Favelas da Zona Sul se unem contra privatização da CEDAE

No Rio On Watch

Cerca de 100 pessoas se reuniram na base do Vidigal na quarta-feira, 17 de fevereiro, para expressar o seu descontentamento com a decisão iminente do estado de privatizar o gerenciamento da CEDAE na favela. Convocada pela Associação de Moradores da Vila Vidigal a reunião não só reuniu líderes do Vidigal, mas também líderes de um número de favelas da Zona Sul, como Santa Marta,Rocinha, e Tabajaras. Estes foram ao Vidigal através da União Comunitária, uma associação intercomunitária de líderes de mais de trinta favelas, formada em 2014 para defender melhores políticas públicas em suas comunidades. A reunião no Vidigal foi parte de uma série de reuniões da União Comunitária que está sendo realizada em favelas em toda a Zona Sul sobre a possível privatização da água, que veio na sequência de reuniões no Santa Marta e no Morro dos Prazeres. Continue lendo “Favelas da Zona Sul se unem contra privatização da CEDAE”

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Ailton Krenak: um professor formado na luta, por Felipe Milanez

Liderança indígena recebe o título de doutor honoris causa da Universidade Federal de Juiz de Fora

Na Carta Capital

Em algumas universidades no Brasil, os conhecimentos profundos da diversidade epistemológica do País estão finalmente atravessando o alto muro da academia.

Nesse início de ano letivo de 2016, a Universidade Federal de Juiz de Fora deu um grande exemplo de como a produção de conhecimento deve ser feita a partir de uma descolonização da própria universidade, e concedeu o título de professor honoris causa a Ailton Krenak.  Continue lendo “Ailton Krenak: um professor formado na luta, por Felipe Milanez”

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Estudantes indígenas fazem protesto contra racismo na reitoria da UFRR

Cerca de 100 alunos se manifestaram contra o preconceito na universidade. Cinco alunos indígenas foram vítimas de racismo em dezembro de 2015.

Do G1 RR, com informações da Rede Amazônica em Roraima

Cerca de 100 alunos indígenas se reuniram em frente a reitoria da Universidade Federal de Roraima (UFRR) na manhã desta quarta-feira (2) para protestar pelo fim do preconceito aos indígenas e os negros.

A mobilização aconteceu após de cinco estudantes terem sido alvos de preconceito por quatro acadêmicos de medicina da mesma instituição em dezembro do ano passado. Continue lendo “Estudantes indígenas fazem protesto contra racismo na reitoria da UFRR”

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BA – Sepromi afirma que tortura de morador em Itinga foi crime de racismo

Os dois policiais militares estão afastados das atividades de rua e trabalhando em serviços internos

Da Redação Correio 24 horas

A Secretaria de Promoção da Igualdade Racial (Sepromi) informou que está tratando como racismo o crime praticado por dois policiais militares acusados de sequestrar e torturar o serralheiro Moisés Gonçalves, 18 anos, durante uma abordagem policial em Itinga, Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.

“Entendemos que esse é um caso de racismo e em que houve, claramente, um abuso de poder”, afirmou o coordenador de Promoção da Igualdade Racial da Sepromi, Sérgio São Bernardo. Continue lendo “BA – Sepromi afirma que tortura de morador em Itinga foi crime de racismo”

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“Enquanto houver insistência, haverá resistência indígena – Não à PEC 215”, tema da 45ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima

CIR

Os povos indígenas de Roraima se organizam para o primeiro grande evento coletivo do ano de 2016, que será a 45ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima, que traz como tema: Enquanto houver insistência, haverá resistência indígena – Não à PEC 215.

A Assembleia, promovida anualmente pelo Conselho Indígena de Roraima (CIR) será novamente no Centro Regional do Lago Caracaranã, região da Raposa, na Terra Indígena Raposa Serra do Sol, no período de 11 a 14 de março. A chegada dos participantes será no dia 10 e retorno dia 15. Continue lendo ““Enquanto houver insistência, haverá resistência indígena – Não à PEC 215”, tema da 45ª Assembleia Geral dos Povos Indígenas de Roraima”

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Organizações e movimentos da sociedade civil repudiam acordo assinado entre mineradoras Samarco/Vale/BHP e os Poderes Públicos

O Comitê Nacional Em Defesa dos Territórios Frente a Mineração e a Articulação Internacional das Atingidas e dos Atingidos pela Vale repudiam o acordo firmado entre as mineradoras Samarco, Vale e BHP e os poderes públicos federal e estaduais. O acordo, se homologado pelo juiz da 12a Vara Federal da Sessão Judiciária de Minas Gerais, encerra a ação civil pública que está sendo movida contra as empresas pelas violações de direitos humanos, sociais e ambientais decorrentes do rompimento da barragem de rejeitos do Fundão, em Mariana, no dia 5 de novembro de 2015. Continue lendo “Organizações e movimentos da sociedade civil repudiam acordo assinado entre mineradoras Samarco/Vale/BHP e os Poderes Públicos”

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Associação Brasileira de Antropologia (ABA) expressa desacordo à 4ª edição do Prêmio VALE-CAPES de Ciência e Sustentabilidade

A Associação Brasileira de Antropologia (ABA) vem, por meio desta, manifestar seu desacordo em relação à  edição do Prêmio VALE-CAPES de Ciência e Sustentabilidade.

Por ocasião da primeira edição desse prêmio, em janeiro de 2013, representantes de associações acadêmicas (entre elas a ABA e a ANPUR), vieram a público declarar que consideravam inadequada a instituição do chamado Prêmio Vale-Capes de Ciência e Sustentabilidade, visando contemplar Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado associadas a temas ambientais e socioambientais. Afirmamos, na oportunidade, que era de conhecimento público que as práticas da Vale S.A. são, com grande frequência, avaliadas como impróprias do ponto de vista social e ambiental, em muitos casos com implicações legais, conforme registrado por inúmeros trabalhos de pesquisa nas áreas de Sociologia, Antropologia e Ciências Sociais Aplicadas, expressos em apresentações em Congressos, Dissertações de Mestrado e Teses de Doutorado referendadas pela comunidade científica brasileira nos últimos anos. Continue lendo “Associação Brasileira de Antropologia (ABA) expressa desacordo à 4ª edição do Prêmio VALE-CAPES de Ciência e Sustentabilidade”

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G1: “MPF quer impugnar acordo firmado entre poder público e Samarco”

Órgão diz que texto ‘prioriza a proteção do patrimônio das empresas’. Trato cria fundo de R$ 20 bilhões para recuperar a Rio Doce em 15 anos.

G1

O Ministério Público Federal de [sic] Minas Gerais (MPF) questiona o acordo firmado nesta quarta-feira (2) entre representantes dos poderes públicos federal, de Minas Gerais e do Espírito Santo com a mineradora Samarco. O órgão pretende impugnar o texto por considerar insuficiente o valor a ser pago pela empresa. [sic] Continue lendo “G1: “MPF quer impugnar acordo firmado entre poder público e Samarco””

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Ministério Público Federal, de Minas e do Espírito Santo questionam em Nota acordo entre União, Estados, Samarco, Vale e BHB Billiton

Para o Ministério Público, o acordo prioriza a proteção do patrimônio das empresas em detrimento da proteção das populações afetadas e do meio ambiente

MPF

Em nota, o Ministério Público questiona o acordo extrajudicial que foi assinado em Brasília, entre  a União, os governos de Minas Gerais e do Espírito Santo e a Samarco, Vale e BHP Billiton, empresas responsáveis pelo rompimento da barragem de Mariana no dia 5 de novembro de 2015. O MP entende que o acordo prioriza a proteção do patrimônio das empresas  em detrimento da proteção das populações afetadas e do meio ambiente. Leia a íntegra da nota: Continue lendo “Ministério Público Federal, de Minas e do Espírito Santo questionam em Nota acordo entre União, Estados, Samarco, Vale e BHB Billiton”

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Parceiros da desapropriação: a MP 700 e a invenção da utilidade público-privada

Às vésperas do último natal, um presente de grego: a Medida Provisória 700/2015, que, ao alterar as regras sobre desapropriação, fortalece a ação dos agentes de mercado e fragiliza as comunidades desapropriadas. Sob o mote da celeridade e da desburocratização, as inovações jurídicas em curso podem representar um verdadeiro cavalo de troia para a agenda urbana brasileira e para a luta pelo direito à cidade.

Por Júlia Ávila Franzoni* e Thiago A. P. Hoshino**, em ObservaSP

Explique-se. Para que a União, os estados, o Distrito Federal ou os municípios desapropriem um imóvel, a “utilidade pública” é uma das motivações exigidas por lei. Enquadram-se aí finalidades como abertura de vias, atendimento a situações de calamidade, realização de obras de infraestrutura, provisão de equipamentos, aproveitamento de recursos naturais, entre outras. Sendo a mais incisiva forma de intervenção estatal na propriedade privada (ao lado do confisco sem prévia indenização, em alguns casos), a desapropriação é estritamente regulada, a fim de prevenir arbitrariedades, excessos e desvios das autoridades públicas (eventualmente alinhadas com interesses particulares) no uso de suas prerrogativas de gestão. Até porque, convenhamos, “utilidade pública” e “interesse público” são conceitos abertos e em permanente disputa, tanto sobre o que é efetivamente útil quanto sobre quem é o seu real público-alvo. Continue lendo “Parceiros da desapropriação: a MP 700 e a invenção da utilidade público-privada”

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