Tem início o 15º Acampamento Estadual das Mulheres do Campo e da Cidade na Bahia

Mais de 600 mulheres camponesas, indígenas, quilombolas e trabalhadoras da cidade se reúnem em Salvador para três dias de organização, formação e luta

Por Coletivo de Comunicação do MST na Bahia, na Página do MST

Com o lema “Mulheres vivas! Enfrentando as violências, defendendo o território e a soberania”, teve início na manhã desta quinta-feira (26), o 15º Acampamento Estadual das Mulheres do Campo e da Cidade, na capital baiana. A atividade reúne mais de 600 mulheres vindas de diversos territórios do estado e segue com a programação até o próximo sábado (28).

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O amor como ética pública e resistência. Entrevista com Patricia Simón

Conversamos com a repórter internacional Patricia Simón sobre como sobreviver emocional e politicamente num mundo onde o ódio e a desumanização são impostos, e sobre o ecofeminismo como um baluarte contra a onda reacionária que busca nos destruir

IHU

Patricia Simón Carrasco (Estepona, 1983), repórter, jornalista investigativa, escritora e professora universitária, é uma das figuras de destaque do jornalismo internacional na Espanha. Especializada em direitos humanos, conflitos armados e crises humanitárias, sua carreira inclui cobertura em mais de 25 países (Palestina, Ucrânia, Irã, Colômbia, Cuba, Iraque, Moçambique, Sudão e Líbia, entre outros), e seu trabalho pode ser acompanhado em veículos como La Marea, Revista 5W, Cadena SER, El País, Al Jazeera, Univision, Il Corriere della Sera e Associated Press.

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Lideranças Pataxó e Tupinambá denunciam perseguição e violações de direitos humanos ao Alto Comissariado da ONU

Delegação presente em Brasília denuncia aumento da violência e criminalização do povo Pataxó, que luta há anos pela demarcação de suas terras no extremo sul da Bahia

Por Clara Comandolli e Tiago Miotto, do Cimi

No dia 24 de março, terça-feira, uma delegação com 81 indígenas dos povos Pataxó e Tupinambá esteve em Brasília, em audiência com representantes do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), para denunciar situações de violência e perseguição sofridas pela população das Terras Indígenas (TIs) Comexatibá, Coroa Vermelha e Barra Velha do Monte Pascoal, situadas no extremo sul da Bahia. As principais denúncias, no contexto da luta do povo Pataxó pela demarcação de suas terras, apontam violência e perseguição por parte de milícias locais, além da criminalização de lideranças por forças policiais, por meio de medidas consideradas arbitrárias.

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Território do ‘Índio do Buraco’ vai virar área de proteção integral

Desde a morte do indígena, considerado último de seu povo, a TI Tanaru, localizada em Rondônia, ficou sem destinação, sendo pressionada por fazendeiros, garimpeiros e madeireiros. O ‘Índio do Buraco’, após seu povo sofrer genocídio, negou contato durante 26 anos. Ele ficou conhecido por morar em buracos que cavava em vários pontos do território Tanaru

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) – A criação do Parque Nacional dos Povos Indígenas de Tanaru, em Rondônia, consolida uma vitória histórica do movimento indígena diante da resposta do Estado brasileiro, ainda que tardia, ao genocídio de um povo desconhecido. A morte do último sobrevivente que habitava o território definiu os caminhos para a destinação e proteção definitiva da área onde viveu em situação de isolamento voluntário, entre 1996 e 2022, o indígena conhecido como “Índio do Buraco”. Recusando-se a manter qualquer contato com não indígenas, após seu povo ser massacrado, ele recebeu esse nome pela forma como escavava buracos profundos no interior dos tapiris (construções tradicionais) que ergueu em várias partes da Terra Indígena (TI) Tanaru, chamada assim por ser cortada pelo rio Tanaru, na bacia do rio Madeira.

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Áreas para a conservação do sauim-de-coleira, símbolo de Manaus – 4: resultados do estudo

Autores analisam áreas consideradas prioritárias para a conservação do sauim-de-coleira (compostas por áreas e corredores selecionados, Áreas Protegidas (Proteção Integral e Uso Sustentável) e Área do Exército

Por Ana Luisa Albernaz, Marcelo Cordeiro Thalês, Marcelo Gordo, Diogo Lagroteria, Tainara V. Sobroza, William E. Magnusson, Philip M. Fearnside, Leandro Jerusalinsky, Renata Bocorny de Azevedo, Rodrigo Baia Castro, Dayse Campista, Wilson Roberto Spironello e Maurício Noronha, em Amazônia Real


Área urbana

A área urbana de Manaus abrange 48.612 ha, dos quais 17.550 ha (36%) ainda estão cobertos por vegetação e 14.327,5 ha (29,5%) estão sob algum tipo de proteção. No entanto, quase toda (95,7%) da área com status de proteção está em categorias menos restritivas, enquanto apenas 4,3% são de proteção integral. Como resultado, 48% da vegetação dentro das áreas protegidas já foi perdida, reduzindo a quantidade de habitat disponível para o sauim-de-coleira (Tabela 3).

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A melodia que a ditadura não calou: após 50 anos, família do pianista Tenório Jr. recebe pertences

Cerimônia no MPF, no Rio, marca entrega de colares do músico morto na ditadura argentina e simboliza avanço na cooperação internacional por memória, justiça e reparação

MPF

Na casa do Cosme Velho, em março de 1976, o tempo parou no instante em que a ausência se instalou. Era aniversário de Elisa Tenório, que completava 8 anos naquele dia. A irmã mais nova, Margarida, tinha apenas 5. O pai, o pianista Francisco Tenório Cerqueira Júnior, estava em Buenos Aires, na Argentina, em turnê. Saiu do hotel para comprar um lanche. Não voltou.

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Ditadura Argentina: pertences de Tenório Jr. são devolvidos à família 50 anos após crime

Vítima da ditadura argentina, pianista brasileiro teve identidade confirmada e pertences devolvidos a filhos e netos

Por Marcelo Oliveira | Edição: Thiago Domenici, Agência Pública

Duas correntes de pescoço que pertenciam ao pianista brasileiro Francisco Tenório Cerqueira Júnior, sequestrado e assassinado aos 35 anos em Buenos Aires, no dia 18 de março de 1976, num crime atribuído ao terrorismo de Estado da ditadura argentina, foram entregues nesta quarta-feira, 25 de março, a filhos e netos do músico, no Rio de Janeiro, por autoridades brasileiras e do país vizinho como forma de homenagem.

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O que aconteceu em 2018? Por Ivan Colangelo Salomão

A eleição de 2018 não se explica por variáveis macroeconômicas, mas pelo esgotamento de um ciclo político e pela sequência de abalos que viraram o país do avesso entre 2013 e 2018

Em A Terra é Redonda

1.

A mais longínqua referência aos horrores do nazismo enseja o mesmo questionamento de sempre: como pôde o berço de mentes tão superiores se curvar diante de um dos mais perversos capítulos da história da humanidade? Como foi possível uma das sociedades contemporâneas mais civilizadas naturalizar o horror?

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Território do ‘Índio do Buraco’ vai virar área de proteção integral

Desde a morte do indígena, considerado último de seu povo, a TI Tanaru, localizada em Rondônia, ficou sem destinação, sendo pressionada por fazendeiros, garimpeiros e madeireiros. O ‘Índio do Buraco’, após seu povo sofrer genocício, negou contato durante 26 anos. Ele ficou conhecido por morar em buracos que cavava em vários pontos do território Tanaru.

Por Nicoly Ambrosio da Amazônia Real

Manaus (AM) – A criação do Parque Nacional dos Povos Indígenas de Tanaru, em Rondônia, consolida uma vitória histórica do movimento indígena diante da resposta do Estado brasileiro, ainda que tardia, ao genocídio de um povo desconhecido. A morte do último sobrevivente que habitava o território definiu os caminhos para a destinação e proteção definitiva da área onde viveu em situação de isolamento voluntário, entre 1996 e 2022, o indígena conhecido como “Índio do Buraco”. Recusando-se a manter qualquer contato com não indígenas, após seu povo ser massacrado, ele recebeu esse nome pela forma como escavava buracos profundos no interior dos tapiris (construções tradicionais) que ergueu em várias partes da Terra Indígena (TI) Tanaru, chamada assim por ser cortada pelo rio Tanaru, na bacia do rio Madeira.

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Incra assina títulos definitivos de mais 10 territórios quilombolas

São 5,6 mil famílias beneficiadas em quase 60 mil hectares

Gabriel Corrêa – Repórter da Rádio Nacional

Após anos de luta, 10 territórios quilombolas em oito estados receberam títulos definitivos de domínio, emitidos e assinados pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra). As assinaturas aconteceram nessa semana, durante a abertura da 3ª Conferência Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário, em Brasília.

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