Cimi Regional NE reafirma compromisso com o povo Tabajara e contesta desinformação sobre processo de demarcação

Audiência na Assembleia Legislativa da Paraíba se tornou palco para a disseminação de mentiras e dados falsos sobre demarcação

No Cimi

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) Regional Nordeste vem a público manifestar apoio aos Tabajara e reafirmar a urgência da demarcação do território tradicional reivindicado pelo povo.

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O diabo veste farda. Por Milton Tenório

No MarcoZero

É conhecido o histórico de sucessivos golpes, como o que levou à queda da monarquia (1889) em que o Exército brasileiro foi protagonista.

O Exército foi o pilar da “Revolução ” de 1930 (Getúlio Vargas ). No Governo Juscelino Kubitschek nos anos 1950 foram duas tentativas de golpe, ambas frustradas. Uma delas para impedir a posse de JK.

Em 1964, a deposição de João Goulart estabeleceu uma ditadura de 21 anos com repressão, perseguições, torturas e mortes.

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A pedido do MPF, Justiça determina andamento da demarcação do território Turiwara no Pará

Decisão estabelece prazos para que a Funai constitua grupo de trabalho e elabore os estudos necessários, sob pena de multa

Procuradoria da República no Pará

A Justiça Federal publicou sentença favorável a uma ação ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF), condenando a União e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) a adotarem as medidas necessárias para a identificação, a delimitação e a demarcação do território do povo indígena Turiwara, no município de Tomé-Açu, nordeste do Pará.

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Quando o paciente é também um sujeito político. Por José Gomes Temporão

Novo Estatuto lhes garante, com densidade jurídica, direito à informação, acesso ao prontuário, cuidados paliativos, entre outros. Grande passo. Mas vale resgatar instrumento similar de 2009, que ia além, ao afirmar também a cidadania sanitária do usuário

Por José Gomes Temporão*, em Outra Saúde

A promulgação da Lei nº 15.378, de 6 de abril de 2026, que institui o Estatuto dos Direitos do Paciente, merece ser celebrada.

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Eleições: a derrota anterior. Por Ricardo Queiroz Pinheiro*

Novas pesquisas mostram que a disputa será acirrada e há desgaste no governo. Editoriais fazem alarde. Porém, o mais revelador é o sentimento de derrotismo que sondagens provocam na esquerda, onde a ansiedade ocupa o lugar de análise…

Em Outras Palavras

Uma pesquisa de segundo turno feita em abril mede um estado de ânimo. Não mede outubro, urna e voto real. A distinção parece óbvia, mas aparentemente não é, porque a cada sondagem que sai a cena se repete com precisão cômica: a imprensa fabula a desistência de Lula, converte Haddad em substituto e decreta o esgotamento de uma candidatura que ainda não começou de fato. A esquerda entra em colapso existencial — descabela-se, antecipa a derrota, age como se o processo eleitoral tivesse sido encerrado por uma amostra de dois mil entrevistados em abril.

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Privilégios, desigualdade e pobreza na cidade de São Paulo. Por Antonio Prado*

Exame do Mapa da Desigualdade revela: território não é apenas cenário da desigualdade, mas uma de suas engrenagens centrais. Financeirização do solo e acesso desigual às infraestruturas são motores da segregação. Mas Estado tem instrumentos para capturar a mais-valia urbana

Em Outras Palavras

São Paulo costuma ser descrita como a capital econômica do país, centro financeiro continental, metrópole de oportunidades. A formulação é correta, mas insuficiente. Ela não explica como essa riqueza se organiza no território, nem como a cidade converte crescimento em proteção para alguns e risco para outros. A desigualdade paulistana não é apenas diferença de renda. Ela assume forma espacial. Está inscrita na geografia dos distritos, na distribuição dos equipamentos públicos, na valorização imobiliária, na mobilidade cotidiana e, de maneira mais profunda, na diferença de tempo de vida.

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Orçamento do SUS nas cidades: há equilíbrio possível?

Municípios são o elo fraco da corrente: com apenas 18% da fatia tributária nacional, bancam a maior parte do sistema de saúde. Lógica sufoca municípios pequenos e dificulta o planejamento – além de bloquear planos e soluções propostas pela participação popular

Por Glauco Faria, em Outra Saúde

Na ponta do Sistema Único de Saúde (SUS), os municípios brasileiros enfrentam um problema de financiamento duplo. Por um lado, as imperfeições do pacto federativo impõem às prefeituras o maior peso do financiamento, forçando muitas cidades a gastarem bem mais do que o piso constitucional para manter postos e hospitais abertos. De outro, do ponto de vista local, há uma espécie de “divórcio” burocrático e cultural entre as secretarias de Saúde e de Finanças, que cria um abismo onde muitas vezes o planejamento sanitário não encontra respaldo no orçamento real.

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“Há uma tendência à ‘israelização’ das democracias liberais”. Entrevista com Francesca Albanese

IHU

Francesca Albanese é alvo de uma campanha implacável de assédio devido ao seu trabalho como Relatora Especial da ONU sobre a situação dos palestinos nos territórios ocupados. Nesta entrevista, ela discute os crimes da ocupação israelense, os protestos pró-Palestina e a “israelização” das democracias liberais.

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A ONU nomeou o crime. Quem vai pagar a conta?

A Assembleia Geral das Nações Unidas reconheceu o tráfico transatlântico como o maior crime contra a humanidade. Para o Brasil, país que recebeu mais africanos escravizados do que qualquer outro no mundo, a decisão exige uma resposta muito além do discurso diplomático

Por Fernanda Alcântara*, da Página do MST

Recentemente, uma votação do plenário da Assembleia Geral das Nações Unidas levantou um debate importante com a resolução que, em termos de significado histórico, poucos documentos diplomáticos do século XXI conseguiram alcançar. Por 123 votos a favor, três contrários e 52 abstenções, o órgão máximo da ONU aprovou o texto apresentado por Gana, em nome da União Africana, que eleva o tráfico transatlântico de africanos escravizados à condição de “o crime mais grave contra a humanidade” já cometido. 

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Jovens das águas conquistam ensino superior e renovam esperança nas barrancas do Rio São Francisco

Com histórias de luta e resistência, 9 jovens de comunidades pesqueiras compartilham suas trajetórias até a universidade, impulsionadas por projeto do CPP/MG-ES que fortalece educação, saúde mental e identidade

Por Henrique Cavalheiro/CPP

Às margens do rio São Francisco, onde a vida pulsa entre as águas e os territórios de resistência, uma nova travessia começa a ser escrita. Nove jovens de comunidades tradicionais pesqueiras, quilombolas e vazanteiras conquistaram o acesso ao ensino superior entre 2023 e 2025, resultado de um processo coletivo de cuidado, formação e construção de projetos de vida impulsionado pelo Conselho Pastoral dos Pescadores e Pescadoras (CPP), regional Minas Gerais e Espírito Santo, e pelo apoio financeiro das Irmãs da Divina Providência.

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