Nota de repúdio ao veto presidencial referente ao Projeto de Lei Nº 5.954-C de 2013

Sempre foi máxima inalteravelmente praticada em todas as Nações, que conquistaram novos Domínios, introduzir logo nos povos conquistados o seu próprio idioma, por ser indisputável, que este é um dos meios mais eficazes para desterrar dos Povos rústicos a barbaridade dos seus antigos costumes (Diretório dos Índios, 1755).

O Cimi (Conselho Indigenista Missionário) vem a público manifestar veemente repúdio ao Veto Presidencial ao Projeto de Lei nº 5.954-C emitido na Mensagem 600, em 29 de dezembro de 2015 pela Presidência da República.

O referido projeto, de autoria do Senador Cristovam Buarque, visa assegurar às comunidades indígenas a utilização de suas línguas maternas, bem como de processos próprios de aprendizagem e de avaliação que respeitem suas particularidades culturais, na educação básica, na educação profissional e na educação superior. Continue lendo “Nota de repúdio ao veto presidencial referente ao Projeto de Lei Nº 5.954-C de 2013”

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Militante do Movimento dos Atingidos por Barragens desaparece em Rondônia

Nota do MAB-RO

“Nilce de Souza Magalhães, mais conhecida como ‘Nicinha’, mãe de três filhas, vó de quatro netos, pescadora e militante do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) em Rondônia, desapareceu esse último dia 7 de janeiro, depois de ser vista pela última vez na barraca de lona onde mora com seu companheiro, Nei, em um acampamento com outras famílias de pescadores atingidos pela Hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, na localidade chamada de “Velha Mutum Paraná”, na altura do km 871 da BR 364, sentido Porto Velho-Rio Branco. Continue lendo “Militante do Movimento dos Atingidos por Barragens desaparece em Rondônia”

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A política indigenista do governo federal no ano de 2015: balanço de uma política esvaziada!

Roberto Liebgott – Cimi Sul

Quando decidi, ainda no final do mês de dezembro, escrever esta análise de conjuntura acerca da política indigenista do governo federal, não havia acontecido o cruel assassinato de Vítor Pinto, criança Kaingang de dois anos, degolada enquanto era amamentada por sua mãe na rodoviária de Imbituba, Santa Catarina. O Cimi Sul emitiu uma nota, da qual destaco o seguinte trecho:

Vítor faleceu em um local que a família Kaingang imaginava ser seguro. As rodoviárias são espaços frequentemente escolhidos pelos Kaingang para descansar, quando estes se deslocam das aldeias para buscar locais de comercialização de seus produtos. A família de Vítor é originária da Aldeia Kondá, localizada no município de Chapecó, Oeste de Santa Catarina. Trata-se de um crime brutal, um ato covarde, praticado contra uma criança indefesa, que denota a desumanidade e o ódio contra outro ser humano. Um tipo de crime que se sustenta no desejo de banir e exterminar os povos indígenas”.
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Silêncios e omissões, por José Ribamar Bessa Freire

“A morte brutal do bebê kaingang suscita a necessidade de abrirmos uma brecha para o ensino de história indígena nas escolas”

No Estadão

Embora estarrecidos, temos de admitir que pertencemos à mesma família humana do jovem que degolou o bebê kaingang de dois anos na rodoviária de Imbituba (SC). Compartilhamos, envergonhados, a mesma identidade nacional do suspeito do crime, Matheus Silveira, o Teto, 23 anos, que está preso. Já para a polícia, esse é apenas o caso de um “usuário de drogas, que sofre de distúrbios mentais”. Será? O delegado ouviu familiares e ex-colegas do Colégio Caic. Não concluiu o inquérito, mas já adiantou não ter visto conotação racista no crime, embora admita que o assassino estava “incomodado com a presença dos indígenas no local”. Continue lendo “Silêncios e omissões, por José Ribamar Bessa Freire”

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“A saída da crise é com o povo na rua”, afirma Stédile

O encontro debateu o atual cenário político e construiu estratégias de lutas coletivas em defesa dos direitos da classe trabalhadora

Do Coletivo de Comunicação da Bahia

Que passos precisam ser dados pela classe trabalhadora para avançarmos na luta contra a ofensiva conservadora da direita? Continue lendo ““A saída da crise é com o povo na rua”, afirma Stédile”

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Liderança do Quilombo das Guerreiras compartilha memórias de ocupação, luta e resistência

Katja Majcen – RioOnWatch

A ocupação Quilombo das Guerreiras é um símbolo de resistência e organização comunitária. De 2006 a 2013 mais de cem famílias ocuparam e construíram uma comunidade em um armazém abandonado na região do Porto do Rio. Além de fornecer moradia, a ocupação havia desenvolvido uma forma de vida coletiva realizando atividades, incluindo aulas de alfabetização, jardinagem urbana agroecológica, exibição de filmes e passeios. Continue lendo “Liderança do Quilombo das Guerreiras compartilha memórias de ocupação, luta e resistência”

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Quando morre uma criança

Elaine Tavares – Palavras Insurgentes

Tamir Rice, 12 anos, foi assassinado pela polícia de Cleveland, Ohio, Estados Unidos, em novembro de 2014, quando brincava com uma arma de plástico num parquinho. Nesse último dezembro as autoridades do estado informaram que nenhum dos policiais seria julgado pelo crime. O líder negro Múmia Abú-Jamal escreveu esse texto quando soube do fato, agora em dezembro de 2015. Um texto que tanto serve para pensar esse assassinato, como o do menino indígena Vítor Pinto. Continue lendo “Quando morre uma criança”

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‘As crianças negras são mais punidas do que as brancas’, diz pedagoga

Marcelle Souza
DO UOL, em São Paulo

Existe racismo na sala de aula, e ele começa na educação infantil. Isso é o que afirma Ellen de Lima Souza, mestre e doutoranda do Programa de Pós-graduação em Educação da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e diretora do Itesa (Instituto de Tecnologia, Especialização e Aprimoramento Profissional). Continue lendo “‘As crianças negras são mais punidas do que as brancas’, diz pedagoga”

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Bebê indígena [Vitor]: investigação principal precisa ser contra o racismo

Hipótese de satanismo pode ajudar a explicar caso isolado; mas desvia polícia da obrigação de investigar casos de racismo contra indígenas em SC e no Brasil

Por Alceu Luís Castilho – Outras Palavras

O delegado que investiga o assassinato do bebê Kaingang em Santa Catarina insiste na hipótese de satanismo como motivo para a degola de Vítor Pinto, de 2 anos. Ele estava com a mãe na rodoviária de Imbituba (SC), quando foi atacado por um jovem que, tudo indica, seja Matheus Silveira. Vejamos este título no UOL, com texto do Estadão (a Folha continua sem querer saber do caso): Acusado de matar bebê indígena integraria um grupo satânico, diz delegado. Continue lendo “Bebê indígena [Vitor]: investigação principal precisa ser contra o racismo”

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2015: otro año negro [sic] para los defensores de los Derechos Humanos

156 activistas fueron asesinados el año pasado en 25 países del mundo. El 45% de los casos están vinculados con la defensa del medio ambiente, la posesión de tierras y los pueblos indígenas

Cadena SER, 12 de enero, 2016 / Servindi

Abdullahi Ali Hussein fue asesinado en Somalia, Maria das Dores Salvador en Brasil, Alex Fabián en Colombia, Francela Méndez en El Salvador… Y la lista continúa, hasta 156 nombres de otros tantos defensores de los Derechos Humanos asesinados durante 2015 en 25 países del mundo, una cifra superior al registrado el año anterior, según los datos que maneja la organización Front Line Defenders en su informe anual publicado esta semana. Continue lendo “2015: otro año negro [sic] para los defensores de los Derechos Humanos”

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