Pesquisa investiga o manejo sustentável em território Kaiapó

José Tadeu Arantes – Agência FAPESP 

A aldeia A’Ukre, uma das 19 existentes no território indígena caiapó, localizado no sul do Pará, foi escolhida como uma espécie de laboratório socioambiental para um estudo sobre o uso coletivo da terra e o manejo dos recursos naturais na Floresta Amazônica.

A pesquisa, intitulada “Governance of land-use change: a collaboration to understand the impacts of institutional arrangements on Amazonian forest resource use” e coordenada no Brasil por Patricia Fernanda do Pinho, tem apoio da FAPESP e da University of Michigan, Estados Unidos. Continue lendo “Pesquisa investiga o manejo sustentável em território Kaiapó”

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Atletas Olímpicos devem exercer seu Direito à Palavra para além do Esporte

Laurence Halsted – RioOnWatch*

Competir nas Olimpíadas apenas fortaleceu minha opinião de que os atletas devem se engajar em questões críticas da atualidade como figuras de destaque para mudanças.

Por ter sido um esgrimista da equipe da Grã-Bretanha–na minha cidade natal–nos Jogos em Londres em 2012 e por ser parte dos convocados para o Rio neste ano, eu tenho dedicado toda minha vida a atingir o objetivo de competir nas Olimpíadas. Mas eu me sinto dividido com protestos que estão acontecendo no Brasil enquanto me preparo para os Jogos do Rio. Continue lendo “Atletas Olímpicos devem exercer seu Direito à Palavra para além do Esporte”

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MG – REAJA resgata memória, mobilização e lutas dos atingidos pelo projeto Minas-Rio de mineração

No Gesta

No último sábado, 28 de maio, a REAJA (Rede de Articulação e Justiça dos Atingidos pelo Projeto Minas-Rio), promoveu uma reunião na Câmara Municipal de Conceição do Mato Dentro, com o objetivo de realizar um resgate coletivo da memória e história de mobilização e luta por justiça dos atingidos.

A reunião, que durou o dia todo, contou com a participação de cerca de 100 pessoas, dentre membros de comunidades atingidas, pesquisadores do LABCEN/PUC Minas (Laboratório de Cenários Socioambientais) e GESTA/UFMG (Grupo de Estudos em Temáticas Ambientais), representante do Ministério Público e membros da Câmara de Vereadores e de instituições apoiadoras como a Pólos e Cáritas. Estavam representadas as comunidades Ferrugem, Jassém, Passa Sete, Sapo, Beco, Gondó, Turco, Água Quente, Serra São José, Córregos, Quati, Buritis, Arruda e Mumbuca. Continue lendo “MG – REAJA resgata memória, mobilização e lutas dos atingidos pelo projeto Minas-Rio de mineração”

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OCUPAÇÃO: uma carta de São Paulo

por Manuel Bivar e Miguel Carmo – Buala

A meio do mês do maio, umas quatro horas da manhã, um grupo de secundaristas é expulso do ocupado Colégio Estadual de Cavalcanti e caminha de noite e à chuva, durante horas, em direção à ocupação da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP). São 36 moças e moços que entram na cidade universitária descendo um barranco, onde são acolhidos com espanto por alguns estudantes. “Não é terrorista, é secunda!”, recorda um deles sorrindo. Ali é-lhes entregue uma sala. “Os secundaristas são nossa inspiração.” Frase que se repete em bocas muito diferentes, desde que no final de 2015 a região de São Paulo assistiu a um movimento de ocupação de escolas secundárias e técnicas que teve no seu ápice mais de 200 escolas ocupadas. Espécie de surto que tem contado em vários momentos com a colaboração dos movimentos de sem teto e o apoio de muita gente. Uma semana depois, num debate organizado pelo movimento negro no interior da Funarte ocupada em São Paulo, equipamento do Ministério da Cultura (MinC), uma mulher negra toma a palavra: “Foi preciso chegar a velha para endoidecer, fui no cerco à casa do Temer, junto dessas 30 mil pessoas, e depois da PM [Polícia Militar] atacar caminhei, caminhei pela cidade até Ipiranga.” Continue lendo “OCUPAÇÃO: uma carta de São Paulo”

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Mulheres vitimas de estupro, o que os números dizem?

Emanuelle Goes* – População Negra e Saúde

33 homens
33 homens esperando
33 homens esperando a novinha
33 homens esperando a novinha pro abate
Carne fresca no mercado
As vezes em promoção é mais barata
Depois de passada
Descarta-se
Ela segue morta

Demorei um pouco para escrever sobre esta temática para o blog, a cultura do estupro, ainda estava digerindo tudo que aconteceu sobre o estupro coletivo, fiquei pensando sobre o que iria escrever, pois as minhas irmãs muitas delas já tinham escrito e falado por mim, no entanto inquieta continuei. Continue lendo “Mulheres vitimas de estupro, o que os números dizem?”

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Vale de impunidades: acordo sobre crime em Mariana coleciona falhas

MPF pede por anulação de acordo, que não contou com a participação de atingidos pelo rompimento de barragem em Mariana (MG). De tão graves, ainda não é possível mensurar completamente os danos causados pela tragédia

Por Gilka Resende e Rosilene Miliotti¹, na Fase

O acordo assinado entre os governos federal, os dos estados de Minas Gerais e de Espírito Santo e a mineradora Samarco, controlada pela brasileira Vale e pela australiana BHP Billiton, não contou com a participação das famílias atingidas pelo rompimento da barragem de Fundão, considerado o pior desastre social e ambiental da história do Brasil. A afirmação é do Ministério Público Federal (MPF), que divulgou nessa segunda-feira (30) ter recorrido à Justiça Federal para suspender o acordo a fim sanar suas “omissões e contradições”. Não sendo possível a correção dos desvios da proposta, o MPF solicitará a anulação do documento. Agora, cabe ao Tribunal Regional Federal da 1ª Região, em Brasília, o julgamento da questão. De tão graves, segundo o MPF, após quase sete meses da tragédia, ainda não é possível mensurar completamente os danos, até porque eles continuam a ocorrer por todo o percurso da lama. Continue lendo “Vale de impunidades: acordo sobre crime em Mariana coleciona falhas”

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Tribos rejeitam chamados para o contato forçado com povos isolados

Na Survival

Tribos da América do Sul denunciaram os chamados de acadêmicos dos EUA, Kim Hill e Robert Walker para o contato forçado com povos indígenas isolados na Amazônia, advertindo sobre as consequências catastróficas que tal contato trazeria.

Falando em um vídeo, como parte do projeto Voz Indígena da Survival, indígenas Guajajara rejeitaram completamente a ideia. Diversos membros da tribo, conhecidos como “Guardiões Guajajara,” estão agindo para proteger os indígenas isolados Awá, que vivem próximos a eles, na ausência de um apoio maior do governo. Continue lendo “Tribos rejeitam chamados para o contato forçado com povos isolados”

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O Chile à beira de nova revolta estudantil

Cinco anos após a “revolta dos pinguins” — e apesar das promessas da presidente Bachelet — ensino ainda é fundamentalmente privado. Ocupação do palácio presidencial deflagra mobilização

No Democratize, em Outras Palavras

Por muito tempo, os defensores do liberalismo utilizaram a “experiência chilena” para propagar a tese de que não existe melhor solução para a Educação do que privatizar e tirá-la do controle do Estado. Esse modelo privado foi implantado pelo governo de Pinochet nos anos 70, no que seria uma espécie de “laboratório neoliberal” de propostas e ideias que jamais seriam aceitas em uma democracia ocidental naquele momento.

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Mulheres lançam rede de juristas para combater violência de gênero

por Redação RBA

Em entrevista hoje (2) à Rádio Brasil Atual, Marina Ganzarolli, advogada e cofundadora da Rede Feminista de Juristas, a DeFEMde, lançada terça-feira (31) por mulheres de diversas áreas do Direito, disse que o objetivo é combater a desigualdade e a violência de gênero e colaborar para a emancipação feminina por meio do atendimento jurídico a vítimas.

“A Rede atua no atendimento gratuito de vítimas de violência, principalmente, nas universidades. Nós não pegamos os casos, mas fazemos a orientação jurídica inicial de forma gratuita. Além disso, temos a isenção de ocupar a esfera pública com teses jurídicas feministas, para construir pareceres que valorizam o depoimento da vítima nos casos de violência contra a mulher”, diz. Continue lendo “Mulheres lançam rede de juristas para combater violência de gênero”

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PL que substitui Lei dos Agrotóxicos representa retrocesso, dizem pesquisadores

Para a Associação Nacional da Agroecologia, a medida vai contra a tendência mundial de abandonar defensivos

Por Cristiane Sampaio, no Brasil de Fato

Em discussão realizada na tarde desta terça-feira (31), a Comissão Especial sobre Defensivos Agrícolas da Câmara Federal debateu o Projeto de Lei n 3200/15, que substitui a atual Lei dos Agrotóxicos (7.802/89). De interesse de representantes do agronegócio, a proposta é criticada por pesquisadores e movimentos que pedem o banimento do uso desses produtos.

De autoria do deputado Covatti Filho (PP/RS), o projeto dispõe sobre a regulamentação do uso de defensivos e demais produtos de controle ambiental. Na opinião do pesquisador Marcelo Firpo Porto, da Associação Nacional da Agroecologia, a medida representaria um retrocesso, tendo em vista a tendência mundial de abandono do uso desses produtos. “Há um movimento crescente de redução e o caminho aponta para o banimento do uso dessas substâncias. Como pode o Brasil caminhar na direção contrária”?, questiona. Continue lendo “PL que substitui Lei dos Agrotóxicos representa retrocesso, dizem pesquisadores”

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