Ela via na arte uma ferramenta poderosa na luta de classes. Integrou órgão secreto da Internacional Comunista, mas rechaçou dogmatismos. Retratou a altivez das mulheres operárias. Fundou jornais. Foi presa. E defendeu: luta política e cultura são indissociáveis
Por Walnice Nogueira Galvão, no Dicionário Marxismo na América
1 – Vida e práxis política
Paulista do interior, Patrícia Rehder Galvão, que seria conhecida como Pagu, foi criada na capital, para onde seus pais se transferiram quando ela tinha 2 anos. Era filha de Adélia Rehder e Thiers Galvão de França, advogado e jornalista, sendo Pagu a terceira de três irmãos: Conceição, Homero e Sidéria (esta última seria pelo resto da vida uma aliada, confidente e cúmplice). Iniciou os estudos no Grupo Escolar da Liberdade, à rua Galvão Bueno.
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