Decepção, por Luis Fernando Veríssimo

“… não veremos a foto, tão esperada, do Cunha conduzido pelo japonês bonzinho.”

Em O Globo

Temos todo o direito de nos sentir logrados. Primeiro, foi a decisão de poupar o Neymar e não convocá-lo para a Copa América, privando-nos da sua arte num time notoriamente carente de artistas. Depois, veio a suspensão da Maria Sharapova dos torneios de tênis por dois anos.

Dois anos sem aqueles cabelos loiros esvoaçantes, dois anos sem aqueles saiotes curtos, dois anos sem aquelas pernas longas. Nos sonegaram a maravilha. Continue lendo “Decepção, por Luis Fernando Veríssimo”

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Carta da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil ao STF sobre a vaquejada

Excelentíssimos Senhores Ministros do Colendo Supremo Tribunal Federal,

Os professores de Direito Ambiental que esta carta subscrevem, integrantes da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil, extremamente preocupados com os rumos do julgamento em curso da Ação Direta de Inconstitucionalidade 4983, por meio da qual o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, questiona a validade da Lei 15.299/2013, do Estado do Ceará, vêm à presença de Vv.Ee. apresentar as seguintes ponderações:

01. Ninguém ignora que haja quem considere maltratar um animal uma forma válida de diversão, uma atividade cultural ou desportiva. Da mesma forma, há também quem ache que subjugar uma mulher é uma conquista do homem, que espancar uma criança é um direito dos pais e que encarcerar um idoso num quarto é uma solução prática para os dias atuais. Continue lendo “Carta da Associação dos Professores de Direito Ambiental do Brasil ao STF sobre a vaquejada”

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Brasil se junta ao cenário global e instaura uma ditadura da plutocracia

Por Márcio Sotelo Felippe, em Justificando

Nosso imaginário político ainda não se adaptou  às mudanças da realidade. Estamos habituados a compreender ditaduras como formas políticas em que não há mecanismos de representação, em que o poder é escancaradamente autoritário, com um Judiciário submisso e manietado, liberdades públicas e direitos fundamentais violados como política legalizada de Estado. Ditaduras seriam, pois, as de Franco, Salazar, Pinochet, as dos militares brasileiros e argentinos nas décadas de 60/70, etc.

Em nosso imaginário, o afastamento da presidenta eleita com 54 milhões de votos seria, assim, algo como um acidente de percurso da democracia brasileira, com algumas violações pontuais da Constituição. Continue lendo “Brasil se junta ao cenário global e instaura uma ditadura da plutocracia”

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Não se morre de frio, mas de especulação imobiliária e ausência do Estado, por Leonardo Sakamoto

No blog do Sakamoto

Toda vez que o capeta deixa a porta do freezer aberta em São Paulo, lembro da quantidade de imóveis que têm como inquilinos ratos e baratas, visando à especulação imobiliária, enquanto há pessoas virando picolé do lado de fora. Ou gente que dorme sob temperaturas de conservar sorvete em barracos, cortiços e habitações precárias.

O déficit qualitativo e quantitativo de habitação poderia ser drasticamente reduzido se imóveis trancados por portas de tijolos e terrenos vazios pudessem ser desapropriados e destinados a quem precisa – gratuitamente ou a juros abaixo do mercado, dependendo do nível de pobreza em questão. Continue lendo “Não se morre de frio, mas de especulação imobiliária e ausência do Estado, por Leonardo Sakamoto”

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A crise é um modo de governo, por Vladimir Safatle

Na Folha

“Aos nossos Amigos: Crise e Insurreição” é um pequeno livro de um conjunto de autores anônimos chamado Comitê Invisível. Ele acaba de ser lançado no Brasil (n-1 Edições) em um momento que não poderia ser mais propício. Sua capacidade de apresentar teses sobre a natureza dos impasses da vida contemporânea é algo que há muito havia desaparecido das prateleiras das livrarias.

“Desde 2008, vivemos em constante ritmo de insurreição”, dizem os autores. Nosso maior erro é não perceber como estamos, seja no Brasil, na Turquia, na Espanha, na Tunísia ou na Grécia, em um processo mundial de contestação e desencanto. Faz parte de uma lógica de gestão de crise mundial dar a impressão de que estamos todos a lutar contra governos locais e aparatos nacionais de poder. Continue lendo “A crise é um modo de governo, por Vladimir Safatle”

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Nota Pública da Comissão da Diversidade do PPGAnt/UFPel

As pessoas docentes e discentes que integram a Comissão da Diversidade do PPGAnt (Programa de Pós-Graduação em Antropologia) da UFPel (Universidade Federal de Pelotas), reunidas nos dias 03 e 09/06/2016 nas dependências do ICH (Instituto de Ciências Humana), decidiram por unanimidade vir a público manifestar franca preocupação e repudiar veementemente os atos de racismo e indiofobia ocorridos no dia 24/05/2016 contra duas pessoas indígenas mestrandas do Programa.

O lamentável e inaceitável episódio ocorreu durante o debate entre as cinco chapas que na ocasião concorriam à reitoria e à vice-reitoria da Universidade, realizado no campus do Capão do Leão. Atos desse tipo contrariam os esforços coletivos, empreendidos nas últimas décadas, no sentido da construção de um espaço acadêmico mais inclusivo e plural nas universidades brasileiras. Tais esforços, portanto, estão ligados à defesa da existência de uma política de ações afirmativas para a correção de assimetrias historicamente constituídas na sociedade nacional. Continue lendo “Nota Pública da Comissão da Diversidade do PPGAnt/UFPel”

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Feliciano e o estupro da índia Maria Caetana, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

A índia Maria Caetana, se viva estivesse, certamente reforçaria o coro de vaias ao discurso machista do deputado Marco Feliciano (PSC/SP vixe, vixe) nesta quinta-feira (9), na Comissão de Direitos Humanos da Câmara Federal, que afirmou não existir no Brasil a cultura do estupro, insinuando que só é currada quem não se dá ao respeito e que os recentes estupros coletivos das meninas de 14 e de 16 anos, no Piauí e no Rio, foram episódicos e datados. Mas a história desmente o pastor-deputado. Os gritos desesperados de Maria Caetana, no séc. XIX, chegam até nós através dos registros policiais. Continue lendo “Feliciano e o estupro da índia Maria Caetana, por José Ribamar Bessa Freire”

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Estado é condenado a pagar R$ 3,8 milhões em indenização à família de Amarildo

No O Paraná

No último dia 2, o ajudante de pedreiro Amarildo de Souza completaria 46 anos. Mas a ação de policiais da UPP da Rocinha, Zona Sul, que mataram e desapareceram com seu corpo, impediu a família de comemorar a data. Como adiantou a coluna de Ancelmo Gois, nesta sexta-feira, pouco mais de uma semana depois do aniversário, a juíza Maria Paula Galhardo, da 4ª Vara de Fazenda Pública do Rio, condenou o estado a pagar R$ 500 mil à viúva Elizabeth da Silva e a cada um dos seis filhos do casal. O governo ainda foi condenado a pagar R$ 100 mil para cada um dos três irmãos de Amarildo. O valor total ficou em R$ 3,8 milhões. Além disso, a juíza manteve o pagamento de um salário mínimo à viúva e aos filhos durante 68 anos, determinado em novembro de 2014. Continue lendo “Estado é condenado a pagar R$ 3,8 milhões em indenização à família de Amarildo”

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Boulos: Os fantasmas de Temer

Vice vestiu a faixa com extensa lista de restos a pagar. Ao saldar as dividas, vê sua popularidade desmoronar. Mas é a mobilização popular que poderá frustrar sua trajetória trágica

Por Guilherme Boulos, em Outras Palavras

Michel Temer sempre foi um homem dos bastidores. Construiu sua influência nas sombras, como estrategista da pequena política, negociando cargos e votos no Parlamento. Não por acaso foi presidente da Câmara por duas vezes e dirigiu o PMDB por tantos anos. Ali se movimentava com destreza. Continue lendo “Boulos: Os fantasmas de Temer”

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O Brasil vai vivendo o golpe, por Elaine Tavares

No Ideias Insurgentes

Desde o dia em que o Senado aprovou o afastamento da presidenta Dilma Roussef, sem contar com qualquer comprovação de ilegalidade ou corrupção, que uma boa parte das forças vivas da política popular, sindical e comunitária não sai das ruas. Em todos os cantos do país, nas cidades grandes, nas pequeninas, nos cantões mais retirados há alguma passeata, uma marcha, uma manifestação. Muito dessa gente que tem saído para as ruas não apoiava o governo petista, mas entende que o que acontece no país é um golpe, um rompimento da Constituição e, no melhor estilo liberal, defende que a carta magna seja respeitada.    Continue lendo “O Brasil vai vivendo o golpe, por Elaine Tavares”

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