Recente onda de militarização dos espaços, políticas de “revitalização” e obras megalomaníacas não são acaso. Em crise, o capital se agarrou às cidades: o “progresso” é usado transformar territórios em escombro e ruína para, depois, espoliá-los
Por Breno Serodio, em Outras Palavras
Dentro do contexto sociopolítico contemporâneo marcado pelo signo do colapso social e pela crise endógena do moderno sistema produtor de mercadorias — que engendrou o amálgama da modernização retardatária1, surgiram novos arranjos de poder alinhados a formas empresariais/corporativas que impactaram as formas de gerir as cidades e tomar as decisões no que tange aos processos de planejamento urbano. Apesar de apresentar um caráter híbrido, multifacetado e não-linear, a tendência de mercantilização das formas de governar as cidades e gerir os rumos das decisões urbanísticas pode ser observada em várias cidades pelo Brasil e em outras partes do mundo. Há um fio condutor neoliberal que sustenta a integração física e simbólica das cidades nos circuitos e fluxos da reprodução de capital. Continue lendo “O urbanismo de “ordem e o progresso” no Brasil”










