Valeu, guerreira: Zélia Amador de Deus e a universidade que aprendeu a ouvir o Norte

Professora e referência dos movimentos negro e antirracista na Amazônia, Zélia Amador faleceu nesta semana, ao 74 anos. Leia artigo de Juarez Jr sobre a a pesquisadora e conheça a trajetória e sua relevância para a região

Por Juarez Silva Jr, da Amazônia Real

A morte de Zélia Amador de Deus, em Belém, no dia 8 de setembro, não encerra uma biografia. Abre um vazio, sim, mas também ilumina uma obra que continua se espalhando por instituições, grupos de pesquisa, palcos, quilombos, políticas públicas e gerações de estudantes. Professora emérita da Universidade Federal do Pará (UFPA), artista, pesquisadora e militante histórica do movimento negro, Zélia morreu aos 74 anos.

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O site da Amazônia que deixou de cobrir eleições por medo de morrer

Tapajós de Fato, de Santarém (Pará), desistiu de acompanhar sistematicamente os candidatos em 2026 após anos de ameaças

Por Daniel Camargos, InfoAmazonia, Agência Pública/Repórter Brasil | Edição: Diego Junqueira, Thiago Domenici, Juliana Mori, em Agência Pública

A redação do Tapajós de Fato passou parte deste ano definindo a pauta e buscando financiamento para cobrir as eleições de 2026. Mas ameaças e episódios de violência levaram o site de Santarém, no oeste do Pará, a abandonar o projeto antes da primeira reportagem. 

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“Dark Horse”: O que muda com o fim do sigilo por Flávio Dino

Investigação sobre financiamento da cinebiografia de Jair Bolsonaro apura desvios de verbas públicas, organização criminosa e até envolvimento do PCC. Decisão inclui material apreendido junto a produtora do filme

DW

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino tomou outra decisão neste domingo (13/09) que aumentou ainda mais as suspeitas de desvios de recursos no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Convulsão intestina no STF: “É uma crise acerca da qualidade republicana do Estado brasileiro”. Entrevista especial com José Geraldo de Sousa Junior

“O caso Master e a crise do Supremo convergem para uma questão republicana fundamental: saber se as instituições brasileiras dispõem de mecanismos suficientemente transparentes e impessoais para impedir que poder econômico, influência política e autoridade institucional se convertam reciprocamente em contraventores ou fautores de ilicitudes”, diz o jurista

Por: Patricia Fachin, em IHU

O que se observa no Supremo Tribunal Federal (STF) não é uma crise, mas uma tensão que se faz presente desde a origem da instituição. É a partir desse pressuposto que o jurista José Geraldo de Sousa Junior analisa os últimos acontecimentos que colocaram o poder Judiciário no centro da cena pública nacional, a menos de um mês das eleições. “A singularidade da conjuntura atual”, explica o jurista, “estaria naquilo que chamei de ‘convulsão intestina’, quando ministros aparecem não apenas como destinatários da crise, mas como atores de procedimentos, acusações e investigações reciprocamente incidentes, em meio a condutas individuais, divergências internas e engajamentos que se projetam publicamente”. Essa “convulsão”, assevera, “põe em questão a própria institucionalidade da Corte”.

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Expansão da indústria de celulose e o aniquilamento das memórias e dos espíritos Mbya Guarani

Companhia de Manufaturas, Papéis e Cartões (CMPC) pretende construir nova fábrica em área que afeta território tradicional; comunidade não é consultada

Por Roberto Liebgott – Regional Cimi Sul

No dia 8 de setembro de 2026, em Barra do Ribeiro (RS), ocorreu uma reunião entre representantes da Companhia de Manufaturas, Papéis e Cartões (CMPC), da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e lideranças de algumas comunidades Mbya Guarani afetadas pelo empreendimento de expansão da indústria de celulose, que prevê a construção de uma nova fábrica na Fazenda Barba Negra, área que faz divisa com o território originário e sagrado Mbya Guarani conhecido como Ponta da Formiga.

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Primeiro Encontro de Rezadores Guarani Nhandeva fortalece a espiritualidade, a cultura e a tradição do povo

Entre rezas, memórias e saberes ancestrais, Yvy Katu reuniu, durante três dias, rezadores, lideranças, mulheres, parteiras e jovens

Por Ir. Maria Câmara Vieira e Carine Fontes Ribeiro – Cimi Regional Mato Grosso do Sul

Antes das palavras, veio a reza. Antes das decisões, veio a escuta. E, antes de tudo, veio a memória. Foi assim que começou, na Terra Indígena Yvy Katu, em Japorã, Mato Grosso do Sul, o 1º Encontro de Rezadores Guarani Nhandeva, realizado entre os dias 4 e 6 de setembro de 2026. Durante três dias, rezadores, lideranças, mulheres parteiras, jovens e representantes de diferentes comunidades se encontraram para fortalecer a cultura, a espiritualidade, a identidade e a tradição do povo Guarani.

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Histórias, resistência e defesa dos povos indígenas: a trajetória do indigenista Egydio Schwade contada em dois livros

O lançamento das obras ocorreu na comunidade Barro, em Surumu, TI Raposa Serra do Sol, local da primeira Assembleia dos Povos Indígenas de Roraima

Por Lígia Apel, do Cimi Regional Norte I

“Antes de estarem nas páginas de um livro, essas histórias foram vividas nos territórios. Histórias de resistências, mobilizações e lutas que atravessaram gerações e continuam presentes nos dias de hoje”. Assim, a comunicadora do Conselho Indígena de Roraima (CIR), Luara Sapará, inicia sua fala sobre o lançamento dos livros de Egydio Schwade, um dos precursores do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), e do professor e historiador Tiago Santos, que contam as histórias e a trajetória do indigenista e sua contribuição com o movimento indígena e suas lutas por demarcação territorial e em defesa de seus direitos, culturas e formas de vida.

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Pesquisa de Petrópolis expõe relação entre racismo ambiental, áreas de risco e omissão estatal

Estudo de Pamela Mércia, mestranda da UFRJ e fundadora do Instituto Todos Juntos Ninguém Sozinho, propõe o conceito de “Climacídio” e foi apresentado em fórum internacional sobre gestão de riscos e adaptação climática no Peru

Alma Preta

Uma pesquisa desenvolvida a partir da realidade de Petrópolis coloca no centro do debate uma pergunta incômoda: por que populações continuam expostas a tragédias quando os riscos já são conhecidos, estudados e mapeados pelo próprio poder público?

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Por que eleitor demorou a saber de investigação sobre Flávio? Por Flávia Oliveira

Eleitorado só tomou conhecimento de que o vice-líder nas pesquisas no primeiro turno é investigado ontem, quase dois meses depois

Em O Globo

A Polícia Federal (PF) pediu e a Procuradoria-Geral da República (PGR) não se opôs à apuração de possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção passiva, entre outros, atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). O ministro André Mendonça, relator no Supremo Tribunal Federal (STF) do caso Banco Master/Daniel Vorcaro, autorizou a abertura de investigação em 22 de julho, três dias antes da convenção partidária que tornou o primogênito de Jair Bolsonaro candidato à Presidência. O eleitorado brasileiro, contudo, só tomou conhecimento de que o vice-líder nas pesquisas de intenção de voto no primeiro turno é investigado ontem, quase dois meses depois. Por quê?

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STF, Vorcaro e a normalização dos parasitas. Por Ladislau Dowbor

Na fraude que veio à tona, o que mais deveria assustar é o que ainda não causa escândalo: a captura do poder pelo 0,1%, os juros abjetos, a emissão de dinheiro para os rentistas e entrega a eles da infraestrutura. Elementos para ir além da superfície e politizar o debate

No Outras Palavras

“Simplesmente os interesses dos muito ricos não são os mesmos que os interesses da nação.”
George MonbiotThe Guardian, 2022

O escândalo do Banco Master anima muito o debate. Em ano eleitoral, tentar colar a etiqueta de corrupto no opositor político faz parte do tiroteio, em particular porque, para as pessoas desinformadas, a etiqueta permite substituir a informação e o raciocínio. Ao longo da minha vida de economista, me dei conta de que quando gritam “pega ladrão” em geral vale a pena olhar para quem está gritando. No caso presente, é evidente que, quando um governo combate a corrupção, ela vem à tona, porque é revelada, enquanto o governo corrupto que a gerou e tolerou fez o tema sumir do mapa.

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