Ao lançar novo livro, aos 87, ele debate linguagem, pensamento e a contraditória natureza humana. Mas não esquece política e explica por que mantém, em meio à tempestade, aposta no “socialismo libertário”
Entrevista a C.J.Polychroniou, na Truthout/Outras Palavras | Tradução: Inês Castilho
Uma das questões centrais e mais perturbadoras da filosofia é “Quem somos nós?”. De fato, virtualmente todas as questões essenciais da civilização humana – poder, autoridade e governo decorrem da pergunta sobre que tipo de seres somos.
Mas haverá realmente algo que nos distingua como espécie? Ou, para colocar a questão num contexto filosófico mais tradicional, haverá algo como “natureza humana”? Filósofos clássicos como Platão e Aristóteles pensavam que sim, da mesma forma que a maioria dos filósofos que formam parte da tradição moderna, de Thomas Hobbes a Nietzsche. Claro, os cientistas também investigaram a natureza humana, e continuam a fazê-lo até hoje, sendo a questão de particular interesse para lingustas, biólogos evolucionistas, neurocientistas e psicólogos. Continue lendo “Chomsky: “por que tenho esperanças””