Por Camila Galetti e Nathaly Royer, no blog da Boitempo
1. Da invisibilização da violência contra as mulheres à vitimização dos homens
Os debates recentes em torno da criminalização da misoginia no Brasil emergem em um contexto marcado pela persistência e, em alguns casos, intensificação da violência de gênero. Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (2025) reiteram que o feminicídio permanece como um fenômeno estrutural no país, evidenciando não apenas a continuidade, mas a capilaridade da violência contra mulheres em diferentes territórios e contextos sociais. No entanto, paralelamente à produção desses diagnósticos e à formulação de instrumentos legais para seu enfrentamento, observa-se a crescente reação de setores da extrema direita que buscam deslegitimar tanto a categoria de misoginia quanto às políticas públicas associadas ao seu combate.
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