Rio Doce: ”O impacto ainda está acontecendo”. Entrevista especial com André Cordeiro Alves dos Santos

“Como a lama é muito fina, ela fica em suspensão durante muito tempo, ou seja, não sedimenta, formando uma grande mancha em suspensão. Isso faz com que ela seja facilmente transportada pelas correntes marinhas, de modo que não podemos descartar a possibilidade de a lama encontrada em Abrolhos ser a da barragem da Samarco”, afirma o biólogo

Por Patricia Fachin – IHU On-Line

As análises preliminares da água do Rio Docedepois do rompimento da barragem da Samarco, demonstram que os maiores impactos aconteceram na cabeceira do Rio, “porque a lama que estava barrada foi se depositando na beira do Rio e destruiu alguns povoados e matas ciliares numa distância de até 100 quilômetros da barragem”, diz André Cordeiro Alves dos Santos, membro do Grupo Independente de Avaliação do Impacto Ambiental – GIAI, formado por pesquisadores voluntários que estão analisando os impactos da lama no Rio Doce, e um dos autores do Relatório Parcial Expedição Rio Doce. Segundo o pesquisador, “o impacto na cabeceira do Rio é muito grande” e provavelmente vai demorar muitos anos para recuperá-la. Continue lendo “Rio Doce: ”O impacto ainda está acontecendo”. Entrevista especial com André Cordeiro Alves dos Santos”

Ler maisRio Doce: ”O impacto ainda está acontecendo”. Entrevista especial com André Cordeiro Alves dos Santos

Juíza da Guatemala processa 11 militares pelo desaparecimento de 558 indígenas

Da Agência Lusa

Uma juíza da Guatemala decidiu, nessa segunda-feira (18), processar 11 dos 14 militares reformados acusados pelo desaparecimento de 558 indígenas durante o conflito armado interno (1960-1996).

Segundo a acusação, os militares participaram de forma “sistemática” de crimes e massacres que podem ser considerados “crimes de guerra”, assim como de violações múltiplas de mulheres e menores de idade durante a década de 80. Continue lendo “Juíza da Guatemala processa 11 militares pelo desaparecimento de 558 indígenas”

Ler maisJuíza da Guatemala processa 11 militares pelo desaparecimento de 558 indígenas

Indígenas Guarani e Kaiowá denunciam ataques a tiros após retomada da Terra Indígena (TI) Lechucha no MS

No Cimi

No primeiro final de semana posterior à retomada da Terra Indígena (TI) Lechucha, território tradicional reivindicado pelo povo Guarani e Kaiowá nas adjacências da TI Taquara, no município de Juti (MS), os indígenas sofreram intensos ataques a tiros e com veneno e permanecem isolados, cercados pelos pistoleiros.

Segundo relato dos indígenas, desde o momento em que a retomada da TI Lechucha foi descoberta pelos fazendeiros, na última sexta-feira (15), os Guarani e Kaiowá que se encontram no acampamento da retomada –separada da TI Taquara apenas por um rio – vinham sofrendo ameaças de homens que circulavam armados em caminhonetes. Continue lendo “Indígenas Guarani e Kaiowá denunciam ataques a tiros após retomada da Terra Indígena (TI) Lechucha no MS”

Ler maisIndígenas Guarani e Kaiowá denunciam ataques a tiros após retomada da Terra Indígena (TI) Lechucha no MS

Carta de Repúdio à autorização para construção do porto na comunidade Cajueiro, MA

Mais de uma centena de movimentos sociais, populares, culturais, estudantis, sindicais, povos e comunidades tradicionais, uniões de moradores, grupos de pesquisas, coletivos, organizações religiosas, mandatos parlamentares, entre outros, de todas as partes do Brasil, DENUNCIAM E REPUDIAM as manobras da corporação WTorre, em conluio com políticos e autoridades locais e nacionais, para fazer a comunidade do Cajueiro, em São Luís do Maranhão, ser VARRIDA DO MAPA, e se APROPRIAR do seu território, onde pretende construir um grande porto.

A Carta de Repúdio a seguir, assinada por esse conjunto de agentes (e que deve receber outras adesões), deixa claro que o Cajueiro não está só, que esta batalha não está perdida pelo povo, e que os cúmplices dessa tentativa de assassinato de mais uma comunidade no Maranhão não prosperarão em seus intentos, sejam eles quem forem. A resistência está articulada! Continue lendo “Carta de Repúdio à autorização para construção do porto na comunidade Cajueiro, MA”

Ler maisCarta de Repúdio à autorização para construção do porto na comunidade Cajueiro, MA

Nem um minuto de silêncio, mas toda uma vida de lutas. Nota do MAB sobre Nicinha

Nota de esclarecimento do Movimento dos Atingidos por Barragens sobre o caso de desaparecimento da companheira Nilce de Souza Magalhães, a “Nicinha”, liderança do MAB em Rondônia

Até o momento, as investigações que vêm sendo conduzidas pela Polícia Civil não têm sido claras, apresentando inúmeras lacunas legais na realização do inquérito. Fato agravado pelas manifestações equivocadas expressas amplamente na mídia, que acabam por debilitar a família. Esperamos que os fatos sejam devidamente esclarecidos, e que o até então desaparecimento de Nicinha seja esclarecido, e seja apurado, respeitando o devido andamento jurídico. Continue lendo “Nem um minuto de silêncio, mas toda uma vida de lutas. Nota do MAB sobre Nicinha”

Ler maisNem um minuto de silêncio, mas toda uma vida de lutas. Nota do MAB sobre Nicinha

Sem Terra ocupam latifúndio em Goiás

A fazenda Sibéria está a 200 km de Goiânia, contém aproximadamente dois mil hectares e é um espolio com dividas, abandonada pelos pretensos donos e utilizada com plantio de cana-de-açúcar

Da Página do MST 

Na madrugada do último domingo (17), cerca de 1500 Sem Terra derrubaram as cercas de mais um latifúndio em, Rianápolis, Goiás. Continue lendo “Sem Terra ocupam latifúndio em Goiás”

Ler maisSem Terra ocupam latifúndio em Goiás

A morte brutal de um índio em Belo Horizonte

Um homem desfere dezenas de chutes na cabeça de um indígena que dormia na rua

Maria Martin – El País

Um índio morreu na última sexta-feira num hospital de Belo Horizonte, em Minas Gerais, após ser espancado enquanto dormia em plena rua do centro da cidade.A vítima morreu sem etnia, sem nome e sem idade, pois outro morador de rua roubou sua sacola – e único pertence – enquanto ela agonizava. Três dias depois da sua morte, o falecido, assim como seu algoz, continua sem identidade. A Polícia Militar de Minas Gerais suspeita que pode se tratar de um crime de ódio e racismo. Continue lendo “A morte brutal de um índio em Belo Horizonte”

Ler maisA morte brutal de um índio em Belo Horizonte

Concentração de riqueza: Ter prazer com a fortuna alheia é doença comum, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

O patrimônio somado de 62 bilionários é equivalente à riqueza conjunta dos 3,6 bilhões mais pobres do planeta, de acordo com estudo da Oxfam apresentado no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Em 2010, eram 388 bilionários possuindo o mesmo que a metade mais pobre do mundo. A concentração foi aumentando ao longo dos anos até agora.

Antes de mais nada, vale desenhar porque muita gente tem a cognição afetada quando o assunto é riqueza. O problema não é ter dindim, mas a desigualdade de justiça e de oportunidades ser tão gritante que dói. O que desconcerta é uma sociedade que acha normal um ter condições para desfrutar de um apê de 4 mil metros quadrados enquanto o outro apanha da polícia para manter seu barraco em uma ocupação de terreno, seja em Itaquera, Grajaú, Osasco, Pinheirinho, Eldorados dos Carajás, onde for. Continue lendo “Concentração de riqueza: Ter prazer com a fortuna alheia é doença comum, por Leonardo Sakamoto”

Ler maisConcentração de riqueza: Ter prazer com a fortuna alheia é doença comum, por Leonardo Sakamoto

Tarifa não é dinheiro, é tempo, por Eliane Brum

É por recusar a brutalização da vida que manifestantes se tornam uma ameaça perigosa e são violentamente reprimidos

Eliane Brum  – El País

Tempo não é dinheiro. E tarifa é tempo, não dinheiro. São sobre tempo, portanto, e não sobre dinheiro, os protestos contra o aumento das passagens do transporte público em 2016, como foram os de 2013. Se não for resgatada a potência do que está em jogo nas ruas de São Paulo e de outras cidades do Brasil, tudo se repetirá como farsa. E a Polícia Militar brutalizará os corpos já brutalizados pela tarifa e, principalmente, pela vida monetarizada. A vida reduzida à lógica do capital. Continue lendo “Tarifa não é dinheiro, é tempo, por Eliane Brum”

Ler maisTarifa não é dinheiro, é tempo, por Eliane Brum

As veias abertas da Faculdade de Medicina da USP, por Luiza Sansão [ótima!]

Grupos de alunos veteranos da Medicina da USP, pertencentes a duas antigas organizações — a fraternidade Show Medicina e a Associação Atlética — reproduzem e perpetuam trotes humilhantes e violentos — machistas, homofóbicos, racistas — aplicados em calouras e calouros. De 2013 em diante, as denúncias cresceram e deixam patente a omissão da direção da faculdade e da Reitoria

Na Adusp/Ponte

Terminou em 14 de março de 2015 o trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que, instaurada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) em dezembro de 2014, apurou violações de direitos humanos ocorridas no âmbito das universidades paulistas, em especial trotes violentos e crimes sexuais. Antes de ganharem espaço na mídia, com a série de reportagens de Igor Ojeda e Tatiana Merlino na Ponte Jornalismo, os diversos casos de violência praticados em ambientes universitários eram ainda ignorados por grande parte da sociedade, que se chocou ao tomar nota dos casos denunciados na CPI por alunos de diferentes universidades do Estado. Não por falta, contudo, de precedentes gravíssimos. Continue lendo “As veias abertas da Faculdade de Medicina da USP, por Luiza Sansão [ótima!]”

Ler maisAs veias abertas da Faculdade de Medicina da USP, por Luiza Sansão [ótima!]