El Niño no RS: probabilidade de cheias é dobrada, mas há incerteza sobre a magnitude do fenômeno climático. Algumas análises

Pesquisadores refletem sobre possíveis riscos e efeitos do El Niño em 2026 à luz das enchentes de 2024 e das ações realizadas pelo poder público nos últimos dois anos

Por Patricia Fachin, IHU

Dois anos depois da maior enchente registrada no Rio Grande do Sul, a previsão de novas cheias por causa do El Niño está causando apreensão na população gaúcha. Qual será a magnitude de um possível evento extremo e se o estado está preparado para enfrentar os efeitos desse fenômeno climático neste ano são duas das perguntas que inquietam as pessoas, particularmente aquelas que foram amplamente atingidas em 2023 e 2024.

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PF, Ibama e Funai combatem garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó

Operação Xapiri Mebêngôkré inutilizou 32 escavadeiras hidráulicas, 23 motores, mais de 10 mil litros de combustível, bem como estruturas utilizadas para viabilizar a atividade ilegal

Polícia Federal

A Polícia Federal, em ação conjunta com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e com o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), participou, nos dias 17 e 18/6, da Operação Xapiri Mebêngôkré, com o objetivo de combater o garimpo ilegal na Terra Indígena Kayapó, localizada no Sul do Pará.

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A pedido do MPF, TRF1 mantém disputa territorial de ilha fluvial no Pará na esfera federal

Decisão reconheceu erro de localização que levou à remessa do processo para Justiça estadual; ação envolve ribeirinhos e empresa privada em Belém

Procuradoria Regional da República da 1ª Região

O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF1) acolheu recurso do Ministério Público Federal (MPF) e determinou que a ação de posse envolvendo a Ilha Santo Antônio, em Belém (PA), seja analisada pela Justiça Federal. Em caráter liminar, o Tribunal suspendeu decisão da primeira instância que havia determinado a remessa do processo para a Justiça estadual.

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Desertos verdes e os conflitos ocultos da economia da celulose

Quando a monocultura substitui ecossistemas complexos, reduz a variedade de habitats, altera a composição da fauna e da flora e compromete relações ecológicas

por Reinaldo Dias, no EcoDebate

Os chamados desertos verdes avançam sobre territórios rurais substituindo ecossistemas diversos, formas de produção de alimentos e paisagens socialmente ocupadas por extensas áreas homogêneas de eucalipto. Esse modelo concentra terras e decisões econômicas, pressiona recursos hídricos, reduz habitats, ameaça polinizadores, fragiliza a agricultura familiar e subordina municípios inteiros às necessidades de uma cadeia industrial voltada prioritariamente à exportação. Sob a aparência de uma cobertura vegetal contínua, instala-se uma organização territorial comandada por poucas grandes corporações, na qual a diversidade ecológica e produtiva cede espaço à uniformidade exigida pela produção de celulose. O eucalipto, isoladamente, não constitui o problema. Sua madeira possui múltiplas aplicações na fabricação de papel, móveis, materiais de construção e energia, além de poder reduzir, em determinadas condições, a exploração direta de florestas nativas. Os efeitos socioambientais graves surgem quando essa utilidade é incorporada a um modelo de monocultura em larga escala, espacialmente uniforme e concentrado, que destina extensas áreas às necessidades da indústria da celulose, reduzindo a diversidade de usos da terra e ampliando o controle de grandes empresas sobre o território.

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Cem anos da Questão Meridional, de Gramsci

por Theófilo Rodrigues e Rita Matos Coitinho, no blog da Boitempo

O ano de 2026 marca o centenário de um clássico da literatura marxista. Trata-se de “Alguns temas da questão meridional”, artigo redigido por Antonio Gramsci entre setembro e outubro de 1926, pouco antes de sua prisão pelo regime fascista de Mussolini em 8 de novembro daquele ano. O texto foi escrito em um contexto de ascensão do fascismo e refluxo das lutas operárias italianas, quando o dirigente comunista buscava compreender os limites históricos da unificação nacional e as dificuldades para a construção de uma hegemonia revolucionária na Itália.

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Os impérios também assinam rendição. Por Antonio Martins

Por que o cessar-fogo assinado ontem põe em dúvida o poder militar dos EUA e a hegemonia do Ocidente. Como a guerra desnudou a ultradireita e seu projeto de supremacismo. O que a América Latina, agora alvo de Washington, pode aprender

Por Antonio Martins, em Outras Palavras

Em julho de 2025, o analista político chinês Victor Hao olhou para o projeto de Donald Trump e traçou um paralelo histórico que provocou surpresa. O esforço do presidente dos EUA para superar, por meio de um choque, o prolongado declínio de seu país poderia ricochetear de forma tão dramática — previu ele — como o de Mikhail Gorbachev para reformar o combalido sistema soviético. Trump seria, na profecia de Hao, o coveiro do império americano e da hegemonia do Ocidente. Onze meses depois, em 17 de junho de 2026, o presidente dos EUA assinou no Palácio de Versalhes, sob o olhar impávido de Emmanuel Macron, um acordo de cessar-fogo com o Irã. Negociações mais extensas, envolvendo as capacidades nucleares de Teerã e as indenizações a serem pagas por Washington, começarão em 19/6, na Suíça. Tudo ainda é provisório, frágil e sujeito a abalos (em especial, de sabotagens de Israel). Mas tornou-se impossível não lembrar de Hao, por três motivos complementares.

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Missão Josué de Castro: qual o futuro do combate à fome?

Com a insegurança alimentar em foco, vozes do campo e da cidade reúnem-se em Brasília para debater a contradição brasileira. A partir de relatos de diversos territórios, organizações articulam nova plataforma política para fortalecer a agroecologia

Por Kauany Rocha, em Outras Palavras

Realizado nos dias 1, 2 e 3 de junho, o I Encontro Nacional para a Transformação dos Sistemas Agroalimentares, promovido pela Missão Josué de Castro em parceria com a Fundação Banco do Brasil (FBB), reuniu mais de 10 organizações nacionais em Brasília, integrando movimentos populares, lideranças sindicais e representantes de instituições públicas. A escolha da capital federal como sede buscou dar visibilidade institucional às discussões realizadas nos três dias. O evento, realizado no auditório da Associação de Docentes da Universidade de Brasília (ADUnb) unificou vozes do campo e da cidade em torno de debates acerca da importância da valorização da agricultura familiar para o combate à fome no país.

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Lições de Paulo Freire contra as fake news

Produzir mentiras é muito mais fácil do que educar – e as pessoas as “engolem”, temendo parecer idiotas. Talvez seja preciso resgatar a pedagogia anti-autoritária e humana do educador, sensível ao Outro que é inferiorizado e acossado pela ultradireita

Por Leonardo Bernardes*, em Outras Palavras

Mais uma eleição se aproxima e a esquerda se vê de novo na tarefa de desmentir as falsidades da extrema-direita, como Sísifo a rolar eternamente sua pedra. À esquerda falta a consciência de uma assimetria fundamental que pode ser formulada em termos simples: enganar é mais fácil do que educar. Educar é mais difícil, porque para se deixar educar é preciso uma virtude que só pode nascer numa cultura radicada em perspectivas filosóficas: a virtude de ser capaz de aceitar a própria ignorância.

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Nota técnica: julgamento do STF que inicia nesta sexta pode consolidar “grave esvaziamento” dos direitos territoriais indígenas

Cimi destaca os pontos mais críticos para os direitos indígenas em debate neste julgamento, que avalia os embargos nas ações que tratam da constitucionalidade da Lei 14.701/2023

Cimi

Nesta sexta-feira (19), o Supremo Tribunal Federal (STF) volta a julgar os recursos relacionados à Lei 14.701/2023, conhecida como Lei do Marco Temporal e, com isso, poderá redefinir os rumos dos direitos territoriais indígenas no Brasil. A lei, promulgada pelo Senado Federal em dezembro de 2023, cria entraves que barram as demarcações de terras indígenas (TIs) e facilitam a sua exploração econômica por não indígenas.

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Projeto de Lei sobre abuso policial da força é rejeitado por “bancada da bala” na Câmara

Proposta é baseada em morte de mulher de 31 anos, baleada por uma PM sem reagir à abordagem, em São Paulo

Por Duda Sousa | Edição: Ludmila Pizarro, em Agência Pública

A morte de Thawanna Salmázio, de 31 anos, baleada por uma policial militar durante uma abordagem na zona leste de São Paulo, no dia 3 de abril, repercutiu no Congresso Nacional. Ele serviu de base para o Projeto de Lei (PL) 1750/2026, que propõe aumentar a pena para homicídios praticados por agentes de segurança pública em situações de uso excessivo da força.

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