“A morte brutal do bebê kaingang suscita a necessidade de abrirmos uma brecha para o ensino de história indígena nas escolas”
No Estadão
Embora estarrecidos, temos de admitir que pertencemos à mesma família humana do jovem que degolou o bebê kaingang de dois anos na rodoviária de Imbituba (SC). Compartilhamos, envergonhados, a mesma identidade nacional do suspeito do crime, Matheus Silveira, o Teto, 23 anos, que está preso. Já para a polícia, esse é apenas o caso de um “usuário de drogas, que sofre de distúrbios mentais”. Será? O delegado ouviu familiares e ex-colegas do Colégio Caic. Não concluiu o inquérito, mas já adiantou não ter visto conotação racista no crime, embora admita que o assassino estava “incomodado com a presença dos indígenas no local”. Continue lendo “Silêncios e omissões, por José Ribamar Bessa Freire”










