Comunidade ribeirinha de Caicubi se manifesta reivindicando atendimento da Roraima Energia

Por CPT Roraima

A comunidade ribeirinha de Caicubi, localizada no município de Caracaraí (RR), realizou uma mobilização no último dia 18 de junho contra a companhia Roraima Energia, responsável pelo suprimento de energia elétrica da comunidade por meio de um gerador.

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Boi, bala e Bíblia: o discurso de Flávio Bolsonaro em uma Amazônia em disputa

Em pré-campanha, filho de Jair Bolsonaro emulou o pai em viagem a Altamira ao prometer a ruralistas que vai regularizar terras irregulares e afrouxar a fiscalização ambiental; em Belém, buscou apoio de pastores e lideranças evangélicas

por Fábio Bispo e Guilherme Guerreiro Neto, em Sumaúma / MST

No dia em que o mundo voltava os olhos para a abertura da Copa do Mundo de 2026, cerca de 500 pessoas, a maioria vestindo verde e amarelo, se aglomeravam no desembarque do Aeroporto de Altamira, no Pará. O calor já fazia o ar tremular sobre o asfalto, quando um repentista afiado tentava manter a multidão desperta com sua viola de dez cordas. Produtores rurais discutiam amenidades sobre a vida no campo e aspirantes a políticos opinavam sobre o sistema eleitoral: “Só deveria votar quem paga imposto”, disparou um deles. Com seu canhão de audiência, enquadrado na tela do celular, o influenciador Thiago Freitas, um dos responsáveis por convocar a aglomeração junto ao movimento Direita Xingu, do publicitário Marth Uchôa, gravava mais um vídeo em tom apocalíptico para seus seguidores. Em maio deste ano, Thiago passou a integrar o time da agência Portal Group, que ficou conhecida por, segundo influenciadores, encomendar conteúdos de difamação contra o Banco Central a pedido do Banco Master de Daniel Vorcaro, que também deu dinheiro à família Bolsonaro. A Portal Group nega.

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Piauí também exporta minério de ferro

Com as obras da primeira fase em estágio avançado, a expectativa é que o início das exportações marque uma nova etapa no desenvolvimento logístico e econômico do Piauí

Por Lúcio Flávio Pinto, da Amazônia Real

O governador do Piaú, Rafael Fonteles, visitou, na última sexta-feira (19), as instalações do Terminal de Uso Privado (TUP) de Luís Correia, no litoral piauiense, onde acompanhou os preparativos para o início da primeira operação de exportação de minério de ferro pelo Porto Piauí. A carga terá como destino a China e representa um marco para a logística e a economia do estado.

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A Copa da espetacularização da impunidade. Por Milly Lacombe

No UOL

Romário está amarradão na Copa do Mundo. Contratado pela Cazé TV, fazendo conteúdo para o seu próprio canal e – ainda mais importante – se acabando nas festas. Imagens do senador dançando e se divertindo na noite estadunidense estão por aí. Ele ri, ele requebra (dessas coisas que só fazem sentido depois da meia noite); enfim, Romário is having the time of his life. Votou contra o fim da escala 6×1 e foi praticar sua escala de trabalho particular nos states.

Não quero falar exatamente do senador aqui. Quero falar do que diríamos se no lugar de Romário estivesse Soraya Thronicke. Ou uma deputada como Erika Hilton. Imaginem a deputada fazendo o que faz Romário: não se licencia, aceita convite de emissora para trabalhar na Copa, se manda para os Estados Unidos e pode ser vista requebrando em múltiplas festas sem nenhum pudor. Peguemos Tabata Amaral. Tirem Romário e coloquem Tabata. Ou Sâmia Bonfim.

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MPF apura discriminação racial em inspeção de segurança de aeroporto do Rio de Janeiro

Órgão cobra explicações e imagens de segurança à Polícia Federal. Passageiro relatou situação humilhante e vexatória em abordagem

O Ministério Público Federal (MPF) instaurou procedimento para apurar se as inspeções de segurança no Aeroporto Santos Dumont (RJ) possuem viés discriminatório. A instauração ocorreu após denúncia de discriminação racial e abordagem truculenta contra um passageiro no terminal.

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O Estado despiu um bebê. A internet culpou a mãe. Por Jessica Santos

Newsletter da Ponte

“Infelizmente escondem drogas nos bebês. Aliás, eu não levaria bebê e crianças a presídios”
“Caraca, um bebê de dois meses numa penitenciária…”
“Quem manda esconder coisas na fralda do bebê”
“Pra que levar um bebê pra um lugar desse?” 
“Eu nunca levaria meus filhos a uma prisão. Quem fez a merda que fique lá sem eles”
“Deveriam proibir crianças nesses locais. Se estão fazendo isso é porque já teve inúmeros casos de crianças que entraram com coisas ilícitas lá! É só pesquisarem”
“Vexatório são as mães que usam bebês pra traficar drogas e armas pra cadeia!” 

Esses são alguns comentários que recebemos ao termos denunciado, em uma reportagem da Mariana Rosetti, casos de revista íntima vexatória no presídio de Iaras, no interior de São Paulo: a Polícia Penal chegou ao ponto de deixar um bebê de dois meses nu.

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MPF aciona Justiça para paralisar obras e impedir demolições em territórios quilombolas de Barcarena (PA)

Ação aponta que duplicação de rodovia e intervenções da prefeitura ocorrem sem consulta prévia às comunidades e sem estudos obrigatórios

Procuradoria da República no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação na Justiça, nesta quinta-feira (25), com pedidos urgentes contra a União, o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), o estado do Pará e o município de Barcarena (PA). O objetivo da medida é paralisar imediatamente as obras de duplicação da rodovia PA-481 e a construção de uma ponte sobre o Rio Itaporanga, além de impedir o avanço de demolições e remoções compulsórias que atingem comunidades quilombolas na região. As intervenções estatais e municipais vêm ocorrendo sem a realização de consulta prévia, livre e informada (CPLI) e sem os estudos ambientais exigidos por lei.

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A ideologia alemã: a Escola de Frankfurt e os “Gruppenexperiment”. Por Bruna Della Torre

“Que o passado, na Alemanha, de modo algum tenha sido elaborado apenas no círculo dos chamados ‘incorrigíveis’, se é que tal designação se sustenta, é incontestável. Remete-se reiteradamente ao chamado ‘complexo de culpa’, não raro com a insinuação de que este teria sido, na verdade, produzido pela própria construção de uma culpa coletiva alemã. Na relação com o passado, proliferam, inegavelmente, traços neuróticos: gestos defensivos ali onde não há ataque; afetos intensos em situações que mal os justificam na realidade; ausência de afeto diante do mais grave; e, não raro, a repressão do que é consciente ou semiconsciente. Assim, nos experimentos de grupo do Instituto de Pesquisa Social, deparamo-nos repetidamente com o fato de que, ao se evocar deportações e assassinatos em massa, são escolhidas expressões atenuantes, perífrases eufemísticas, ou então se instaura, em torno delas, um vazio discursivo.”
— Theodor W. Adorno, “O que significa elaborar o passado”

No Blog da Boitempo

Nos últimos anos, não é incomum escutar na Alemanha que grande parte da população não consegue criticar o genocídio que Israel continua a promover em Gaza devido à magnitude, nesse país, do trauma do Holocausto. Um trauma que, aparentemente, recai tão (ou talvez ainda mais) pesadamente sobre os ombros de seus perpetradores do que sobre suas vítimas. O argumento é mais ou menos o seguinte: o alemão médio de boa-fé não reconhece o genocídio em Gaza justamente devido à culpa que sente pelos crimes da Alemanha do passado (e mesmo esse pretenso reconhecimento é seletivo, deixando de fora a ampla demografia que foi vítima do fascismo, como comunistas, homossexuais, os chamados associais, Sinti e Roma, pessoas com deficiência). Portanto, a recusa em criticar o banho de sangue promovido pelo Estado de Israel é vista, na verdade, como um sinal de memória política, o que evidencia como a ideologia muitas vezes funciona por meio de uma série de inversões. A culpa, nesse caso, serve como uma espécie de entreposto ao debate e de justificativa para a não elaboração do presente. Como escreveu certa vez Theodor W. Adorno, “em casa de carrasco, não se menciona a corda”. 

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Formação marca início da segunda fase da pesquisa-ação Agroecologia, Território e Justiça Climática

Por Angélica Almeida – Agenda de Saúde e Agroecologia, VPAAPS/Fiocruz

Como as mudanças climáticas estão sendo percebidas e enfrentadas nos diferentes territórios brasileiros? Esta é uma pergunta central da pesquisa-ação Agroecologia, Território e Justiça Climática, conduzida pela Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), em parceria com a Fiocruz e outras organizações.

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Atingidos do Rio Doce (MG) entregam carta a representantes do governo federal e cobram regulamentação da PNAB

Militantes do MAB entregaram documento à representante da Secretaria-Geral da Presidência da República durante encontros realizados em quatro territórios do Médio Rio Doce

por Thiago Matos/ AEDAS, no MAB

A organização e a luta das pessoas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão marcaram os encontros realizados entre os dias 9 e 12 de junho nos territórios do Médio Rio Doce. Além de debater o Edital Rio Doce Participativo e Comunitário com representantes do Governo Federal e da Fundação Banco do Brasil, as comunidades atingidas organizadas no Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) entregaram uma carta reivindicando a regulamentação imediata da Política Nacional de Direitos das Populações Atingidas por Barragens (PNAB).

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