Filhos do califado: EI intensifica uso de crianças e prepara nova geração de extremistas

Vídeo do grupo com menino britânico chamou atenção no Ocidente para ‘exército mirim’ do EI, que conta também com crianças dos territórios dominados

Rachel Costa | Londres – Opera Mundi

O ano mal havia começado quando, no dia 3 de janeiro, um domingo, o Estado Islâmico (EI) divulgou um vídeo apresentado por um soldado com sotaque britânico mostrando a execução de cinco homens acusados de espionagem. Até aí, nada de novo: em 2015 foram várias as aparições de Jihadi John”, como foi apelidado pela mídia do Reino Unido o britânico que protagonizou várias execuções em nome do EI. A novidade para 2016 estava guardada no fim da gravação: um menino trajado em uma miniversão do uniforme militar do grupo fazia ameaças em inglês aos “não-crentes” de todas as partes do mundo. Continue lendo “Filhos do califado: EI intensifica uso de crianças e prepara nova geração de extremistas”

Ler maisFilhos do califado: EI intensifica uso de crianças e prepara nova geração de extremistas

‘Tsunami de lama’ pode ser pior com ruptura de novas barragens em MG

O possível rompimento das barragens que ficaram de pé em Mariana (MG) poderia resultar em uma enxurrada de lama muito maior do que a da tragédia de novembro, ampliando a destruição da fauna e da flora e atingindo moradias que ficaram preservadas

José Marques – Folha de S. Paulo / IHU On-Line

A avaliação é de um estudo encomendado pela mineradora Samarco a pedido da Justiça e obtido pela Folha.

Essas estruturas foram danificadas após a barragem de Fundão se romper e deixar um rastro de destruição que chegou ao litoral do Espírito Santo. A mineradora diz que os reservatórios remanescentes estão “estáveis”, mas que trabalha para reforçá-los.  Continue lendo “‘Tsunami de lama’ pode ser pior com ruptura de novas barragens em MG”

Ler mais‘Tsunami de lama’ pode ser pior com ruptura de novas barragens em MG

Oração ao peão soterrado

Por Álvaro Rodrigues dos Santos

Desculpem-nos Severinos, Raimundos, Josés e Edmilsons. Desculpem-nos por matá-los e aleijá-los aos magotes nas valas, galerias, muros e taludes que lhes soterram todos os santos dias.

Desculpem-nos por recebê-los das mãos criminosas das “Gatas” que os contratam por míseros salários, escoimando seus direitos trabalhistas e os alugando como animais às empreiteiras da vida.

Desculpem-nos por espalhá-los como cargas quaisquer pelas obras que se instalam por todos os cantos desse sul-sudeste encantado que lhes atraiu de seus sagrados confins. Continue lendo “Oração ao peão soterrado”

Ler maisOração ao peão soterrado

Pesquisadoras mapeiam ocupação indígena no Sertão nordestino desde século 16

Considerados nômades, índios que viviam mais ao oeste do Brasil são pouco estudados se comparados aqueles da região litorânea e da Zona da Mata

Fellipe Torres – Diario de Pernambuco

A escassez de informações sobre o passado histórico do Sertão nordestino abre espaço para a reprodução de preconceitos com séculos de existência. Um conhecido mapa criado no século 16 pelo cartógrafo espanhol Diego Gutiérrez, por exemplo, generaliza a população sertaneja da época a índios canibais, representados em ilustrações de esquartejamento e assado humano. Para dar contornos mais claros à história brasileira, em especial referente ao território pernambucano mais ao oeste do país, duas gerações se uniram em um vasto estudo, agora disponível em livro. Mãe e filha, as historiadoras Socorro Ferraz e Bartira Ferraz Barbosa lançam, nesta quarta-feira (20), às 19h, na Arte Plural Galeria (Rua da Moeda, 140, Bairro do Recife), Sertão – Fronteira do medo (Editora UFPE, 283 páginas, R$ 75). Continue lendo “Pesquisadoras mapeiam ocupação indígena no Sertão nordestino desde século 16”

Ler maisPesquisadoras mapeiam ocupação indígena no Sertão nordestino desde século 16

Relatório da Comissão da Verdade do Rio denuncia violência nas favelas durante a Ditadura

Órgão criado para investigar violações de direitos humanos do regime militar afirma que militarização do cotidiano dos moradores e remoções forçadas são práticas do passado que se repetem hoje

Lucas Pedretti* – RioOnWatch

“Fomos tirados dessas comunidades [Favela da Praia do Pinto, Ilha das Dragas e Ilha dos Caiçaras] como animais. O governo, a Polícia Militar e a COMLURB iam botando nossas coisas pra cima dos caminhões de lixo, metendo pé de cabra e marreta nos barracos, derrubando.” Com essas palavras, Altair Guimarães narrou para a Comissão da Verdade do Rio (CEV-Rio) como foi a remoção forçada que vivenciou durante a ditadura civil-militar (1964-1985), quando tinha apenas 14 anos. Continue lendo “Relatório da Comissão da Verdade do Rio denuncia violência nas favelas durante a Ditadura”

Ler maisRelatório da Comissão da Verdade do Rio denuncia violência nas favelas durante a Ditadura

O novo Fórum Social Mundial precisa de coragem, por Jacques Távora Alfonsin

Confira artigo de Jacques Távora Alfonsin sobre os desafios de mais um Fórum Social Mundial, que teve início ontem (19), em Porto Alegre (RS). Leia na íntegra:

Por Jacques Távora Alfonsin* – Comissão Pastoral da Terra

Recomeça em Porto Alegre nesta terceira semana de janeiro de 2016, mais uma reunião do Fórum Social Mundial. Sem o número de participantes e sem a cobertura midiática das primeiras, o sucesso dessa iniciativa popular, sob todos os aspectos urgente e necessária, como um válido contraponto ao que predomina em Davos, vem sendo avaliado como declinante, assim medido, exatamente, só por aquele número e aquela publicidade. Continue lendo “O novo Fórum Social Mundial precisa de coragem, por Jacques Távora Alfonsin”

Ler maisO novo Fórum Social Mundial precisa de coragem, por Jacques Távora Alfonsin

Cléber Buzatto: “Ódio e violência contra indígenas tem relação com bancada ruralista no Congresso”

Rede Brasil Atual / CIMI

Sobre o crescimento da violência contra os povos indígenas nas últimas semanas, com os chocantes casos da morte do menino Vitor, da etnia Kaingang, assassinado no colo da mãe enquanto era amamentado em frente à rodoviária do município de Imbituba, em Santa Catarina, e de outro indígena não identificado morto também em uma rodoviária, no centro de Belo Horizonte, espancado enquanto dormia, o secretário-executivo do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Cléber Buzatto, afirma ter relação direta com os ataques aos direitos indígenas promovidos pela bancada ruralista no Congresso Nacional. Continue lendo “Cléber Buzatto: “Ódio e violência contra indígenas tem relação com bancada ruralista no Congresso””

Ler maisCléber Buzatto: “Ódio e violência contra indígenas tem relação com bancada ruralista no Congresso”

Após 16 anos, pescadores ainda não foram compensados por vazamento da Reduc

Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil

Após 16 anos, completados nesta terça-feira (18), o segundo maior acidente ambiental na Baía de Guanabara ainda não foi devidamente compensado. Os principais afetados são os cerca de 20 mil pescadores artesanais, que foram obrigados a interromper suas atividades e até hoje não receberam a indenização judicial de R$ 1,23 bilhão, correspondente a R$ 500 por mês durante dez anos para cada pescador ou família.

A denúncia é do ambientalista Sérgio Ricardo, fundador do Movimento Baía Viva. No dia 18 janeiro de 2000, um oleoduto que liga a Refinaria Duque de Caxias (Reduc), da Petrobras, ao Terminal da Ilha D´Água, vizinho à Ilha do Governador, se rompeu, derramando 1,3 milhão de litros de óleo na região. O maior acidente ambiental da Baía de Guanabara ocorreu em 1975, quando o navio iraquiano Tarik Ibn Ziyad rompeu o casco e derramou 6 milhões de litros de óleo no corpo d’água. Continue lendo “Após 16 anos, pescadores ainda não foram compensados por vazamento da Reduc”

Ler maisApós 16 anos, pescadores ainda não foram compensados por vazamento da Reduc

Terra Indígena Pataxó já reconhecida no DOU é invadida e destruída pela polícia no sul da Bahia

Tania Pacheco – Combate Racismo Ambiental

Ontem à tarde, posto de saúde, casas e a escola do Território Pataxó Comexitibá, no sul da Bahia, foram destruídos numa ação de ‘reintegração de posse’, realizada pela polícia. Cabe destacar que a Terra Indígena já foi oficialmente reconhecida, com Relatório Circunstanciado de Identificação e Delimitação publicado pela FUNAI no Diário Oficial da União de 27 de julho de 2015.

Abaixo, a denúncia do ataque em carta de Sandro Tuxá, da Apoinme; no depoimento de Francisco Cancela, professor na Universidade do Estado da Bahia; e em vídeo postado por Joelia Braz.

Continue lendo “Terra Indígena Pataxó já reconhecida no DOU é invadida e destruída pela polícia no sul da Bahia”

Ler maisTerra Indígena Pataxó já reconhecida no DOU é invadida e destruída pela polícia no sul da Bahia

Como polícias da Europa agem diante de manifestações de rua?, por Leonardo Sakamoto

Blog do Sakamoto

São Paulo tem sido palco, nas últimas semanas, de manifestações contra o aumento das tarifas de metrô, trens e ônibus –  o Movimento Passe Livre (MPL) agendou mais uma para esta terça (19). Junto com elas, temos assistido a cenas de repressão policial violenta, como as da última terça (12), que deixou manifestantes e jornalistas feridos.

Pedi a jornalistas brasileiros que moram na Alemanha, Espanha, França e Inglaterra para contarem como a polícia desses países da Velha Europa, acostumada a manifestações de rua, age diante de momentos de tensão. Sabemos que o contexto social é diferente, mas entender como democracias mais experientes respondem a essas tensões e lidam com a integridade dos envolvidos pode ser didático para nós. Pelo relatos, apesar da violência policial acontecer por lá também, o poder público nesses países reage melhor à pressão popular e/ou a polícia pensa mais antes de agir. Continue lendo “Como polícias da Europa agem diante de manifestações de rua?, por Leonardo Sakamoto”

Ler maisComo polícias da Europa agem diante de manifestações de rua?, por Leonardo Sakamoto