma perspectiva de sentido para um presente tão surpreendentemente inquietante. A morte à espreita. Gestos como esse se multiplicaram naqueles anos. Devo à Nísia Trindade Lima a apresentação desse trecho impressionante de Chão de ferro (1976), muito antes de me tornar especialista nas memórias do grande mineiro e renomado médico. Mal sabia o que viveríamos e o quanto o narrado, preso nas páginas de Nava, se soltaria e se multiplicaria em horror – com 700 mil vidas brasileiras ceifadas –, mas também em aperfeiçoamento da ciência, solidariedade e esperança de dias melhores.

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Quando o “direito à propriedade” segrega e adoece

Ao impedir o trânsito de marisqueiras ao mar, um muro não afetou apenas o “ganha pão”. Foi uma quebra da relação entre mente, corpo e ambiente. Os relatos foram de profundo adoecimento psíquico. Ciências cognitivas ajudam a entender as múltiplas gramáticas das lutas territoriais

Por Fred Andrade e Marcos Silva*, em Outras Palavras

Em maio de 2026, uma decisão da Justiça Federal determinou a derrubada do muro construído no Pontal de Maracaípe, no litoral sul de Pernambuco. Erguida em 2023, a estrutura bloqueava o acesso de pescadores e marisqueiras a áreas historicamente utilizadas pela comunidade. A notícia foi celebrada como uma vitória jurídica e política. Mas ela também nos convida a refletir sobre uma questão menos evidente: um muro pode produzir sofrimento psíquico?

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