Sem uma política nacional coesa, o país deixará de ser um “jogador” para tornar-se apenas o “tabuleiro” da nova geopolítica mineral.
Há uma cena aparentemente simples que pode auxiliar a entender o que está em jogo em relação ao futuro do Brasil em relação às Terras raras: o celular que usamos todos os dias, o carro elétrico que aparece como promessa de futuro, os sistemas de defesa que organizam o poder militar global, tudo isso depende de um conjunto de minerais pouco conhecidos do grande público, as chamadas terras raras, e é justamente nesse ponto, que muitas vezes não é visível para a maioria, que se desenrola uma das disputas mais intensas do século XXI, relacionada à tecnologia, poder e soberania, e colocando países como o Brasil no centro de uma disputa que ele não está em condições geopolíticas de controlar.
Continue lendo “Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Por Sérgio Botton Barcellos”










