Problemas com o espelho?

“Acho que não podem me escutar…
e tenho quase certeza de que não podem me ver.
Alguma coisa me diz que estou invisível…”
(LEWIS CARROLL, ALICE NO PAÍS DO ESPELHO)

Por Mauro Luis Iasi, no blog da Boitempo

Há muito tempo atrás você descobriu com inebriante alegria e espanto sua imagem refletida no espelho, mais ou menos quando você tinha seis meses de idade. Em um momento, nos lembra Jacques Lacan, no qual você era menos inteligente que um chimpanzé, mas demonstrou a incrível capacidade de se reconhecer sua imagem no espelho. Este processo que o psicanalista francês afirma se estender até os dezoito anos, o chamado “estádio do espelho”, seria uma identificação, isto é, uma “transformação produzida no sujeito quando assume uma imagem”. Continue lendo “Problemas com o espelho?”

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Povos indígenas e comunidades locais nos Diagnósticos do Painel da Biodiversidade (IPBES) Segundo Seminário

28 e 29 de abril 2016 – Instituto de Estudos Avançados (IEA)- USP

Este segundo seminário “Agrobiodiversidade, as contribuições dos povos indígenas e comunidades tradicionais, estado da arte e aportes metodológicos” enfatiza a conexão entre agrobiodiversidade e os povos indígenas e comunidades locais no Brasil. Continue lendo “Povos indígenas e comunidades locais nos Diagnósticos do Painel da Biodiversidade (IPBES) Segundo Seminário”

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Línguas indígenas estão em risco de extinção na América Latina

A cada duas semanas pelo menos uma língua desaparece no mundo. No Brasil até 40 idiomas podem desaparecer em até duas décadas

EBC

Antes da chegada dos portugueses, eram faladas cerca de 1500 línguas indígenas no Brasil. Atualmente sobraram 181 idiomas tradicionais, que estão desaparecendo rapidamente. Há pouco tempo, a última falante da língua indígena xipaia morreu em Altamira, no Pará. Outro exemplo é a língua guató. Existem apenas dois anciões falantes que vivem em localidades diferentes e não se comunicam entre si. Continue lendo “Línguas indígenas estão em risco de extinção na América Latina”

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Xakriabá em Brasília: semana histórica, por Egon Heck

CIMI

Quando deixaram suas aldeias, no norte de Minas Gerais, talvez não tivessem a exata noção de tudo o que iriam passar aqui em Brasília. Particularmente os jovens guerreiros e guerreiras que eram a maioria da delegação.

Vieram com pauta específica: denunciar as violências e ameaças constantes, especialmente os Xakriabá de Cocos, na Bahia. Vieram também exigir da Funai a urgente regularização de suas terras, em processos emperrados há anos. Também tinham consciência da grave situação e riscos que correm os direitos indígenas, num Congresso mais conservador e reacionário do que nunca dantes nesse país. Vieram dar visibilidade a essa situação, e dizer em alto e bom tom que “direitos não se negociam, não se abre mão”, são sagrados e seu cumprimento é vital para a sobrevivência dos povos nativos em nosso país. Continue lendo “Xakriabá em Brasília: semana histórica, por Egon Heck”

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País vive regressão à casa-grande e à senzala, diz sociólogo

Todo o processo que culminou com a votação na Câmara dos Deputados no domingo (17), admitindo o prosseguimento do impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff, mostrou que “as instituições estão desmanteladas”, segundo o sociólogo Laymert Garcia dos Santos, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). “Com as instituições do jeito em que estão, o STF incluído, acho que a única força que existe, para de certo modo dar um rumo que não seja o rumo do horror, são as ruas. Não tem outra. O ponto de interrogação é saber em que medida as ruas vão responder e se dar conta desse desmantelamento das instituições”, afirma

Eduardo Maretti – Rede Brasil Atual – RBA / IHU On-Line

Para ele, a sucessão de fatos que levaram o país ao dia 17 de abril de 2016 deve ser analisada sob três aspectos. “A primeira coisa é a consolidação, através desse espetáculo, de uma classe política lúmpen. Não é à toa que na Europa, nos países, digamos, democráticos, que não são nenhuma maravilha, eles estão entre horrorizados e estupefatos com o nível de baixaria que é o Parlamento brasileiro”. Continue lendo “País vive regressão à casa-grande e à senzala, diz sociólogo”

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Ejército dispara indiscriminadamente a delegación indígena

Servindi – Una comisión oficial de la consejería de la Asociación de Cabildos Indígenas del Norte el Cauca (ACIN) fue atacada con disparos realizados por miembros del Ejército ubicados en el esporádico puesto de control ubicado en el sector de la hacienda El Japio, municipio de Caloto, en el departamento del Cauca.

Los disparos se efectuaron la tarde del 15 de abril y a pesar que el ejército y su inteligencia militar conocen los modelos y las placas de los vehículos en que se desplazan las delegaciones indígenas.

La denuncia la efectuó el Tejido Defensa de la Vida y los Derechos Humanos de la ACIN cuyo comunicado reproducimos a continuacion: Continue lendo “Ejército dispara indiscriminadamente a delegación indígena”

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As duas faces da resistência ao golpe

O urgente é afirmar a ilegitimidade de Temer e enfrentar seu programa de horrores. Mas o essencial é encarar o imenso trabalho de reconstruir um projeto de esquerda

Por Antonio Martins – Outras Palavras

Lá dentro, havia terminado, poucos antes, o espetáculo deprimente oferecido pelos homens brancos, cínicos e toscos. Diante do Congresso Nacional, Guilherme Boulos empulhou o microfone e se dirigiu às milhares de pessoas que – tanto em Brasília, quanto em dezenas de cidades – acreditaram que poderiam, com seus corpos, frear o golpe urdido pela TV Globo, pelos maiores empresários e pela mídia. Continue lendo “As duas faces da resistência ao golpe”

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Dia do Índio: Hoje, celebramos esses povos. Amanhã, segue o genocídio, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

Roteiro para cobrir o Dia do Índio para a TV.

Cena de fazenda ocupada por indígenas. Zoom na latinha de cerveja. Câmera abre até mostrar indígenas sentados em roda, rindo de algo. Locução do repórter cobrindo as imagens:

– Eles estão festejando a invasão de trocentos milhares de hectares de terra. Terra que, até então, era produtiva.

Close em um deles, no que fala “errado”. Desfocar as crianças indígenas com cara de pobres ao fundo. Foco na falta de dentes do entrevistado. Se estiverem sujos, melhor.  Continue lendo “Dia do Índio: Hoje, celebramos esses povos. Amanhã, segue o genocídio, por Leonardo Sakamoto”

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Estamos bem arrumados, por Raduan Nassar

Ressalvadas exceções de ministros atuais respeitáveis, o STF – Supremo Tribunal Federal – está adormecido, dorminhoco, maculado por sinal pelo seu passado com o regime militar.

Tivesse o STF despertado da letargia, e o processo de impedimento da presidenta Dilma Rousseff não teria sido sequer instaurado, pela desqualificação de quem o conduz. E porque deveria sobretudo ter se detido no exame da tipificação do suposto crime de responsabilidade. Continue lendo “Estamos bem arrumados, por Raduan Nassar”

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Do luto à luta: não esqueceremos Luana Barbosa dos Reis, morta por PMs em Ribeirão Preto

Por Jész Ipólito, Blog Gorda e Sapatão

Hoje completa 6 dias desde a  morte de Luana Barbosa dos Reis. Ela, mulher lésbica-mãe-preta-periférica, de Ribeirão Preto, interior de São Paulo. Seis dias que sua vida foi roubada por polícias militares da cidade de Ribeirão Preto.  Sete dias que a dor e a indignação em busca de justiça se somaram, tornando combustível de luta para que  morte de Luana não caia no  esquecimento. Há sete dias que começou a ser trilhado o caminho em busca de aliados & reparação à família, em busca de investigação, punição para os assassinos. Não há outra palavra a ser usada que não ASSASSINOS! Polícias militares abordaram Luana na rua, no caminho para levar o filho à um curso, no início da noite. Tudo que eles precisaram foi de uma recusa da parte dela em não permitir que fosse revistada por HOMENS. Vejam, Luana não era HOMEM e sabia do seu direito em exigir  uma policial feminina a revistasse então.

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