A rebeldia e o marxismo de Pagu

Ela via na arte uma ferramenta poderosa na luta de classes. Integrou órgão secreto da Internacional Comunista, mas rechaçou dogmatismos. Retratou a altivez das mulheres operárias. Fundou jornais. Foi presa. E defendeu: luta política e cultura são indissociáveis

Por Walnice Nogueira Galvão, no Dicionário Marxismo na América

1 – Vida e práxis política

Paulista do interior, Patrícia Rehder Galvão, que seria conhecida como Pagu, foi criada na capital, para onde seus pais se transferiram quando ela tinha 2 anos. Era filha de Adélia Rehder e Thiers Galvão de França, advogado e jornalista, sendo Pagu a terceira de três irmãos: Conceição, Homero e Sidéria (esta última seria pelo resto da vida uma aliada, confidente e cúmplice). Iniciou os estudos no Grupo Escolar da Liberdade, à rua Galvão Bueno.

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Estrada de Ferro Carajás: acidentes, contaminação e avanço da pressão sobre terras indígenas

No Maranhão e no Pará, povos indígenas denunciam impactos contínuos da ferrovia da Vale, enquanto dados e relatos revelam falhas na fiscalização e no licenciamento ambiental

Por Andressa Algave, do Cimi Regional Maranhão, com colaboração de Justiça nos Trilhos

Na Terra Indígena Caru, no município de Auzilândia (MA), entre os km 246 e 339 da Estrada de Ferro Carajás (EFC), há minério de ferro espalhado ao longo da linha férrea há mais de um mês. Em 30 de abril, um trem cargueiro da mineradora Vale, concessionária exclusiva da ferrovia, descarrilou próximo ao rio Pindaré, fonte essencial de água, pesca e sobrevivência para milhares de pessoas, e despejou o minério perto do leito do rio. Esse é o segundo acidente no mesmo local com trens cargueiros.

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Garimpo no rio Abacaxis: uma década de exploração e contaminação

No início de junho, a Justiça Federal tornou réus 13 pessoas envolvidas no Filão do Abacaxis, acatando ação penal do MPF. O garimpo na Flona Urupadi, no Amazonas, deixou rastro de degradação ambiental e violações de direitos humanos

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) – Há mais de uma década, moradores das comunidades ribeirinhas e indígenas do rio Abacaxis, afluente do rio Madeira, no Amazonas, convivem com o medo de ameaças, da água contaminada e de que o garimpo ilegal nunca pare de avançar sobre a Floresta Nacional Urupadi, localizada na parte sul do município de Maués (a 267 km de Manaus). Desde 2018, moradores destas áreas denunciam ao Ministério Público Federal (MPF), por meio da Associação Nova Esperança do Rio Abacaxis (Anera), a atividade clandestina e de grande impacto no Filão do Abacaxis.

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Sem jornalismo local, MPF expõe que desmonte da EBC não foi revertido

Os Sindicatos de Jornalistas Profissionais do DF, Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP) e a Federação Nacional de Jornalistas (Fenaj) destacam que recente manifestação do Ministério Público Federal (MPF) expõe que o desmonte do jornalismo público da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que teve início com o golpe de Michel Temer em 2016, não foi revertido no atual mandato presidencial.

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Brasil tem duas escolas finalistas no Prêmio Melhores Escolas do Mundo

Uma é do Rio de Janeiro e outra de São Gabriel da Cachoeira

Agência Brasil

Duas escolas brasileiras estão entre as 50 melhores escolas do mundo: a Escola Municipal GET IV Centenário, no Rio de Janeiro, e a Escola Baniwa Kalipana, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas.

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Fora da presidência do colegiado, Dani Monteiro decide enviar acervo da Comissão de Direitos Humanos ao MPF

por João Pedro Lima, em Tempo Real

A deputada estadual Dani Monteiro (PSOL) vai encaminhar ao Ministério Público Federal (MPF) o acervo de documentos, registros e informações sensíveis produzidos pela Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) durante os cinco anos em que presidiu o colegiado.

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Lei 14.701 e terras indígenas: a Justiça na trilha do Bem Comum. Por Cardeal Leonardo Steiner*

Não é justo que os povos indígenas continuem esperando pela demarcação e proteção de suas terras enquanto novos obstáculos prolongam uma dívida histórica do Estado brasileiro

Em Le Monde Diplomatique Brasil

O Brasil tem uma dívida histórica com os povos indígenas. As últimas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que abordam os seus direitos, no final do ano passado, na análise da constitucionalidade da Lei 14.701/2023, afastaram pela segunda vez a tese perversa do marco temporal, que é, e sempre foi, inconstitucional e imoral. Porém, o próprio Supremo adentrou em questões muito sensíveis que não estão previstas na Constituição Federal e que tornam a demarcação, na prática, demorada e quase impossível. E já estamos experimentando as consequências.

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Agrotóxicos na água e a contaminação invisível dos territórios

Biodiversidade, desigualdade social e os custos ocultos do modelo de produção agrícola

por Reinaldo Dias, em EcoDebate

O lançamento, em maio de 2026, do primeiro Painel de Monitoramento de Agrotóxicos nos Recursos Hídricos permitiu observar, em escala nacional, um problema que durante muito tempo permaneceu disperso em estudos locais, denúncias de comunidades e levantamentos realizados por órgãos públicos. A plataforma, desenvolvida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima com base em metodologia da Embrapa Meio Ambiente, reúne dados de coletas realizadas desde 2024. Sua base inicial compreende 213 amostras de diferentes bacias hidrográficas, submetidas a mais de 10,4 mil análises, em 63 pontos de monitoramento distribuídos pelo país. Os resultados revelaram a presença de 49 agrotóxicos nos cursos d’água avaliados.

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EUA x Brasil: a intervenção subterrânea

Reportagem sobre um cerco. Enquanto finge afagar Lula, Trump conspira com Milei e Bukele, contra Brasil e México. Argentina e Paraguai abrem Cone Sul ao exército dos EUA. Highset, chefe do Pentágono, anuncia “caçada”. O que virá, até as eleições?

Por Sara Vivacqua, no Monthly Review Online | Tradução: Antonio Martins, em Outras Palavras

Pete Hegseth, Secretário de Guerra dos EUA, anunciou em 10 de junho, na base naval da Baía de Guantánamo, que Washington está “retomando o controle do nosso hemisfério” e que, para isso, já está implantando na América Latina a mesma inteligência, as mesmas redes e a mesma força militar usadas contra a Al-Qaeda e o Estado Islâmico no Oriente Médio, em coordenação com os países aliados do Escudo das Américas.

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Como proteger quem defende os direitos humanos?

Lutar por justiça nos territórios é um grande risco, no Brasil. Defensores são alvos de assassinatos, perseguições e estigmas. Medidas individuais e policialescas não bastam. Campanha no Maranhão defende uma pedagogia da proteção e criação de lei de preservação da vida

Por Carla Renata, em Outras Palavras

O panorama nacional dos riscos e os limites da proteção individual

Os dados do Programa de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos, Comunicadores e Ambientalistas (PPDDH) apontam que as situações de risco no país atingem grupos e organizações em sua atuação coletiva. Cerca de 80% das pessoas protegidas pela política pública de proteção a defensoras e defensores de direitos humanos atuam em lutas relacionadas à terra e ao território, evidenciando a forte relação entre conflitos territoriais e situações de risco enfrentadas por quem defende os direitos humanos.

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