MPF atua contra garimpo ilegal em terras indígenas em Mato Grosso

Ações buscam reparação de danos ambientais e responsabilização de grupo que fornecia combustível para abastecer atividade ilegal

Procuradoria da República em Mato Grosso

O garimpo ilegal em terras indígenas em Mato Grosso foi alvo de três ações do Ministério Público Federal (MPF). As iniciativas buscam a reparação de danos ambientais causados na Terra Indígena Sete de Setembro, em Rondolândia (MT), e a responsabilização de integrantes de um esquema de fornecimento de combustível utilizado para abastecer garimpo ilegal na Terra Indígena Sararé, em Vila Bela da Santíssima Trindade (MT).

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Mulheres quilombolas se reúnem em Brasília para discutir sobre territórios, clima e direitos

Mais de 500 lideranças participam do encontro nacional que também marca 30 anos da Conaq

Brasil de Fato

As mudanças climáticas, a defesa dos territórios e a proteção de lideranças comunitárias estarão no centro dos debates do 3º Encontro Nacional de Mulheres Quilombolas, que reúne mais de 500 participantes em Brasília nesta semana.

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Como Israel usa a violência sexual sistemática como arma de guerra

‘Eles estavam rindo’: o uso do estupro e do abuso sexual em prisões israelenses. Ex-detentos relatam tortura sistemática e violência sexual, incluindo estupro, enquanto estavam sob custódia israelense

Por Simon Speakman Cordall e Awad Joumaa, na Al Jazeera

Muhammad al-Bakri se lembra especificamente da data em que foi estuprado.

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Moradia: A fé pode ajudar a mover montanhas?

Em meio ao avanço do conservadorismo religioso na política, igrejas podem resgatar o compromisso social da CEBs? Frei que articulou a Campanha da Fraternidade pelo direito à moradia digna aponta: periferias estão abertas ao encontro; suas lutas serão abraçadas?

Por Rôney Rodrigues, em Outras Palavras

“Direitos fundamentais, como a saúde, fizeram uma trajetória muito melhor no Brasil”, diz Frei Marcelo Toyansk Guimarães, coordenador nacional da Pastoral da Moradia e Favela. “Mas o direito à moradia avança muito lentamente porque toca a ocupação do território. Assim como conflitos pela terra no campo, a ocupação do solo urbano também é bastante disputada. É, portanto, um desafio que está na estrutura da própria cidade.”

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Onde (também) mora a angústia urbana

Um medo paira sobre milhões de famílias brasileiras: o despejo. Significa, além de perder o lar, também redes de apoio e vínculos afetos. O impacto é brutal sobre a saúde mental. Novo desafio se impõe: aliar políticas habitacionais e bem-estar psíquico

Por Neiva de Souza Daniel, em Outras Palavras

A relação entre saúde mental e moradia é direta, especialmente quando observada sob a perspectiva da determinação social da saúde. No Brasil, essa relação é observada com muita força nas ocupações, assentamentos e favelas. Nesses contextos, a falta de moradia digna e o risco constante de desocupação ou despejo acabam atravessando o cotidiano e impactando a saúde mental de forma muito concreta (Rosa; Coelho; Tchalekian, 2025; Vieira et al., 2025). 

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Cidade e Saúde, um diálogo inadiável

Por que a reforma urbana pouco avançou, enquanto a criação do SUS mostrou-se uma experiência exitosa? Como construir um diálogo robusto entre urbanismo e saúde coletiva? Outras Palavras e BrCidades promoveram um debate crucial para o futuro do Brasil

Por Rôney Rodrigues e Aline Holanda, em Outras Palavras

O que a fila de uma unidade de saúde tem a ver com o preço dos aluguéis? De que forma a falta de saneamento básico pode aparecer anos depois como uma fila no hospital? Como a especulação imobiliária redefine não só onde se vive, mas também quanto se vive? Qual é a relação entre uma crise de ansiedade e o tempo gasto no transporte público? O que a precariedade da moradia tem a ver com surtos de doenças respiratórias? Embora costumem ser tratadas como questões distintas, saúde e cidade se cruzam muito antes da porta do consultório. A forma como moramos, nos deslocamos e acessamos os espaços urbanos ajuda a definir quem adoece, quem se cuida e quem tem direito a uma vida digna. 

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Pochmann: Os desafios da “nova geografia” brasileira

Nas últimas duas décadas, país realizou uma das maiores expansões de sua rede pública de educação profissional, científica e tecnológica. Há condições de romper desigualdades territoriais históricas. Mas, sem um projeto nacional, também o risco de novas formas de dependência

Por Marcio Pochmann, em Outras Palavras

O Brasil vive uma transição histórica comparável à iniciada na década de 1930. Naquela oportunidade, o país começou a superar a antiga e longeva condição agrária e exportadora para construir uma nova sociedade urbana e industrial.

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Thomas Piketty vislumbra o pós-capitalismo

Relatório coordenado pelo economista sugere: é possível eliminar pobreza, reduzir jornadas de trabalho à metade e frear o aquecimento global. Pré-requisitos: ataque frontal à desigualdade e transformação política e econômica. Quais os caminhos?

Thomas Piketty, Anmol Somanchi e Gastón Nievas em entrevista a Thiago Gama, em Outras Palavras

Só as lutas sociais podem produzir transformações nas estruturas de poder e de riqueza, sugere a História – mas onde está a centelha capaz de mobilizar as sociedades para tanto? Numa época cm que a ordem capitalista está em crise, mas o vaticínio de Margaret Thatcher (“Não há alternativas”), ainda insuperado, produz angústia e desencanto, vale atentar para um trabalho lançado neste fim de semana pelo Laboratório Mundial das Desigualdades, liderado pelo economista francês Thomas Piketty.

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No desaguar das águas sagradas, Cerrado e Pantanal confluem caminhos de resistência

Em sete intercâmbios por nove comunidades e territórios originários, tradicionais e camponeses do Pantanal, povos fortalecem a rede tecida em defesa da natureza e modos de (re)existir; programação da Romaria reuniu povos dos nove estados que integram os biomas

Por Júlia Barbosa, João Palhares, Ludimila Carvalho, Maria Ronilda, Ronilson Monteiro, Alciléia Torres e Fátima Tertuliano*, em CPT 

Nós somos quilombolas, povos tradicionais
posseiros, camponeses, dos campos e gerais
viemos das aldeias, das várias etnias
aqui nos reunimos nesta Romaria…

Hino da Romaria do Cerrado e Pantanal – Antônio Baiano


Inspirada pelo lema “No Cerrado e Pantanal, correm os segredos sagrados das águas”, a II Romaria Nacional do Cerrado e I Romaria do Pantanal aconteceu entre os dias 03 e 06 de junho. Caravanas de romeiras e romeiros do Maranhão, Tocantins, Piauí, Rondônia, Mato Grosso, Bahia, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Goiás cruzaram as estradas do Brasil para um encontro histórico entre os povos do Cerrado e do Pantanal, sendo acolhidas no solo pantaneiro de Corumbá, no Mato Grosso do Sul.

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Trump enquadra CV e PCC para chantagear por minérios da Amazônia

Em entrevista à Amazônia Real, o pesquisador Aiala Couto, especialista em atuação do narcotráfico em territórios indígenas e quilombolas, afirma que o governo norte-americano visa impor estratégia política e econômica por meio de intimidação, além de interferir nas eleições do País

Por Elaíze Farias, da Amazônia Real

Manaus (AM) – O enquadramento do Comando Vermelho (CV) e do Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas pelo governo norte-americano entrou em vigor na sexta-feira (5). As duas facções sediadas no Brasil passam a fazer parte de uma lista unilateral dos Estados Unidos composta por Hamas, Hezbollah e Al Qaeda, além de cartéis latino-americanos, como Tren de Aragua, da Venezuela, e Sinaloa, do México. A medida, que repete estratégias de sanções econômicas e pressões políticas adotadas mais radicalmente na Venezuela, abre caminho para uma potencial interferência nos interesses soberanos do Brasil.

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