Novas pesquisas mostram que a disputa será acirrada e há desgaste no governo. Editoriais fazem alarde. Porém, o mais revelador é o sentimento de derrotismo que sondagens provocam na esquerda, onde a ansiedade ocupa o lugar de análise…
Uma pesquisa de segundo turno feita em abril mede um estado de ânimo. Não mede outubro, urna e voto real. A distinção parece óbvia, mas aparentemente não é, porque a cada sondagem que sai a cena se repete com precisão cômica: a imprensa fabula a desistência de Lula, converte Haddad em substituto e decreta o esgotamento de uma candidatura que ainda não começou de fato. A esquerda entra em colapso existencial — descabela-se, antecipa a derrota, age como se o processo eleitoral tivesse sido encerrado por uma amostra de dois mil entrevistados em abril.
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