“Você já precisou de duzentos reais no fim do mês?” Programa que busca assegurar presença de estudantes no ensino médio tem limites, mas abre, nas políticas educacionais, a perspectiva de garantir condições básicas a todos, ao invés de “premiar os melhores”
Por Roberto Rafael Dias da Silva, em Outras Palavras
A educação básica brasileira convive, historicamente, com um paradoxo difícil de ignorar: ao mesmo tempo em que se afirma como direito universal, produz trajetórias profundamente desiguais. Como é de nosso conhecimento, não se trata apenas de diferenças de desempenho escolar, mas de desigualdades estruturais que atravessam a vida dos estudantes e condicionam suas possibilidades reais de permanência e conclusão da escola. Este cenário adquire contornos mais visíveis no Ensino Médio, etapa em processo de democratização e alvo recorrente de reformas educacionais nas últimas duas décadas. (mais…)





