A encruzilhada dos Correios. Por Glauco Faria

Uma empresa pública brasileira definha. Setor privado quer abocanhá-la. Governo reage com timidez, amedrontado pelo “ajuste fiscal”. O que produziu a crise? O que o país perderá, se o pior ocorrer? Quais as alternativas, e o que falta para agir?

Em Outras Palavras

Fundados há 230 anos, décadas antes da Independência, os Correios públicos do Brasil são parte da história do país – e dos esforços para sua modernização. Em 1843, lançaram o “Olho do Boi”, segundo selo postal do mundo. Nove anos depois, quanto ainda não havia censo demográfico e a população estimada de todo o território era semelhante à da atual região metropolitana de Belo Horizonte, incorporaram a comunicação por telégrafo – o sistema de comunicação mais rápido, à época. Em 1982, quando a ditadura pós-1964 agonizava, a entrega de cartas era feita, em qualquer parte, em menos de 48 horas – um prazo muito inferior ao de países como os Estados Unidos. Os Correios são, em 2026, o único meio de acesso a cartas e encomendas, nos pontos do país em que as entregas privadas não são lucrativas. Encarregam-se do transporte das urnas eletrônicos e de todo o material didático que chega onde não há livrarias comerciais. Continue lendo “A encruzilhada dos Correios. Por Glauco Faria”

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O eclipse do direito internacional

Tratar o assalto à Venezuela como caso isolado é erro de perspectiva. Em Gaza, Telaviv e Washington promoveram massacre zombando da diplomacia, enquanto o bombardeio do Irã expressou o colapso do princípio de soberania territorial. A impunidade sistêmica deu sinal verde a Trump

Por Adilson Major, em Outras Palavras

Introdução

Na madrugada de sábado, 3 de janeiro de 2026, o presidente Donald Trump, ordenou o início de uma intervenção militar na República Bolivariana Venezuela. O objetivo declarado da operação foi a captura e extradição forçada do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, Cilia Flores. Ambos foram detidos em um complexo residencial em Caracas e transferidos para os Estados Unidos, onde permanecem em um presídio federal no Brooklyn, em Nova York, aguardando julgamento por acusações de “narcoterrorismo”. Continue lendo “O eclipse do direito internacional”

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Trabalho digno: como garantir o Direito ao Estudo

Não basta reduzir a jornada. Experiências internacionais já garantem tempo remunerado para estudo e qualificação. Governo poderia ter papel central para estruturar programas formativos e incentivos. É preciso acoplar essa pauta ao fim da escala 6×1

Por Any Ávila Assunção e Rafael Ávila Borges de Resende*, em Outras Palavras

Introdução

O tempo, mais do que um simples marcador de horas e dias, é um recurso vital na construção de oportunidades e na redução das desigualdades sociais. No Brasil contemporâneo, onde persistem níveis alarmantes de informalidade, jornadas extenuantes e mobilidade urbana precária, o regime 6×1 (seis dias consecutivos de trabalho para apenas um de descanso) não é apenas uma escala de turnos: é um dispositivo que molda e limita vidas. Ele restringe o acesso à educação, dificulta a qualificação profissional e perpetua ciclos de exclusão. Continue lendo “Trabalho digno: como garantir o Direito ao Estudo”

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Compro, arrendo: como o “Rei do Ovo” encurrala comunidades tradicionais no Piauí

Magnata das granjas, brasileiro Ricardo Faria avança com produção agrícola em áreas com denúncias de conflitos por desmatamento e grilagem no Matopiba; fundos da Universidade de Harvard e bancos brasileiros injetaram recursos nas mesmas fazendas

Por Bruna Bronoski*, de O joio e o trigo | Em parceria com Repórter Brasil

Os moradores das comunidades tradicionais Angelim, Sete Lagoas e Vão do Vico vivem da terra e das fontes d’água que cortam os municípios de Baixa Grande do Ribeiro e Santa Filomena, no sul do Piauí. Há gerações, fazem roçados, criam animais, cobrem suas casas com a palha das palmeiras nativas. Continue lendo “Compro, arrendo: como o “Rei do Ovo” encurrala comunidades tradicionais no Piauí”

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Ministra Sonia Guajajara debate violência contra mulheres indígenas e aponta subnotificação em seminário no Maranhão

Realizado de 3 a 5 de fevereiro, “Viver Bem é Viver Sem Violência” promoveu escuta qualificada, apresentou dados e buscou fortalecer a rede de proteção no estado

No MPI

A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, participou na quarta-feira (4) do Seminário “Viver Bem é Viver Sem Violência”, em Imperatriz (MA). O encontro de três dias foi promovido pelo Ministério dos Povos Indígenas em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e teve como objetivo geral promover a escuta, conscientização e o debate sobre a violência contra a mulher, com foco específico no alarmante crescimento dos casos envolvendo mulheres indígenas. O evento é motivado por um aumento expressivo nos casos de feminicídio no Estado, configurando uma pauta prioritária para o Ministério. Continue lendo “Ministra Sonia Guajajara debate violência contra mulheres indígenas e aponta subnotificação em seminário no Maranhão”

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Demarcação da Terra Indígena Munduruku e Apiaká será tema de audiência pública em Santarém

MPF e Funai promovem audiência sobre a identificação e delimitação da Terra Indígena Munduruku e Apiaká do Planalto Santareno; O território é marcado pela expansão do agronegócio, conflitos fundiários e contaminação de agrotóxicos

Por Daniel Vinagre, Tapajós de Fato*

O Ministério Público Federal (MPF) e a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) realizam, na próxima sexta-feira (13/02), uma audiência pública em Santarém, no oeste do Pará, para promover o diálogo sobre o estágio do procedimento de identificação e delimitação da Terra Indígena Munduruku e Apiaká do Planalto Santareno. Continue lendo “Demarcação da Terra Indígena Munduruku e Apiaká será tema de audiência pública em Santarém”

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Corte de verba da polícia científica deixa corpos sem refrigeração no IML de Santos

Governo Tarcísio reduziu em quase 64% o orçamento destinado à manutenção de instalações

Por Rafael Custódio | Edição: Mariama Correia, Agência Pública

Quando as ondas de calor atingem a cidade de Santos, no litoral paulista, os moradores do bairro Estuário, na zona portuária, ligam os ventiladores, abrem as janelas e espirram aromatizantes em suas casas para lidar com o forte cheiro de putrefação vindo do Instituto Médico Legal (IML) da cidade. Continue lendo “Corte de verba da polícia científica deixa corpos sem refrigeração no IML de Santos”

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Um encontro para organizar a luta pelo SUS em SP

18º Congresso Paulista de Saúde Pública, organizado pela APSP, entidade histórica da Reforma Sanitária Brasileira, trará debates que vão da descolonialidade à soberania digital. Ideia é reunir ideias e forças para pautar a saúde no estado, em ano eleitoral

Por Gabriela Leite, Outra Saúde

São Paulo, lar de mais de 20% da população brasileira, é muitas vezes vitrine de experiências temerárias para o país – como é o caso da proliferação de Organizações Sociais na gestão e operação de serviços de saúde. Poderá também inspirar e pautar o debate público a respeito do Sistema Único de Saúde (SUS), em um ano politicamente decisivo? Continue lendo “Um encontro para organizar a luta pelo SUS em SP”

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GT Infra denuncia edital de R$ 74 milhões para dragagem no Tapajós sem licenciamento ambiental e consulta a comunidades

Nota técnica do Grupo de Trabalho Infraestrutura e Justiça Socioambiental aponta violação de direitos socioambientais e atropelo do licenciamento em projeto do DNIT

GT Infra, no ISA

O Grupo de Trabalho Infraestrutura e Justiça Socioambiental (GT Infra) divulgou nesta quinta-feira (5/2) uma nota técnica que critica o edital de dragagem no Rio Tapajós publicado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). Com valor estimado em R$ 74 milhões, o projeto avança sem licenciamento ambiental, sem estudos de impacto e sem consulta às comunidades tradicionais — violando direitos garantidos pela Convenção 169 da OIT. O edital é um dos motivos da ocupação da sede da Cargill em Santarém (PA), que completa duas semanas. Continue lendo “GT Infra denuncia edital de R$ 74 milhões para dragagem no Tapajós sem licenciamento ambiental e consulta a comunidades”

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Segurança, moradia, saúde são maiores demandas de moradores de favelas

Pesquisa do Data Favela foi feita com 4.471 entrevistados

Rafael Cardoso – Repórter da Agência Brasil

As favelas brasileiras reúnem uma população majoritariamente jovem, negra, trabalhadora e com projetos concretos de futuro. Por outro lado, vivem com desafios estruturais persistentes em áreas que vão da educação à segurança. Essa é a realidade apresentada na pesquisa Sonhos da Favela, feita pelo Data Favela nas cinco regiões do Brasil, com ênfase no Rio de Janeiro e em São Paulo. Continue lendo “Segurança, moradia, saúde são maiores demandas de moradores de favelas”

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