Jovem negro tenta impedir roubo e passa 74 dias preso injustamente em São Paulo 

Ao tentar ajudar uma vítima de assalto em Praia Grande, Wesley Ribeiro, de 18 anos foi confundido com um dos assaltantes

Por Rafael Custódio | Edição: Mariama Correia, Agência Pública

O ajudante de pedreiro Wesley Andrade Ribeiro, de 18 anos, havia curtido uma tarde de sol, em seu dia de folga, na praia do Jardim Ocian, em Praia Grande, no litoral paulista, quando escutou gritos e viu uma correria: tratava-se de uma tentativa de roubo de uma corrente de ouro no calçadão. Ele, então, correu no encalço de dois adolescentes apontados como suspeitos do crime, na tentativa de recuperar uma corrente de ouro que havia sido roubada. O ato, que era de solidariedade à vítima do roubo, se tornou um de seus maiores pesadelos. Ribeiro acabou confundido com os criminosos e preso pela Guarda Civil Municipal (GCM), em 8 de março deste ano. 

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MPF reforça pedidos para garantir água, saneamento e comunicação a famílias atingidas por Belo Monte no Pará

Ação aponta que emergência humanitária afeta mais de 600 famílias na Volta Grande do Xingu

Procuradoria da República no Pará

O Ministério Público Federal (MPF) apresentou ontem (17) um novo pedido à Justiça Federal em Altamira (PA) para reforçar cobranças contra a Norte Energia, concessionária da usina hidrelétrica de Belo Monte. A medida converte pedidos urgentes feitos em dezembro de 2025 em ação civil pública definitiva, com o objetivo de obrigar a empresa a fornecer água potável, saneamento básico, internet e estradas trafegáveis a 635 famílias afetadas pelo empreendimento na Volta Grande do Xingu. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) também é alvo do processo por omissão na fiscalização.

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Tela Brasil para além do óbvio

Por Alysson Oliveira, no blog da Boitempo

No começo desta semana, a plataforma de cinema nacional Tela Brasil anunciou os cinco filmes mais vistos nos primeiros quinze dias do streaming lançado pelo Ministério da Cultura. Sem muita surpresa, eles são: A hora da estrela, de Suzana Amaral; Deus e o Diabo na terra do Sol, de Glauber Rocha; Carandiru, de Hector Babenco; O menino e o mundo, de Alê Abreu; e O que é isso, companheiro?, de Bruno Barreto. Mas, entre os mais de 500 filmes disponíveis no serviço, há pérolas e curiosidades que merecem ser descobertas.

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Trabalho: um mercado ainda mais hostil às mulheres

Apesar das contratações aquecidas, disparidade salarial entre mulheres e homens cresceu desde 2024. Elas possuem maior escolaridade, mas são submetidas a ocupações desvalorizadas e de alta rotatividade. E restrições ao trabalho são tratadas como “preferências individuais”

Por Erik Chiconelli Gomes, em Outras Palavras

A taxa de participação feminina no mercado de trabalho brasileiro oscila em torno de 53% desde 2019, sem que a recuperação econômica pós-pandêmica ou a expansão do emprego formal registrada entre 2023 e 2025 tenham produzido alteração significativa nesse patamar. A PNAD Contínua do quarto trimestre de 2024 registrou 48,5 milhões de mulheres na força de trabalho, o maior contingente absoluto da série histórica iniciada em 2012, ao passo que a taxa de participação de 53,1% permaneceu inferior ao pico de 54,6% atingido no terceiro trimestre de 2019. A dissociação entre o crescimento absoluto da força de trabalho feminina e a estagnação de sua proporção relativa impõe uma questão analítica que transcende o registro descritivo da conjuntura. O que está em jogo não é uma insuficiência temporária de postos de trabalho, mas a operação contínua de mecanismos estruturais que delimitam a inserção feminina no trabalho remunerado, mecanismos ancorados na divisão sexual do trabalho, nas hierarquias raciais, na segmentação ocupacional e na precariedade da provisão pública de cuidados. Esse conjunto de determinações configura um regime de participação feminina que combina inclusão quantitativa e subordinação qualitativa, regime que se reproduz mesmo em contextos de aquecimento do mercado de trabalho.

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Entre as ruínas, a Copa do Mundo vista em Gaza

Num café, uma pequena multidão reúne-se em torno da tela, alimentada por “gato”. Um ex-jogador profissional, afastado dos campos pela guerra, reúne os amigos para torcer. Ouvem-se os drones israelenses, todo o tempo. Mas o futebol atrai: “Seguimos em frente, apesar de tudo”

Por Dawoud Abu Alkas, Haseeb Al-Wazeer e Nidal Al-Mughrabi, em Outras Palavras

Fadi al-Arawi, jogador de futebol da Primeira Divisão da Faixa de Gaza, não consegue mais voltar a entrar em campo desde que as competições esportivas profissionais foram suspensas há mais de dois anos, por conta do genocídio que Israel comete no enclave.

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Brasil e Índia: duas vias para a soberania sanitária

No país asiático, “farmácia do mundo”, a indústria nacional da saúde é mais robusta e controle de patentes farmacêuticas mais rígido. Mas comparação exige cautela: entre outras diferenças, lá não há SUS. O que podemos aprender para pensar o PL 2583/2020?

Por Reinaldo Guimarães*, autor convidado em Outra Saúde

Um artigo recente publicado no jornal digital JOTA faz uma análise crítica à proposta do Ministério da Saúde (MS) expressa no PL 2583/2020, ora tramitando no Congresso. A iniciativa do ministério respondeu a uma recomendação da Advocacia Geral da União com vistas a fortalecer a segurança jurídica da Política de Desenvolvimento Produtivo (PDP). Essa política vem orientando a relação do SUS com o Complexo Industrial da Saúde desde 2008 e atualmente compõe a missão 2 da política industrial brasileira, a Nova Indústria Brasil.

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Polarização política brasileira e o extremismo disfarçado de encanto. Entrevista especial com Paolo Demuru

“Discursos desse tipo ameaçam a democracia de forma evidente, são discursos que criam desconfiança nas instituições, em um país como o Brasil, onde a democracia não voltou há muito tempo”, afirma o pesquisador

Por: Luana de Oliveira, em IHU

extremismo é uma característica vinculada às políticas de extrema-direita, algo que vemos repercutir com grande profundidade nos últimos anos. A questão central é que movimentos assim não surgem do nada. Normalmente, o fascismo se instaura em uma sociedade que já não se identifica com as políticas públicas de seu país, sendo parte de uma radicalização desesperada que mina aos poucos os resquícios de democracia existente em uma nação.

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Como a agropecuária devasta as áreas de floresta e de comunidades tradicionais no Brasil?

Com ações em torno do meio ambiente e denúncia do agronegócio, de 1 a 7 de junho, o MST realizou a Jornada Nacional em Defesa da Natureza e seus Povos; entenda como as pastagens do Agro destroem a natureza e o papel da agroecologia como alternativa concreta

Por Solange Engelmann, da Página do MST

A abertura de áreas de floresta tem sido uma prática adotada ao longo de décadas para dar lugar à agricultura, agropecuária, construções de centros urbanos, entre outros, mas principalmente para a produção de áreas de monoculturas, que invadem os territórios antes cobertos por diversos tipos de vidas, cultura e espécies. Essa prática se intensifica na década de 1970, com a “Revolução Verde”, e a abertura de novas fronteiras agrícolas pela ditadura militar, o avanço do capital e da mecanização no campo, que inclusive, tem como resultado a expulsão de agricultores a trabalhadores rurais do campo, criando a chamada categoria dos hoje “sem-terra”.

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Famílias ligadas ao MST ocupam área na Gleba Vila Amazônia e denunciam grilagem em Parintins (AM)

Por Mídia Cabocla e Rede de Notícias da Amazônia,
com informações da CPT Amazonas

Cerca de 60 famílias ligadas ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocuparam, no dia 30 de maio, uma área localizada na comunidade Nova Olinda, no km 23 do Assentamento Gleba Vila Amazônia, zona rural de Parintins (AM).

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Povo Kaiowá e Guarani volta a retomar área na TI Iguatemipeguá II: “Autoridades preferem que a gente morra lutando a demarcar”

No último dia 26 de abril, batalhões da PM já haviam realizado a retirada à força dos indígenas da Fazenda Limoeiro levando seis detidos

Cimi

Famílias Kaiowá e Guarani retomaram, na madrugada desta quarta-feira (17), a Fazenda Limoeiro, propriedade sobreposta ao tekoha Tapykora Korá — lugar onde se é —, parte da Terra Indígena (TI) Iguatemipeguá II. Ainda não há informações consolidadas, mas os Kaiowá relatam que, entre 15h e 16h (horário local), batalhões da Polícia Militar (PM) se dirigiram ao território para realizar o despejo.

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