Interino na Presidência manda rever últimos atos de Dilma realizados a partir de abril

São reavaliadas pelo interino especialmente as desapropriações de terra

Por Simone Iglesias, Danilo Fariello e Martha Beck, no Globo

A Casa Civil [interina] iniciou na última sexta-feira um pente-fino em todas as ações do governo da presidente afastada Dilma Rousseff a partir do dia 1° de abril. A data combina exatamente com a publicação de uma série de normas que criaram áreas indígenas e desapropriaram terras, contrariando interesses do setor ruralista. Semanas antes de assumir a Presidência, Michel Temer se reuniu com deputados e senadores ligados ao agronegócio e se comprometeu a rever todas essas medidas. No dia 1º de abril, Dilma assinou 21 atos para desapropriar 56 mil hectares de terras. Só em decretos, foram assinados 75 até o dia em que a petista foi afastada, em 12 de maio. No período, o governo Dilma também assinou atos reconhecendo pelo menos cinco comunidades quilombolas em diferentes regiões do país, além de aprovar outras etapas importantes do processo de legalização fundiária. Também foram chancelados estudos de delimitação de quatro terras indígenas. Continue lendo “Interino na Presidência manda rever últimos atos de Dilma realizados a partir de abril”

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Faltou combinar com os russos, por Gregorio Duvivier

Na Folha

Reza a lenda que na Copa de 58, o técnico Feola bolou um esquema infalível contra a seleção soviética: Nilton Santos lançaria a bola pela esquerda para Garrincha, que driblaria três russos e cruzaria para Mazzola marcar de cabeça. Garrincha ouviu o professor atentamente: “Tá legal, seu Feola, mas o senhor combinou com os russos?”.

“Primeiro a gente tira a Dilma”, dizia o pessoal do impeachment. “Depois a gente derruba o Temer. Aí a gente prende o Cunha. Quando ele cair, a gente cassa o Renan. Daí pronto: eleições gerais.” O plano era infalível. Só esqueceram de combinar com os russos. Continue lendo “Faltou combinar com os russos, por Gregorio Duvivier”

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“A única certeza de Temer sobre a Cultura é que deve ser rebaixada”, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

“A única certeza de Temer sobre a Cultura é que deve ser rebaixada.” A avaliação é de João Brant, secretário executivo do Ministério da Cultura até a saída do ministro Juca Ferreira e o rebaixamento da área pelo novo governo na última quinta (12). “Isso parece ter menos a ver com economia de custos e mais com a combinação de um fetiche pela diminuição de ministérios e de um desprezo pela pauta.”

Uma das primeiras ações tomadas pelo presidente interino Michel Temer foi extinguir o Ministério da Cultura, subordinando-o ao da Educação. A repercussão negativa junto ao setor conseguiu unir nas críticas artistas favoráveis e contrários ao impeachment de Dilma Rousseff. Com isso, o novo governo estuda dar mais peso político à pasta e até atrelá-la diretamente à Presidência da República. Continue lendo ““A única certeza de Temer sobre a Cultura é que deve ser rebaixada”, por Leonardo Sakamoto”

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A denúncia de um Advogado sobre a situação dramática dos indígenas frente a repressão de fazendeiros

Por Pedro Pulzatto Peruzzo, em Justificando

O motivo deste texto é uma série de ameaças que fazendeiros do Mato Grosso do Sul, e também do Sul da Bahia, têm feito contra os povos indígenas que vivem nesses estados. Alguns criminosos (pois ameaça é crime previsto no artigo 147 do Código Penal) estão afirmando em veículos de comunicação que quando a Presidenta Dilma for afastada do cargo ocorrerá uma série de ataques a aldeias indígenas com a finalidade de assassinar lideranças e oprimir o movimento de retomada de terras tradicionais. Essas denúncias chegaram até mim através de cartas e mensagens de lideranças indígenas desses estados e através do Núcleo Indígena do Instituto de Geociências da USP[1]. A compreensão do histórico de opressão e resistência contra os povos indígenas no Brasil é, portanto, fundamental para entendermos a seriedade dessas ameaças. Continue lendo “A denúncia de um Advogado sobre a situação dramática dos indígenas frente a repressão de fazendeiros”

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Un modelo para el racismo ambiental

Por Bobby Peek, de Amigos de la Tierra Sudáfrica, em Boletín de WRM 

En 1969, cuando tenía tres años de edad, mis padres se vieron forzados a mudarse de la casa en la que nací, situada en un barrio de gente de varios colores, etnias e incluso clases, a una duna de arena despojada de toda vegetación y a la que dejaron vacía a excepción de algunas casas de bloque mal construidas, sin electricidad, revoque o cubierta, y cerradas con techo de asbesto.

Tuvimos que mudarnos porque mi familia fue clasificada en Sudáfrica como gente de color (negra), gente de ascendencia mixta. Debido a nuestras características físicas, el Estado – que era un Estado blanco, del apartheid – nos trató de manera diferente. Continue lendo “Un modelo para el racismo ambiental”

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Racismo: un legado del poder colonial

Por Movimiento por los Bosques Tropicales, em Servindi

15 de mayo, 2016.- La autora Nigeriana Chimamanda Ngozi nos alerta de los riesgos de escuchar una y otra vez una sola versión de un mismo relato. Ese relato que escuchamos reiteradamente en los libros de historia, los medios de prensa o la literatura, sobre un pueblo o una cultura o un lugar en particular es UNO de los muchos relatos existentes y posibles. Pero entonces, ¿cuál es ese relato que se repite constantemente?  La prevalencia de una historia en particular responde casi siempre a las estructuras mundiales de poder: “cómo están contadas, quién las cuenta, cuándo son contadas, cuántas son contadas, es algo que depende verdaderamente del poder (…) las historias han sido usadas para despojar y para difamar.” (1) Continue lendo “Racismo: un legado del poder colonial”

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Conselho Curador se manifesta contra tentativa de mudanças na direção da EBC

Por Paulo Victor Chagas, repórter da Agência Brasil

Formado por membros do governo, do Legislativo e da sociedade civil, o Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) divulgou uma nota em que rechaça a possibilidade de mudança na presidência da empresa. De acordo com o órgão, não há amparo legal para “substituições extemporâneas”: o diretor-presidente, Ricardo Melo, possui mandato garantido pela lei e, por isso, “não pode ser destituído” pelo presidente interino da República, Michel Temer.

Nessa sexta-feira (13), coluna publicada no site Os Divergentes informou que o jornalista Laerte Rimoli foi escalado por Temer para assumir o comando da EBC. Segundo o portal, o objetivo do Planalto é distensionar a relação entre governo e imprensa. Continue lendo “Conselho Curador se manifesta contra tentativa de mudanças na direção da EBC”

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‘Muita testosterona e pouco pigmento’, diz jornal The Guardian sobre ministério de Temer

Segundo publicação britânica, composição do novo governo mostra que ‘velha elite do Brasil está novamente no comando’

No Opera Mundi

O jornal britânico The Guardian afirmou nesta sexta-feira (13/05) que “a velha elite do Brasil está novamente no comando” do país em matéria sobre a composição do governo do presidente em exercício Michel Temer.

Intitulada “Muita testosterona e pouco pigmento: velha elite brasileira dá fim à diversidade”, a matéria destaca que o gabinete de Temer será o primeiro, desde o fim da ditadura militar em 1985, composto apenas por homens. Continue lendo “‘Muita testosterona e pouco pigmento’, diz jornal The Guardian sobre ministério de Temer”

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Comunidade pesqueira de Croatá (MG) retoma território tradicional

Comunidade tradicional de Croatá retoma território tradicional e divulga nota. Confira logo abaixo!

CPP

Na tarde do dia 13 de Maio de 2016, nós, quilombolas, pescadores e vazanteiros, da comunidade do Croatá, retomamos parte de nosso território quilombola e pesqueiro, às margens do rio São Francisco, no município de Januária (MG).

Estamos cercados pelo latifúndio e cansados de observar o processo severo de degradação do território por: desmatamento com tratores, destruição de lagoas marginais pela formação de pasto e pisoteamento por criação de gado em áreas de preservação permanente.  Continue lendo “Comunidade pesqueira de Croatá (MG) retoma território tradicional”

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O Professor no pós-golpe, por José Ribamar Bessa Freire

“Hay golpes en la vida, tan fuertes… ¡Yo no sé!
Golpes como del odio de Dios” (César Vallejo)

No Taqui Pra Ti

O golpe não foi bem a troca de Dilma por Temer no processo comandado por um réu no Supremo Tribunal Federal (STF). O golpe não está só nesse ministério sem mulheres e sem negros – ainda bem que não tem mulher nem negro nessa quadrilha! O golpe não é a nomeação de sete ministros envolvidos na Lava-Jato, que assim adquirem direito a foro especial, contando com o silêncio cúmplice da mídia, a omissão envergonhada dos paneleiros e a data venia do Judiciário que faz bocorum sirizorum. O golpe não é sequer a ameaça concreta de retrocesso nas políticas sociais.

Então, onde está o tutano do golpe? Continue lendo “O Professor no pós-golpe, por José Ribamar Bessa Freire”

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