Jovem palestina narra os traumas familiares da Nakba: ver familiares só por telas, a vida áspera no exterior, a interdição das fronteiras… Se esta dor provocou melancolia, hoje o genocídio alimenta a revolta das novas gerações, enraizada na memória e em projeto de libertação
Por Jenin, no site Z | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras
Como uma palestina nascida no século XXI, sou fruto geracional dos sobreviventes da Nakba e do trauma que a acompanhou. Por mais distante que possa parecer, estou a apenas duas gerações da Catástrofe da Palestina de 1948, quando mais de 750 mil palestinos foram deslocados de suas terras e milhares foram massacrados. Milícias sionistas apoiadas pelo Império Britânico arrasaram aldeias palestinas, matando, estuprando, deslocando e aprisionando quem encontravam, tudo para estabelecer o novo projeto colonialista de assentamento chamado Israel. Esse único dia na história palestina mancharia o solo com sangue derramado e trauma acumulado por décadas vindouras.
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