Manual padroniza captura de dados sobre feminicídios

Júlio Pedrosa, Fiocruz Amazônia

A Fiocruz passa a disponibilizar de forma gratuita o acesso à versão digital do Manual de Uso do Vigifeminicídio – Padronizando e sistematizando a captura e o armazenamento inteligente de dados sobre assassinatos femininos. O Manual é a referência da estratégia de atuação da Rede de Observatórios de Vigilância Digital e Prevenção ao Feminicídio. Com 150 páginas, a publicação tem por finalidade sistematizar e padronizar o processo de captura, coleta e armazenamento de dados, garantindo transparência, consistência e reprodutibilidade ao processo de coleta de dados sobre assassinatos femininos da estratégia Vigifeminicídio.

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TJ-PR rejeita pedido do ruralista Marcos Prochet de mudança de local de julgamento do assassinato de camponês

Em um caso marcado por três décadas de impunidade, o ex-presidente da UDR teve três condenações por júri popular anuladas. Prochet foi condenado como autor do disparo que vitimou Sebastião Camargo. Novo júri está marcado para 28 de maio 

Na Terra de Direitos

A 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) decidiu, por unanimidade, em manter em Curitiba (PR) o 4º júri popular de julgamento do ex-presidente da União Democrática Ruralista (UDR) do Paraná, Marcos Prochet, pelo assassinato do camponês Sebastião Camargo. A decisão foi publicada no último dia 12. O júri está agendado para dia 28 de maio, em Curitiba.

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Relatora da ONU denuncia que Israel pratica torturas sistemáticas contra palestinos como parte do genocídio

O novo relatório da relatora da ONU alerta para o projeto israelense de “destruição social contra os palestinos” e pede que três ministros israelenses sejam investigados como responsáveis pela tortura como política de Estado.

No IHU

Apesar das sanções dos Estados Unidos contra ela, a relatora das Nações Unidas para a Palestina, Francesca Albanese, continua cumprindo o mandato atribuído ao seu cargo e apresentou nesta segunda-feira, no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, seu novo relatório sobre a situação nos Territórios Palestinos Ocupados. O anúncio ocorreu após sua participação em uma conferência sobre a perseguição sofrida por defensores dos direitos humanos e membros do Tribunal Penal Internacional por parte de Washington.

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De Dilma a Lula 3, Comissão da Mulher na Câmara teve presidentas com ideologias diversas

Em 10 anos, comitê teve líderes de esquerda e de direita; especialista vê jogo eleitoral em críticas a Erika Hilton

Por Ludmila Pizarro, Maira Escardovelli, Rafael Custódio, Wanessa Celina, Agência Pública

Desde que foi instituída em 2016, a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher na Câmara Federal serviu como espaço para barrar projetos que tirariam direitos para mulheres, mas também para avançar propostas importantes, seja sob governos de esquerda, centro ou direita. Nestes 11 anos, foram dez presidentas, sendo que os partidos MDB, PSDB, PT e PSOL tiveram duas representantes entre elas. O PSD teve uma única representante, mas que presidiu a comissão por dois anos seguidos e o PL contou com uma gestão. Abaixo a Agência Pública apresenta um perfil dessas parlamentares.

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Por que os rompimentos de barragens não foram acidentes?

Pensar em Saúde Única inclui observar a legislação e as formas de organização política de uma sociedade. Os desastres ambientais de Mariana e de Brumadinho são prova de que a integração entre todas as dimensões da saúde e do meio ambiente é necessária para que o país não seja transformado em uma grande paisagem do medo

Angela Terumi Fushita, Thiago Bueno de Araujo e Fábio Leandro da Silva, Le Monde Diplomatique

Em 5 de novembro de 2015, ocorreu um dos maiores crimes ambientais da história do Brasil: o rompimento da barragem do Fundão, em Mariana (MG). Mais do que um desastre ambiental, trata-se de um crime socioambiental de grandes proporções, que resultou na perda de 19 vidas, no assoreamento de centenas de quilômetros do Rio Doce e na contaminação de ecossistemas fluviais e marinhos. Poucos anos depois, em 25 de janeiro de 2019, o rompimento da barragem em Brumadinho reafirmou o caráter estrutural e recorrente desse modelo de exploração mineral no país. Para além dos impactos ambientais e socioeconômicos, este evento é considerado um dos maiores acidentes de trabalho no Brasil, devido aos 272 óbitos.

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Big techs e eleições: a chance que o Brasil está perdendo

Domesticar a selvageria das plataformas é urgente, mas país hesita em dar um passo a mais. Significa construir um ecossistema informacional soberano, que combata a desinformação e resgate a internet. Alternativas livres como Fediverso, com apoio do Estado, estão disponíveis

Por Rafael Evangelista*, em ComCiência

Desde o 8 de janeiro de 2023, o dia da mais recente tentativa de golpe vivida pelo Brasil, as forças políticas deveriam ter uma preocupação muito clara e prioritária em mente. Qual seja, combater os fatores que levaram milhares de cidadãos a saírem de suas casas, viajarem por vezes milhares de quilômetros, acamparem por dias e participarem ativamente de atos de depredação do patrimônio público visando à (re)instauração de um regime não democrático no país. Nesse sentido, há uma vasta literatura sociológica apontando as redes sociais digitais, alimentadas com o que se convencionou chamar de desinformação, como o meio mais importante de arregimentação da massa golpista. Mesmo que se considerem importantes as manifestações de rua, durante e antes do período eleitoral de 2022, estas só aconteceram porque foram articuladas online – e muitas vezes alimentadas por mentiras.

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O “homem cancelado” como identidade política

Pesquisas identificam vertiginoso crescimento da machosfera brasileira. Reativos, não se deixam intimidar por acusação de misoginia. Convertem-na em “perseguição” e estabelecem novas redes de solidariedade. Fenômeno não se limita à extrema direita

Por Sara Goes e Paola Jochimsen, em Outras Palavras

Masculinidade em crise e novas solidariedades masculinas

Em novembro de 2025, um estudo conduzido por Julie C. Ricard e uma equipe de pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas revelou um retrato detalhado de um fenômeno que, durante muito tempo, foi tratado como subcultura marginal da internet. O levantamento identificou 85 comunidades da machosfera brasileira no Telegram, reunindo mais de 220 mil usuários e cerca de 7 milhões de conteúdos publicados desde 2015.

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Entidades “sem fins lucrativos”: parasitas no SUS?

Apresentando-se como representantes da sociedade civil que prestam serviços essenciais, elas são a face “suave” de uma privatização velada. Sua ascensão ocorre em paralelo ao renovado interesse empresarial em fazer negócio com o SUS. Será mesmo coincidência?

Por André Vianna Dantas*, em Outra Saúde

O público e o privado na saúde no Brasil e em Portugal: léguas a nos separar [excertos]

Brasil e Portugal fazem parte de um conjunto bastante seleto de países que possuem sistemas universais de saúde. Se particularizarmos o caso do Brasil, posicionado na periferia do capitalismo, a situação torna-se ainda mais especial. Tanto o Sistema Único de Saúde (SUS) brasileiro quanto o Serviço Nacional de Saúde (SNS) português resultaram de processos de luta social potentes e contemporâneos. O primeiro é produto do combate à ditadura empresarial-militar (1964-1985), que terminou por tomar o rumo de uma transição pactuada, pelo alto, e assumir a forma de uma redemocratização da vida política sem tocar nas estruturas de classes. O segundo originou-se de um processo revolucionário (1974-75), que pôs fim também a uma ditadura (neste caso, ainda, fascista e colonialista) e promoveu a ruptura da ordem então vigente, alterando significativamente as bases materiais da sociedade portuguesa – e, embora na sequência o processo tenha refluído, foi a Revolução que fundou e ‘temperou’ a democracia portuguesa (Loff, 2022; Secco, 2005).

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Memória e resistência: Assentamento Elizabeth Teixeira é oficializado na Paraíba após 64 anos de luta

Em um marco histórico para a reforma agrária no Brasil, 21 famílias camponesas tomam posse de terras na Fazenda Antas, berço das Ligas Camponesas, consolidando uma vitória contra décadas de violência no campo

Por Heloisa Sousa | CPT Nacional

Após mais de seis décadas de luta, acampados da comunidade Barra de Antas, berço da Liga das Lutas Camponesas na Paraíba, viram o sonho virar realidade. No dia 5 de fevereiro, as vinte e uma famílias da comunidade tomaram posse de onde hoje é o Projeto de Assentamento Agroextrativista Elizabeth Teixeira, localizado nos municípios de Sapé e Sobrado, na Paraíba. 

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Caso Volkswagen: CPT é habilitada na condição de “amicus curiae” para acompanhar ações individuais dos trabalhadores

por CPT Xinguara/PA

A Comissão Pastoral da Terra (CPT) deu mais um passo importante na luta por justiça no campo, ao se habilitar como amicus curiae em ações individuais movidas por trabalhadores contra a empresa Volkswagen. O caso remonta a graves denúncias de trabalho escravo contemporâneo na Amazônia.

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