Retomada na TI Iguatemipeguá II é atacada por jagunços e DOF; seis Kaiowá e Guarani foram presos

Força Nacional foi acionada ainda na madrugada, mas não se dirigiu ao local durante ataques ou para intermediar situação com a polícia

Cimi

Na Terra Indígena (TI) Iguatemipeguá II, entre a noite deste sábado (25) e a madrugada deste domingo (26), um grupo Kaiowá e Guarani retomou um pedaço da Fazenda Limoeiro, limítrofe à Reserva Limão Verde e sobreposta ao tekoha – lugar onde se é – Tapykora Korá, na região dos municípios de Amambai e Coronel Sapucaia, no Mato Grosso do Sul. A retomada está ligada a eventos ocorridos no ano passado, abrangendo o retorno de famílias Kaiowá e Guarani aos territórios tradicionais reivindicados na área reivindicada da TI.

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Reforma Tributária: brecha ameaça recursos do SUS

Pesquisadores alertam: nos últimos anos, Cofins foi o principal imposto que garantiu o financiamento da Saúde. Agregá-lo na nova Contribuição sobre Bens e Serviços exige deixar claro o que entrará no lugar. E há mais entraves tributários ao orçamento

Por Glauco Faria, em Outra Saúde

Uma lacuna preocupante foi aberta pela Reforma Tributária aprovada em 2023, que já tem alíquotas em fase de testes e começa a entrar em vigor a partir de janeiro de 2027. Se não for corrigida, pode trazer um ambiente de insegurança em relação à origem dos recursos que financiam o sistema de Seguridade Social do Brasil, que tem como pilares as áreas de Saúde, Previdência e Assistência Social.

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Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

Por: Luana de Oliveira, em IHU

O feminicídio é a consequência brutal da típica visão do “macho alfa” que enxerga as mulheres como propriedade, pondo-as como pessoas inferiores aos homens. Vale lembrar que tal crime não acontece nas relações conjugais apenas, mas também aparece nas ruas, nas boates, em bares, esquinas e em qualquer lugar que haja algum vestígio de ódio por mulheres.

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Perda de confiança

Estudo de referência que atestava a segurança do herbicida glifosato é retratado 25 anos após a publicação

Da Revista Pesquisa – FAPESP, no MST

A revista Regulatory Toxicology and Pharmacology anunciou a retratação de um estudo publicado em 2000 que concluiu que o herbicida glifosato não é cancerígeno. O artigo fazia uma revisão da literatura científica disponível sobre o agrotóxico e seus riscos à saúde humana e serviu como referência, por exemplo, para a renovação da autorização do uso do glifosato pelo Ministério da Saúde do Canadá. O paper recebeu 614 citações em outros artigos, segundo a base de dados Web of Science. Ingrediente ativo de várias marcas de herbicidas no mercado, o glifosato está presente na mais conhecida delas, o Roundup, desenvolvido pela empresa americana Monsanto, que desde 2018 pertence à alemã Bayer.

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Museu da UFRGS apresenta exposição de bordados produzidos por mulheres atingidas pelas enchentes de 2024

Mostra em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) marca dois anos das enchentes

Sul21

O Museu da UFRGS, em parceria com o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), abre as portas da exposição “Arpilleras: memória e resistência na crise climática” neste sábado (25). A mostra integra as ações que marcam os dois anos das enchentes de maio de 2024, reunindo bordados produzidos por mulheres atingidas por barragens e pelos eventos climáticos extremos no RS, ou de outras regiões do Brasil, como Bahia, Brasília, São Paulo, Piauí e Pará.

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O novo Plano da Bioeconomia: discurso versus realidade

A narrativa da ‘sustentabilidade’ na chamada ‘bioeconomia’ reproduzida em programas governamentais podem, na verdade, estar mascarando projetos de exploração predatória que ampliam a degradação ambiental e aumentam a desigualdade. Este tema é tratado no presente artigo, no qual o autor questiona o documento lançado no início deste mês pelo governo federal, apontando imprecisões e falta de transparência

Por Philip Martin Fearnside, da Amazônia Real

O que é “bioeconomia”?

Em 1º de abril (ironicamente, o “Dia da Mentira”), o governo federal lançou o resumo executivo de 85 páginas do novo Plano Nacional de Desenvolvimento da Bioeconomia [1]. O termo “bioeconomia” tem grande apelo porque todos são a favor, desde os povos indígenas (por exemplo, [2]) até o agronegócio (por exemplo, [3]). Mas a questão essencial é: “o que é bioeconomia?”. A apresentação do novo plano enfatiza os benefícios sociais da “bioeconomia”, especialmente para os povos indígenas e comunidades tradicionais. Isso indica que o foco do plano será a promoção da extração de produtos não madeireiros de florestas nativas e a promoção do uso desses produtos, por exemplo, como fontes de novos fármacos.

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Governo Lula cede à pressão pela reconstrução da BR-319

Com a autorização de obras e a abertura de licitação para a pavimentação do “Trecho do Meio” da BR-319 (Manaus-Porto Velho) pelo governo federal, a reconstrução da rodovia segue sem licença ambiental, segundo lideranças indígenas e entidades socioambientais, que denunciam a ausência de consulta prévia e alertam para riscos de impactos climáticos e ameaças aos territórios tradicionais entre Amazonas e Rondônia

Por Nicoly Ambrosio, da Amazônia Real

Manaus (AM) – “A BR-319 não é apenas infraestrutura. É um instrumento de morte que ameaça a existência dos povos indígenas e fragiliza a Amazônia, aumentando seriamente os riscos de impactos ambientais e climáticos que não se restringem às fronteiras do nosso Estado ou do nosso País. Pelo contrário, afetam o mundo.” A frase, de alto impacto, é de Mariazinha Baré, coordenadora da Articulação dos Povos e Organizações Indígenas do Amazonas (Apiam). Em poucas palavras, ela resume o que pensam dezenas de organizações indígenas e ambientais – e, em parte, o próprio governo federal.

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Chernobyl: a história das milhares de crianças atingidas pela catástrofe que foram tratadas em Cuba

Por Beatriz Díez, da BBC News Mundo

“Não era como estar em um hospital. Até as crianças mais doentes se divertiam.” O ucraniano Roman Gerus guarda lembranças muito carinhosas de uma experiência que surgiu de uma catástrofe.

Estamos falando da explosão de um dos reatores da usina nuclear de Chernobyl em 26 de abril de 1986, uma tragédia cujo 40º aniversário está sendo comemorado esta semana.

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Mostra de Cinema e Direitos Humanos abre credenciamento para etapa de difusão em cineclubes e pontos de exibição em todo Brasil

Programação valoriza produções de realizadores indígenas, quilombolas e ribeirinhos

Ministério da Cultura

Estão abertas até 3 de maio as inscrições para a etapa de Difusão da 15ª Mostra de Cinema e Direitos Humanos. Voltada a cineclubes e pontos de exibição em todo o país, a iniciativa é realizada pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), em parceria com o Ministério da Cultura (MinC). A iniciativa busca ampliar o acesso ao audiovisual, fortalecendo a difusão de produções brasileiras e o debate sobre direitos humanos em diferentes territórios do país.

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Terras Raras: o Brasil e a vocação colonial. Por Edna Aparecida da Silva

Mídia, mundo empresarial e governo recusam criação de estatal – mas aceitam venda das jazidas brasileiras para atender plano estratégico de Washington. O que isso revela sobre a submissão das elites e a urgência de um novo projeto de país

No Outras Palavras

A recusa à proposta de criação de uma empresa estatal para terras raras, a Terrabras, e a compra da Serra Verde, em Goiás, pela USA Rare Earth, com financiamento do governo dos Estados Unidos, expõem uma contradição pouco discutida no debate brasileiro sobre minerais críticos. Enquanto propostas de coordenação pública sobre recursos estratégicos foram rapidamente descartadas como anacrônicas ou incompatíveis com a lógica do setor, a entrada de capital articulado a uma estratégia estatal estrangeira em um ativo estratégico nacional foi tratada quase como operação ordinária de mercado. Essa dissociação obscurece justamente o problema mais relevante: o que está em jogo não é apenas um investimento em mineração, mas a forma como o Brasil está sendo inserido na reorganização internacional das cadeias minerais em curso.

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