MPF/SP denuncia empresários por manter trabalhadores como escravos em Bauru

Vítimas enfrentavam longas jornadas na construção civil, atrasos salariais e condições precárias de moradia e alimentação

MPF/SP

O Ministério Público Federal em Bauru (SP) denunciou dois empresários por aliciar trabalhadores e submetê-los a condições análogas à escravidão no município. Celso Ferreira Camargo Junior e Peterson Ferreira Camargo arregimentaram 27 pessoas no Maranhão para trabalharem em dois empreendimentos imobiliários na cidade do interior paulista no início de 2011. Além das longas jornadas, os empregados sofriam com o atraso de salários e as péssimas condições de alojamento.

A contratação foi feita pela empresa CF Camargo Junior & PF Camargo, de propriedade dos denunciados. O responsável pelo aliciamento era Denerval Abreu, que também deve responder à ação penal. Ele fora contratado para recrutar os trabalhadores no Nordeste e trazê-los a Bauru. Abreu convenceu-os com propostas vantajosas de remuneração e condições de trabalho para atuar nas obras dos Residenciais Parque Borghesi e Bauru Ville. Mas ao chegar à cidade, os maranhenses se depararam com uma situação bastante diferente. Continue lendo “MPF/SP denuncia empresários por manter trabalhadores como escravos em Bauru”

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Nota da Associação Juízes para a Democracia: A defesa da Constituição não pode criminalizar magistrados

AJD – Associação Juízes para a Democracia

A ASSOCIAÇÃO JUÍZES PARA A DEMOCRACIA, entidade não governamental e sem fins corporativos, que tem por finalidade estatutária o respeito absoluto e incondicional aos valores próprios do Estado Democrático de Direito, vem a público externar preocupação decorrente das ações policiais empreendidas contra o Juiz de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas Luís Carlos Valois, em 09 de junho passado, nos seguintes termos.

O Juiz de Direito Luís Carlos Valois tem, ao longo dos anos, realizado importante trabalho jurisdicional na garantia dos Direitos Humanos, especialmente em relação a uma parcela absolutamente excluída da população, que é aquela que lota o sistema carcerário do país. Continue lendo “Nota da Associação Juízes para a Democracia: A defesa da Constituição não pode criminalizar magistrados”

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Desastre em Mariana teria sido evitado com investimento de R$ 5 milhões. Mas a Samarco achou ‘caro demais’

De Ana Beatriz Rosa, HuffPost Brasil

35 milhões de m³ de lama. Pelo menos 19 vítimas. Mais de 40 cidades de Minas Gerais e no Espírito Santo foram atingidas. Centenas de casas destruídas. Incontáveis vidas atravessadas pelo desespero e destruição. Esses são alguns dos números da tragédia ambiental em Mariana – o maior desastre brasileiro. As reais consequências e as marcas do ocorrido, contudo, são imensuráveis.

Mas poderia ter sido evitado. Estamos em 2016, o homem foi à Lua, e o Brasil ainda não se compromete veemente com a prevenção de riscos ambientais.

Não nos preocupamos com os desastres e, por isso, nunca estamos preparados para lidar com eles. Continue lendo “Desastre em Mariana teria sido evitado com investimento de R$ 5 milhões. Mas a Samarco achou ‘caro demais’”

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Mercantilização da crise ambiental: conflitos da ‘economia verde’ e os povos originários

No Indiegogo

A crise ambiental e climática tem sido uma preocupação constante nas diversas geografias do planeta. Desde jovens e anciões, mulheres e homens até instituições, empresas e governos, há um consenso que demonstra preocupação sobre os custos ambientais provocados pelo crescimento econômico e o consumo desenfreado.

Neste sentido, as Nações Unidas propuseram um novo modelo econômico, a chamada Economia Verde, cuja implementação foi intensificada na década de 1990 e que está em pleno desenvolvimento em nossos dias. Tal economia foi desenhada para assistir os governos nacionais no “reverdecimento” de suas economias mediante a reestruturação e a reorientação de suas políticas, investimentos e gastos no que diz respeito a uma séria de setores, como as tecnologias limpas, as energias renováveis, hidrelétricas e parques eólicos, projetos de mineração, transporte verde, a edificação de cidades verdes e bosques sustentáveis. Continue lendo “Mercantilização da crise ambiental: conflitos da ‘economia verde’ e os povos originários”

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Manifesto em defesa da democracia, da agricultura familiar e camponesa, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais e da agroecologia

ANA – Articulação Nacional de Agroecologia

À Sociedade Brasileira,

Nós da Articulação Nacional de Agroecologia, uma rede de movimentos sociais e organizações da sociedade civil que atua na promoção da agroecologia e do desenvolvimento rural sustentável, expressamos o nosso mais veemente repúdio ao golpe em curso no Brasil contra o governo legitimamente eleito da Presidenta Dilma. Trata-se de um golpe impetrado por setores do capital financeiro, industrial e midiático, com apoio de setores do poder judiciário. Atenta contra a nossa jovem democracia, valendo-se até mesmo da incitação ao ódio e de manifestações de cunho fascista. Continue lendo “Manifesto em defesa da democracia, da agricultura familiar e camponesa, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais e da agroecologia”

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“Nos estigmatizan y persiguen por liderar luchas de pueblos”

Servindi

Erbol, 10 de junio, 2016.- Aura Lolita Chávez Ixcaquic, conocida como Lolita, es una de estas mujeres activistas que tanto molesta a gobiernos y corporaciones. Originaria de la comunidad de El Quiché de Guatemala, “donde viven la mayor parte de los pueblos originarios del país” según cuenta, es una educadora maya k’iche’ que desde hace años defiende los derechos de los pueblos indígenas y, sobre todo, de las mujeres que los habitan.

“Guatemala estigmatiza y persigue a las mujeres que lideramos las luchas de la comunidad indígena”, sostiene mientras explica que son ellas, las mujeres, las que más participan y lideran la resistencia indígena en Guatemala. Sus denuncias, tal y como relata, “han pasado de lo personal a lo macro económico”. “Las defensoras (de derechos) estamos mal vistas”, explica. “Incluso me llaman terrorista”, se sorprende.  Continue lendo ““Nos estigmatizan y persiguen por liderar luchas de pueblos””

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Comunidades indígenas de Jujuy exigen respeto a consulta previa

Población de Jujuy se encuentra en zozobra por aprobación de ley que permite la ejecución de proyectos energéticos en sus territorios y que nunca se les consultó. Prepararán movilización por la derogación de la norma

Por Patricia Saavedra

Servindi, 10 de junio, 2016.- La intempestiva aprobación de la Ley Provincial 5915, que permite la ejecución de proyectos de generación de energía eléctrica a partir de fuentes renovables, ha generado malestar entre las comunidades indígenas de Jujuy, en Argentina. Ello debido a que la aprobación de la misma no habría pasado por la debida consulta a las comunidades que serán afectadas directamente.

La ley de servidumbre de paso -como también se le denomina- se aprobó el 4 de mayo y se publicó en el Boletín Oficial del 16 del mismo mes, fecha en la que recién la población tomó conocimiento de la norma. Esta da lugar a la ejecución de proyectos de generación de energía eléctrica a partir de fuentes renovables. Sin embargo, la producción de dicha energía implica el uso de territorios indígenas. Continue lendo “Comunidades indígenas de Jujuy exigen respeto a consulta previa”

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O que os secundas têm a ensinar à academia?

Não poderíamos fazer mais do que dar aulas públicas sobre democracia, mudar nossas fotografias no Currículo Lattes e escrever cartas abertas “dos intelectuais” contra o golpe?

Por Alex Martins Moraes* – Outras Palavras

É moeda corrente nos ambientes universitários que os estudantes secundaristas têm algo a ensinar para quem frequenta as salas de aula do Ensino superior. Desde que a ocupação das escolas se alastrou pelo país, os universitários se mobilizaram como puderam para prestar apoio e solidariedade aos secundaristas conflagrados, cuja luta se tornou uma das primeiras trincheiras de afirmação da democracia, da vontade de participação e das demandas “dos de baixo” no Brasil pós-golpe parlamentar. A admiração pelo protagonismo dos secundaristas se mistura com um certo mal-estar nos corredores da Universidade. Por que a relativa calmaria no campus? Não poderíamos fazer mais do que dar aulas públicas sobre democracia, mudar nossas fotografias no Currículo Lattes e escrever cartas abertas “dos intelectuais” contra o golpe? Estas perguntas pipocam entre estudantes e professores universitários Brasil afora. Continue lendo “O que os secundas têm a ensinar à academia?”

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Salário mínimo: duas décadas de efeitos positivos sobre a redução da pobreza e da desigualdade. Entrevista especial com Alessandra Scalioni

“A reforma da Previdência deveria levar em conta os efeitos positivos que a vinculação do salário mínimo tem sobre a redução da pobreza e da desigualdade”, afirma a economista

Por Patricia Fachin – IHU On-Line

Em quase duas décadas, entre 1995 e 2013, o salário mínimo teve uma contribuição significativa na redução da desigualdade da distribuição de renda domiciliar no Brasil, “estimada em 72,4%, considerando os três possíveis canais pelos quais o salário mínimo pode afetar a renda: mercado de trabalho, Previdência Social e Assistência Social”, informa Alessandra Scalioni, autora da tese de doutorado “O papel do salário mínimo na redução da desigualdade na distribuição de renda no Brasil entre 1995 e 2003” (2015). Continue lendo “Salário mínimo: duas décadas de efeitos positivos sobre a redução da pobreza e da desigualdade. Entrevista especial com Alessandra Scalioni”

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Cristofobia e a santa cruzada brasileira pelo direito ao preconceito, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

No começo era uma cara de nojinho aqui, um balançar negativo de cabeça ali, um tremelique seguido de um sinal da cruz e um deus-que-me-livre-e-guarde. Tudo muito discreto como recomenda a hipocrisia brasileira.

Mas como determinados grupos cismavam em achar que podiam ter os mesmos direitos dos “homens e mulheres de bem” desta gloriosa nação, os preconceitos – que sempre existiram – escancararam-se para fora do armário. Afinal de contas, era preciso defender os valores da “tradicional família brasileira” – não a indígena, que segue sendo devidamente dizimada em um genocídio a conta-gotas, mas aquela, branca, cristã, rica e feliz, que aparece em comerciais de margarina. Continue lendo “Cristofobia e a santa cruzada brasileira pelo direito ao preconceito, por Leonardo Sakamoto”

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