A ultradireita contra os direitos: Exame de uma estratégia

Na oposição, eles se dizem antissistema. No poder, investem contra as maiorias. Artifício para transitar entre os dois pontos: produzir divisão entre os de baixo, escolhendo alvos como as feministas, os indígenas, os dissidentes de gênero e os muito empobrecidos

Por Reinaldo Dias*, em Outras Palavras

O relatório global de 2025 e 2026 da Anistia Internacional descreve um processo de desintegração dos direitos humanos em diferentes partes do mundo. Nos Estados Unidos, o segundo governo de Donald Trump converteu essa tendência em programa explícito ao intensificar a perseguição aos imigrantes, eliminar políticas federais de diversidade e restringir mecanismos de proteção de grupos historicamente discriminados. Na Europa, partidos de extrema-direita ampliam sua influência sobre as políticas migratórias e os direitos das mulheres e da população LGBTQIA+. No Brasil, o fim do governo de Jair Bolsonaro não encerrou o bolsonarismo, que preserva força parlamentar e capacidade para impor propostas contrárias aos direitos sociais, territoriais e civis.

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‘Votar pelo projeto que busca enfrentar a crise ambiental’: MST começa mutirão com plantio de árvores e mobilização para as eleições

Desde sábado, sem terra e assentados se mobilizam para garantir uma agenda ambiental nos próximos quatro anos

MST

Desde este sábado (19) e até dia 3 de outubro, véspera do primeiro turno das eleições, acontece o Mutirão em Defesa da Natureza e da Democracia, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST). Em uma eleição em que estão em disputa dois projetos antagônicos de país, a mobilização prevê plantio de árvores, doação de mudas, formação política e agroecológica e campanha eleitoral na rua, nos assentamentos e nos acampamentos por todo o país.

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MST debate El Niño e aponta agroecologia como resposta à crise climática

Formação do MST sobre os impactos do El Niño reuniu ciência, agroecologia e organização popular para discutir um cenário de extremos climáticos, os limites das políticas de adaptação e os caminhos para proteger a produção de alimentos

Por Vítor Peruch, na Página do MST

Se o futuro parece distante, o clima tratou de trazê-lo para o presente. Na Amazônia, lagos chegaram a temperaturas capazes de matar dezenas de botos em poucas horas. No campo, secas, enchentes, incêndios e ondas de calor já alteram calendários de plantio, destroem lavouras e pressionam a produção de alimentos.

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Da grilagem ao lítio: 176 anos depois, disputa pela terra ainda expõe projeto de país

Lei de Terras de 1850 consolidou a concentração fundiária no Brasil; no Pontal do Paranapanema, regularização de áreas públicas griladas pelo governo Tarcísio reacende disputa que pode favorecer interesses do agronegócio e da mineração

Por Vítor Peruch, na Página do MST

A Lei de Terras de 1850 não criou a concentração fundiária brasileira, mas deu forma legal a uma estrutura de apropriação de terras que já vinha sendo construída desde o período colonial. Para Gerson Oliveira, geógrafo, educador e militante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), aquele momento consolidou uma escolha pelo latifúndio que atravessaria a história brasileira.

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TRF-1 suspende reintegração de posse em área reivindicada pelos povos Akroá Gamella e Gueguê do Sangue no PI

Decisão considera possibilidade de sobreposição com territórios tradicionalmente ocupados e determina suspensão até julgamento de recurso da DPU

Cimi Nordeste

A desembargadora federal Rosana Noya Alves Weibel Kaufmann, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1), suspendeu os efeitos de uma ordem de reintegração de posse que determinava a retirada de indígenas de uma área localizada no Loteamento Novo Paraíso, em Uruçuí, no Piauí. A decisão, assinada em 11 de setembro de 2026, atende parcialmente a um pedido da Defensoria Pública da União (DPU) e mantém suspensa a medida até o julgamento do recurso.

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Encontro em Bogotá debate justiça climática e direitos dos povos indígenas; lideranças participam de intercâmbio

Lideranças indígenas e organizações da Amazônia, incluindo representantes indígenas e do Cimi, discutem justiça climática, direitos territoriais e financiamento ambiental

Cimi

O Seminário Internacional sobre Justiça Climática e Povos Amazônicos reuniu lideranças indígenas, pesquisadores e representantes de organizações da sociedade civil nos dias 15 e 16 de setembro, na Universidade Nacional da Colômbia, em Bogotá. O encontro discutiu direitos humanos, financiamento climático e governança indígena, com participação de representantes do Brasil, da Colômbia e do Peru.

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Minerais críticos para quem? Uma leitura acerca da nova política mineral e a sua relação com a Consulta Prévia

Nova política mineral amplia incentivos a grandes empreendimentos e levanta questões sobre direitos territoriais, consulta prévia e impactos sobre povos e comunidades

Por Roberto Liebgott, no Cimi Regional Sul

A Lei nº 15.506 foi sancionada pelo presidente da República em 16 de setembro de 2026 e institui a Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE), sob o argumento da soberania nacional, da transição energética, do desenvolvimento tecnológico e da industrialização. Para isso, cria uma ampla estrutura de incentivos, financiamento e facilitação de empreendimentos voltados à pesquisa, à exploração, à transformação e à industrialização desses minerais. Mas uma pergunta precisa acompanhar a leitura da nova legislação: minerais estratégicos para quem? E a serviço de qual projeto de desenvolvimento?

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Cimi divulga posicionamento do Seminário Nacional de Formação e alerta para ameaças à democracia e aos direitos indígenas

Documento denuncia a interferência estrangeira no processo eleitoral brasileiro e convoca a sociedade a rejeitar, nas urnas, o projeto da extrema direita

Cimi

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) tornou público o posicionamento aprovado durante o seu Seminário Nacional de Formação, realizado de 14 a 17 de setembro, em Luziânia (GO). Em meio ao contexto eleitoral, a organização afirma que se viu impelida, por sua missão em defesa da vida, a se manifestar diante das graves ameaças à soberania e à democracia, da violência que se reproduz nos territórios e dos contínuos e orquestrados ataques aos direitos dos Povos Indígenas.

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As mutações da Vale

O setor de mineração, no polo de alumínio, da bauxita à alumina, está se ‘desnacionalizando’ gradativamente, como relata Lúcio Flávio Pinto. Ele afirma que ‘tem sido uma mudança discreta e pouco debatida, sem uma visão de conjunto das atividades dessas multinacionais”. Leia o artigo.

Por Lúcio Flávio Pinto, da Amazônia Real

A Mineração Rio do Norte foi o primeiro dos “grandes projetos” a entrar em operação na Amazônia, em 1979. Sete anos antes, a Alcan, multinacional canadense, que era a única proprietária do minério, decidiu suspender a implantação do projeto, alegando falta de atratividade no mercado mundial de bauxita. O governo brasileiro interveio e a – ainda estatal na época – Companhia Vale do Rio Doce assumiu o controle da empresa. Hoje, a MRN é a maior produtora de bauxita do Brasil e a terceira principal no mundo.

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Mineradora ré por garimpo ilegal na Amazônia abasteceu indústria bélica dos EUA

White Solder, acusada de integrar esquema criminoso na TI Yanomami, forneceu estanho para empresas com contratos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos; Mineradora brasileira declarou compras de matéria-prima de áreas sem indícios de atividade minerária, aponta Greenpeace

Por Murilo Pajolla e Isabel Harari | Edição Poliana Dallabrida, em Repórter Brasil

UMA MINERADORA ré por suspeita de integrar um esquema de garimpo ilegal na Terra Indígena Yanomami, em Roraima, já exportou estanho a empresas norte-americanas com contratos com o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

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