No centenário de Milton Santos, artigo reflete como a ideia de lugar fortalece acampamentos e a defesa da agroecologia no campo
Por Rosa Negra*, da Página do MST
Neste 3 de maio de 2026, o Brasil celebra o centenário de Milton Santos (1926-2001), um dos maiores geógrafos que o mundo já viu. Nascido em Brotas de Macaúbas, no sertão baiano, ele construiu um pensamento que nunca se acomodou na neutralidade fria da academia. Preferiu, em vez disso, mergulhar nas lutas populares. Sua obra, reconhecida internacionalmente, serve de base tanto para estudos sobre transformação estrutural quanto para a própria resistência social. Formado em Direito, mas apaixonado pela geografia, Milton abalou as estruturas da disciplina. Ele demonstrou que a urbanização não era sinônimo de progresso e que a globalização não era um destino inevitável. Durante os anos de chumbo da ditadura civil-militar, partiu para o exílio e espalhou suas ideias pela Europa, África e América do Norte, plantando o pensamento crítico em diversas universidades.
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