Em memória: Ivy Wiens, parceira de luta das comunidades quilombolas do Vale do Ribeira

A alegria, a força e a dedicação marcaram sua presença nas comunidades e, todos os anos, na Feira de Trocas de Mudas e Sementes, em Eldorado (SP)

Equipe ISA 

Ivy Wiens doava sua energia e fala poderosa para agitar as celebrações e passava de barraca em barraca, de cada comunidade, para perguntar às lideranças com os nomes na ponta da língua e celebrar a diversidade: “o que vocês trouxeram pra feira esse ano?”

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Como a caça conservadora ao voto feminino alimenta a violência contra a mulher

Fragilidade, hormônios e até intelecto: movimento tenta reduzir papel da mulher em ação violenta que começa no discurso

Por Jéssica Ribeiro | Edição: Ed Wanderley, em Agência Pública

Maioria entre o eleitorado brasileiro, as mulheres estão no centro de uma ofensiva que cresce nas redes sociais. Falas disfarçadas de opinião política questionam o espaço feminino na vida pública e se misturam a ataques de ódio envolvendo desqualificações, ameaças ou associações a contextos de violência sexual – justamente no período em que a participação delas nas urnas se torna decisiva.

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Eleições no Brasil: Para escapar do assalto dos EUA

Assim como em 1962, país é alvo declarado de Washington. Até os jornalões assumem que o imperialismo é uma realidade objetiva. Trump usará de todos os meios de ingerência – basta olhar à Venezuela e Cuba, tarifaços e afrontas diplomáticas. Como o Brasil reagirá?

Por Roberto Amaral, em Outras Palavras

“Os EUA anunciam que são potência imperial com domínio incontestável sobre a região,
cobiçada pela China. Com isso, tratam a América Latina não como parceira, mas como vassala.” 
(O Estado de SP, 17/08/2026)

O jornalão da oligarquia paulista, diário oficial do segmento mais atrasado da classe dominante brasileira, levou nada menos de 151 anos para descobrir que o imperialismo é uma realidade objetiva e ousou nomeá-lo como presente na América Latina. O escorregão ideológico ajuda a explicar — se ainda é necessário —, a natureza desse império que vem, de longa data, marcadamente a partir da proclamação da Doutrina Monroe (1823), que reduzia nosso Continente a mera extensão de sua soberania. Na sequência sobreveio (1904) o Corolário Roosevelt à Doutrina Monroe  (“fale suavemente e carregue um grande porrete” ) e agora nos chega o Corolário Trump, uma atualização imperial do big stick :“Os Estados Unidos reafirmarão e imporão a Doutrina Monroe para restaurar a preeminência americana no Hemisfério Ocidental”.

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Bispos católicos se manifestam contra conservadorismo autoritário na Igreja e pedem voto consciente em defesa da democracia, dos pobres, da soberania e do meio ambiente

CPT

Em 21 de agosto de 2026, o grupo “Bispos do Diálogo pelo Reino” publicou a carta intitulada Não deixemos cair a profecia. O manifesto critica o conservadorismo autoritário na Igreja Católica e pede um voto consciente nas eleições de 2026 em defesa da democracia, dos pobres, da soberania e do meio ambiente.

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Aratikuty: novo ataque policial contra retomada Guarani e Kaiowá reforça a ideia do uso de força pública como segurança privada

A Aty Guasu vem denunciando a utilização da PM para fins privados há anos. Cinco indígenas foram presos e dois terminaram baleados

Cimi

Um novo ataque da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul contra os Guarani e Kaiowá voltou a tensionar a disputa territorial no entorno da Reserva Indígena de Dourados. No último dia 19, em uma área sobreposta à retomada do tekoha – lugar onde se é – Aratikuty, cinco indígenas foram presos (leia mais abaixo) e dois foram atingidos por munição de impacto controlado, conforme o registro policial.

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O veneno atravessa a cerca e destrói roças em todo o Brasil

Levantamento do Joio localizou 67 processos envolvendo perdas de 55 tipos de cultivos e criações em 12 estados; demora nas perícias dificulta responsabilização de fazendeiros e usinas, enquanto agricultores familiares, povos indígenas e quilombolas são forçados a abandonar atividades produtivas

Por Julia Dolce, de O joio & O trigo | Mapa das Perdas Alimentares

“Mitã opyrõ hatã haguã ko yvyre” é uma reza repetida pelo povo indígena Avá-Guarani durante uma cerimônia importante para o seu nhanderekó, ou “modo de vida”: a apresentação de recém-nascidos para as roças. A frase pode ser traduzida como “para que possam as crianças pisar firmes nessa terra”. 

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Poranga Marandúa é o primeiro manual indígena do jornalismo brasileiro 

Elaborado coletivamente por mais de 40 povos originários, o documento reúne orientações para combater estereótipos e práticas excludentes na cobertura das etnias e propõe uma relação mais próxima entre redações, jornalistas e comunidades indígenas. A Abrinjor, responsável pela publicação, também articula a distribuição do manual pelo país e a criação de uma formação acadêmica em jornalismo indígena

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) – A prática do jornalismo produzido por indígenas brasileiros ganhou mais uma importante ferramenta de inclusão no país: o primeiro manual de redação “Poranga Marandúa”, que na língua Nheengatu – da família Tupi-Guarani e originária da Língua Geral – significa “boa notícia”. O jornalismo não vive só de “boas notícias”, mas com  o documento, os indígenas jornalistas querem evitar problemas recorrentes em diversos veículos da imprensa do país, como o uso dos termos “índio”, “tribo” e “selva”, e a repetição de pautas que apresentam os povos originários a partir da ótica do estereótipo e da extrema violência, sem o devido cuidado com a segurança de lideranças em denúncias as violações nos territórios.

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Condições degradantes nos trilhos: Disputa pelo direito de maquinistas usarem o banheiro na Estrada de Ferro Carajás chega ao STF

Justiça nos Trilhos

A rotina de condução dos comboios de minério de ferro na Estrada de Ferro Carajás (EFC), que conecta as minas de Carajás, no Pará, ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luís (MA), expõe a face mais precarizada da logística da mineração no Brasil. Entre 18 e 20 trens partem diariamente transportando mais de 36 mil toneladas de minério em composições que chegam a 330 vagões e 3,5 quilômetros de extensão. No entanto, todo esse gigante de ferro é operado por apenas um trabalhador na cabine de comando: o regime de monocondução.

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Ofensiva imperialista amplia tensões globais e impõe novos desafios aos povos

Disputa pela hegemonia mundial intensifica conflitos, pressões econômicas e ameaças à soberania dos países

Por José Beniezio Eduardo de Carvalho da Silva, na CPT-BA

O cenário internacional é marcado por uma ofensiva cada vez mais agressiva do imperialismo diante da ascensão da China, do fortalecimento das resistências populares e da presença de governos que buscam algum grau de autonomia política e econômica. Esse movimento ocorre em um período de declínio prolongado da hegemonia dos Estados Unidos, que passam a utilizar diferentes instrumentos para conter o avanço chinês e impedir a consolidação de uma ordem mundial multipolar.

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ES: Quilombolas terão R$ 100,9 milhões para apoio a famílias atingidas pelo crime da Samarco

Comunidades no Sapê do Norte e Degredo vão acessar recursos

Por Mariah Friedrich, Século Diário

A reparação das comunidades quilombolas atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana (MG), avança com a aprovação de R$ 100,9 milhões para projetos de apoio às famílias. A Resolução CRD nº 34, publicada nesta terça-feira (25), aprovou recursos destinados à Verba de Apoio Familiar (VAF) para as comunidades de Degredo, em Linhares, Sapê do Norte, território que abrange São Mateus e Conceição da Barra, também no norte do Estado, e Santa Efigênia, em Mariana, Minas Gerais. A medida é resultado do processo de consulta realizado nos territórios no âmbito do Novo Acordo do Rio Doce.

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