Um corpo, alguns ossos ou as roupas que alguém vestiu. Um escritor palestino relata o drama das famílias que agora removem ruínas para encontrar o que restou de seus entes queridos. Enquanto enterram os mortos de ontem, alguns recebem os corpos das novas vítimas de Israel
Por Mohammed Altaj*, no ZNetwork | Tradução: Lucas Scatolini, em Outras Palavras
Em 6 de setembro, famílias em Gaza ficaram diante de quase cem mortalhas.
Mesmo para os padrões de Gaza, era uma cena difícil de assimilar.
Algumas das pessoas dentro daquelas mortalhas haviam morrido quase três anos antes. Elas não chegaram a uma sepultura quando morreram. Seus corpos e restos permaneceram sob as casas que desabaram sobre elas, enquanto suas famílias permaneciam acima do solo, esperando.
Dezenas eram crianças.
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