Como Flávio abafaria o caso Master

Novo acordo “com o Supremo, com tudo” seria possível. O bolsonarismo formou maioria no Congresso e visa pautar o impeachment de ministros do STF para, assim, pressioná-los a engavetar o escândalo de corrupção. Mas sabe: sem a Presidência, o plano não vingará

Por Diogo Comitre, em Outras Palavras

As eleições do dia 04 de outubro de 2026 foram marcadas por uma votação expressiva em políticos do Partido Liberal (PL), o qual se consolidou como a maior bancada do Congresso Nacional. Para termos uma ideia, o partido terá um terço do total de vagas do Senado, sendo que dos 81 senadores a ampla maioria será alinhada com as pautas da extrema-direita, enquanto que apenas 15 serão da esquerda.

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Saúde e soberania digital: dois caminhos na eleição

Com Flávio Bolsonaro, submissão às Big Techs e entrega dos dados dos brasileiros aos EUA. Com Lula, uma janela para construir a infraestrutura nacional que pode assegurar um SUS forte e mais acessível à população. O professor Sérgio Amadeu analisa o cenário

Por Sophia Vieira, em Outra Saúde

A interferência da empresa Meta em prol do candidato ultradireitista Flávio Bolsonaro marcou a última semana das eleições presidenciais de 2026 no Brasil. A big tech alegou que “problemas técnicos” restringiram o engajamento da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas redes sociais. 

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Quando as multidões tornam-se sujeito político

No segundo turno, as ruas deram nova vida a uma campanha antes cinzenta. Tudo muda, agora. Se vencermos, Lula precisará apoiar-se nas maiorias, e fazer as mudanças de rumo necessárias. No pior caso, haverá oposição ferrenha a Flávio. Falta, agora, romper com velhas concepções políticas

Por Inesc

Vivemos num tempo onde “tudo que é sólido se desmancha no ar”. Esta frase escrita no Manifesto Comunista por Marx e Engels pode ser a síntese política perfeita para o momento que estamos vivendo no mundo. Vivemos num tempo da pós-verdade, onde o que importa é o que o cada indivíduo acha, mesmo que isso signifique negar os fatos e a realidade. Esta subjetividade construída principalmente pelo neoliberalismo anula qualquer possibilidade de se ter projetos mais coletivos, mais solidários, mais afetivos e, portanto, democráticos.

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Por uma pedagogia da coragem. Por Roberto Rafael Dias da Silva*

Direita busca extinguir a autonomia pedagógica e o encontro com a diferença. Submete o trabalho docente à insegurança constante, e a escola à hipervigilância. Nestas eleições, educar é também sustentar, com esforço coletivo, a possibilidade de que o mundo possa ser diferente

Em Outras Palavras

Na reta final das eleições nacionais, gostaria de conversar com os professores e com as professoras sobre uma tarefa que considero urgente: recuperar a coragem como dimensão pedagógica e política. Em uma sociedade atravessada por tantos medos, precisamos voltar a imaginar uma escola em que o medo não seja o afeto predominante. Uma escola em que ensinar não signifique apenas responder a exigências, administrar riscos ou proteger-se de ameaças. Afinal, que possibilidades educativas podemos construir quando o medo passa a organizar nossas relações com o mundo?

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A “última dança” e a sua necessidade de virar um voto. Por Vítor Peruch

Pode ser a última eleição de Lula, e a pergunta não é o que ele precisa, mas em que lugar da história cada um de nós vai estar

Na Página do MST

Há quem passe pela história sem perceber. Outros têm o privilégio de saber, ainda em vida, que ela está passando por eles. Este sábado é desses dias.

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Cruz Sem Males chega ao acampamento Che Guevara e marca preparação para a 37ª Romaria da Terra e das Águas

Celebração em União dos Palmares (AL) reuniu famílias camponesas e organizações em um momento de fé, memória e esperança na conquista da terra e da moradia

Por Lara Tapety | CPT Alagoas

A chegada da Cruz Sem Males ao acampamento Che Guevara, acompanhado pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), marcou, no dia 15 de outubro, a preparação para a 37ª Romaria da Terra e das Águas em Alagoas. A celebração reuniu famílias acampadas e integrantes da organização da romaria. 

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Entre a ameaça de retrocessos e a luta por direitos

Se os avanços obtidos pelos povos indígenas durante o governo Lula ficaram aquém dos esperados, a gestão de Bolsonaro representou um dos períodos mais graves de ataques aos direitos originários. A situação dos Yanomami, marcada pela fome, pela violência e pela disseminação de doenças, tornou-se símbolo dessa política de abandono. De olho no que foram esses dois últimos mandatos presidenciais, Roberto Liebgott e Ivan Cesar Cima, do Conselho Indigenista Missionário (Cimi), analisam em artigo do especial Lula × Bolsonaro 2026 o que está em jogo para os povos indígenas do Brasil na votação do dia 25 de outubro.

Por Roberto Liebgott e Ivan Cesar Cima, no Le Monde Diplomatique*

A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva, em 2022, abriu a possibilidade de interromper a ofensiva contra os direitos dos povos indígenas e reconstruir políticas públicas desestruturadas pelo governo anterior. A criação do Ministério dos Povos Indígenas (MPI), a nomeação de indígenas para espaços de decisão e a retomada de ações de fiscalização representaram mudanças importantes.

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Aluno da UFRN espancado em protesto envolvendo Girão: “Não tem alternativa senão a luta”

Estudante foi alvo durante “Protesto UFRN Anti-Lula”, de grupo ligado a secretário de gabinete do deputado bolsonarista

Por Cecília Melo | Edição: Ed Wanderley, Agência Pública

Quando chegou na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no fim da tarde da segunda-feira (19), Henrique Neiva não sabia que terminaria o dia em um exame de corpo e delito, com hematomas pelo corpo e um dente fraturado. O estudante de 28 anos fez parte do grupo que tentou resistir ao avanço de um protesto organizado pelo perfil “Endireita RN” no grupo de WhatsApp “UFRN Anti Lula”, administrado pelo secretário do gabinete do deputado federal General Girão (PL-RN), Allison Lobato. O parlamentar Girão esteve envolvido na ação junto à vereadora de Natal recentemente eleita deputada estadual Camila Araújo (PL-RN).

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O esquema da pandemia da covid-19, segundo a CPI: Justiça Global lança relatório no marco dos 5 anos da comissão

Relatório da Justiça Global reconstitui os trabalhos da CPI da Covid e mostra o que aconteceu cinco anos depois: 716.626 mortes, 80 pedidos de indiciamento e nenhuma condenação.

Na Justiça Global

Em 26 de outubro de 2021, o Senado Federal aprovou o relatório final da CPI da Pandemia. Cinco anos depois, a Justiça Global publica “A Pandemia que não acabou: a CPI da Pandemia e a gestão da covid-19 no Brasil”, relatório de 264 páginas que reúne depoimentos, documentos e conclusões da comissão após 69 reuniões e registra o que ocorreu depois dela. O dado é devastador: a pandemia deixou 716.626 mortes registradas no país entre 2020 e 2025, segundo os painéis oficiais de monitoramento, e a organização não tem notícia de condenação criminal de agentes públicos com base nas conclusões da CPI.

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Mãe Bernadete: Júri condena quarto acusado a 23 anos de prisão

Líder quilombola foi brutalmente assassinada em agosto de 2023

Felipe Pontes – repórter da Agência Brasil

O tribunal do Júri da Comarca de Salvador condenou Sérgio Ferreira de Jesus a 23 anos e nove meses de prisão por seu envolvimento no assassinato da líder quilombola e ialorixá Maria Bernadete Pacífico Moreira, a Mãe Bernadete. Ele é o quarto condenado por envolvimento com o crime.

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