Num encontro obscuro com 60 governos, Trump lança nova cruzada. Ingredientes: ampliar guerra cultural conservadora, suscitar fantasmas como a Internacional Antifa e implodir direito internacional. Objetivo: eternizar direita na América Latina
Por Eduardo Giordano, no El Salto | Tradução: Rôney Rodrigues, em Outras Palavras
Um olhar rápido sobre o mapa político da América Latina mostra que a maioria dos países da região, sobretudo os andinos, deu um giro recentemente à extrema-direita, precedendo ou em seguida à eleição de Donald Trump nos Estados Unidos. Desde a América Central até a Terra do Fogo, praticamente todos os países atravessados pela cordilheira dos Andes – que somam uma área conjunta de oito milhões de quilômetros quadrados, equivalente à do Brasil – passaram a ter governos com acentuado viés direitista e, em quase todos os casos, decididamente ultradireitista. O processo começou com a eleição de Javier Milei na Argentina, mas acelerou-se nos últimos meses com as eleições da Bolívia, Chile, Peru e Colômbia. Na América do Sul, apenas Brasil e Uruguai resistem a submeter-se às políticas de segurança coercitivas dos novos profetas do populismo ultraconservador.
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