1º turno das eleições de 2026 é marcado por metamorfoses, tecnonepotismo e insatisfação. Entrevista especial com Tatiana Vargas-Maia e Ricardo Costa de Oliveira

Pesquisadores comentam dados iniciais do pleito e tendências para o 2º turno

IHU

O resultado do primeiro turno das eleições “é muito significativo para compreender as metamorfoses do eleitorado brasileiro contemporâneo”, avalia a historiadora e cientista política Tatiana Vargas-Maia. Para ela, a chegada de Flávio Bolsonaro ao segundo turno das eleições com 47,03% dos votos e a ampliação da presença do PL no Senado revelam “a coexistência de leituras diferentes e antagônicas do país”. “Uma parcela significativa do eleitorado”, enfatiza, “reconhece avanços econômicos e sociais do atual governo, mas há outra parcela para a qual esses avanços não necessariamente se traduziram em uma percepção positiva da própria vida”.

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Parlamentares do Tocantins e os povos: votos e ações contra os direitos indígenas

Neste domingo (4) acontecem as eleições gerais. O contexto indígena em Tocantins denuncia uma atuação parlamentar que evidencia um histórico descaso para efetivação dos direitos indígenas

Por Ivanilda Torres dos Santos, Secretária Adjunta do Cimi

A bancada do Tocantins no Congresso Nacional representou, historicamente, os interesses da elite ruralista do estado. Na atual legislatura (2023-2027), os oito deputados e os três senadores do Tocantins são de partidos de direita e de extrema direita: dois parlamentares do Republicanos, dois do PL, um deputado do PP, dois parlamentares do União Brasil, um deputado do Podemos, um do MDB, um do PSDB e um senador do PSD. Esses oito partidos responderam, juntos, por 89% dos votos contrários aos povos indígenas registrados na Câmara dos Deputados e no Senado entre 2019 e 2026, segundo a Plataforma Congresso Anti-Indígena, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi).

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Eleições 2026: disputa entre Lula e Flávio segue no segundo turno

Flávio Bolsonaro (PL) liderou o primeiro turno alcançando 47,14% dos votos válidos (55.925.524 votos válidos). Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou em segundo lugar com 45,03% dos votos válidos (53.418.214 votos). Outros candidatos somaram menos de 3%: Augusto Cury (2,90%), Renan Santos (2,25%) e Ronaldo Caiado (2,19%) dos votos válidos

Por Amazônia Real

Manaus (AM) – Com mais de 99% das urnas apuradas neste domingo (4), o resultado do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta a definição das Eleições 2026 à Presidência da República para o segundo turno, previstas para 25 de outubro, entre os candidatos, à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e Flávio Bolsonaro (PL).

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Eleições 2026: mais de 73 mil indígenas foram às urnas no Amazonas

Na Terra Indígena Kwatá-Laranjal, localizada no município de Borba, no sul do Amazonas, mais de 2 mil eleitores enfrentaram falta de energia elétrica, mas as urnas eletrônicas funcionaram com baterias. O restabelecimento do serviço ocorreu às 14h17 (no horário de Manaus)

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) – Em todo o país, 287.157 indígenas eram esperados a comparecer aos locais de votação, neste domingo (4), nos territórios do país, sendo que no Estado Amazonas são mais de 73 mil eleitoras e eleitores, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). 

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Adaptação climática é por conta própria no Amazonas

Enquanto o governo estadual elabora o plano de adaptação climática, comunidades indígenas e ribeirinhas criam estratégias independentes, e com os próprios recursos, para enfrentar a seca e calor agravados pelo ‘Super El Niño’. Eles também sentem os impactos dos crimes ambientais dos desmatamentos, das queimadas e da fumaça tóxica, no entorno de Manaus e na região sul do estado – área de influência da BR 319

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) – No Amazonas, para comunidades indígenas e ribeirinhas que já convivem com a intensificação da seca dos rios e o calor extremo desde o mês de setembro, adaptar a rotina em tempo de El Niño deixou de ser uma questão para o futuro. A mudança do clima na aldeia Jacaré, na Terra Indígena (TI) Kwatá-Laranjal, no município de Borba, no sul do estado, e na comunidade Lago do Jatuarana, na zona rural de Manaus, reflete na forma de produzir seus alimentos, navegar nos rios, buscar água e organizar a vida coletiva. 

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Coração, bate e combate! Por Hugo Souza

No A Terra é Redonda

“Desata nas veias a primavera!
Coração, bate e combate!
O peito — bronze de guerra”.
(“Nossa marcha”, de Maiakovski)

No Come Ananás

“Eu tô com raiva! Adoraria fazer um programa sentando o cacete!”, esbraveja Duda Mendonça ao lado de Lula da Silva, sentados lado a lado em uma mesa onde havia apenas um cinzeiro para a cigarrilha de tabaco escuro. Atrás, uma enorme bandeira do Brasil. Logo em seguida seria gravada uma peça de propaganda eleitoral.

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A dimensão geopolítica da eleição brasileira. Por Paulo Nogueira Batista Jr. 

A eleição de 2026 combina a candidatura competitiva de Flávio Bolsonaro com uma nova fase agressiva da política externa dos EUA, colocando a soberania brasileira em risco inédito

No A Terra é Redonda

“Os Estados Unidos serão o primeiro país a passar da barbárie à decadência
sem conhecer a civilização” (Profecia atribuída a Georges Clemenceau).

A soberania brasileira corre um risco inédito na nossa história como nação. Estamos vivendo a eleição mais perigosa de todos os tempos por causa da conjunção de dois fatores: a candidatura competitiva de Flávio Bolsonaro e a nova fase da política internacional dos Estados Unidos.

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Levantamento aponta um caso de violência política a cada 37 horas durante campanha de 2026

Monitoramento exclusivo da Pública por 17 dias chegou a 11 casos cujos agressores são, na maioria, agentes de segurança

Por Marcelo Oliveira | Edição: Ludmila Pizarro, Agência Pública

Noite de 12 de setembro de 2026, Jaraguá do Sul, Santa Catarina. Um grupo de militantes de esquerda se reúne em uma casa após uma atividade política na cidade. Integra o grupo a advogada Fernanda Klitzke, candidata à suplente na chapa de Décio Lima (PT) ao Senado. Vizinhos chamam a Polícia Militar (PM), reclamando de barulho. 

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A eleição dos desafetos. Por Eugênio Bucci

No A Terra é Redonda

A rejeição é uma parede sólida que finca alicerces no nosso marco civilizatório. A hostilidade raivosa contra o presidente mal dissimula seus traços de patriarcalismo, de intolerância à visibilidade pública da pobreza e de preconceito de cor

1.

A frase foi escrita por Baruch Espinosa (ou, se você preferir, Benedictus de Spinoza), no livro Ética: “Quem imagina que aquilo a que odeia é destruído, se alegrará”. É a proposição de número 20 da parte terceira desse clássico essencial. Isso mesmo: o ódio alegra os viventes.

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Dos clubes de tiro ao poder: segmento de armas injeta mais de R$ 1,2 milhão nas eleições

Empresários do setor doaram para 96 candidatos – PL, Republicanos e Novo lideram recebimento de recursos

Por Lucas Santos | Dados: Álvaro Justen | Edição: Ana Magalhães, Agência Pública

O mercado do tiro participa das eleições financiando campanhas e lançando candidatos próprios, enquanto alguns parlamentares eleitos defendem suas pautas no Congresso. Empresários de clubes de tiro e fabricantes, comerciantes e importadores de armas despejaram pelo menos R$ 1,2 milhão na campanha deste ano, revela cruzamento de dados feito pela Agência Pública. 

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