MPF processa Banco do Brasil por financiar atividade ilegal em terra indígena de Rondônia

Órgão pede que banco pague R$ 1 milhão por danos morais e passe por auditoria externa após permitir empréstimo para pecuária na Terra Indígena Rio Omerê

Procuradoria da República em Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação civil pública contra o Banco do Brasil (BB) por financiar atividades pecuárias no interior da Terra Indígena Rio Omerê, localizada na divisa dos municípios de Chupinguaia e Corumbiara, em Rondônia. Na ação, o MPF pede que a Justiça Federal condene o BB a pagar R$ 1 milhão em indenização por danos morais coletivos, valor a ser revertido a projetos de proteção e fiscalização da terra indígena.

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MPF ajuíza ação contra empresa por danos causados por extração mineral ilegal e desmatamento em Porto Velho (RO)

Órgão pede pagamento de R$ 1,65 milhão em indenizações e a recuperação de área degradada na Área de Proteção Ambiental do Rio Madeira

Procuradoria da República em Rondônia

O Ministério Público Federal (MPF) ajuizou uma ação civil pública para responsabilizar uma empresa de construção, seu sócio-administrador e o encarregado de obras pelos danos ambientais e patrimoniais decorrentes da lavra clandestina de solo laterítico, material utilizado como aterro em obras de pavimentação rodoviária. A atividade ilegal foi flagrada na margem esquerda do Rio Madeira, em Porto Velho (RO), localizada dentro de uma área de preservação permanente.

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Por que os desmatadores investem em destruir a floresta amazônica  – 4: dinâmica da ocupação em Apuí

A expansão da fronteira da pecuária acelera um novo ciclo de ocupação por atores mais capitalizados (novos migrantes), o que leva ao aumento dos preços da terra e à migração dos pequenos atores que vendem suas terras para novas fronteiras de desmatamento, onde a terra ainda está disponível a baixo custo

Por Pedro Gandolfo Soares, Philip Martin Fearnside e Gerd Sparovek, em Amazônia Real

O processo de ocupação em larga escala do Apuí por brasileiros não indígenas teve início na década de 1980, motivado principalmente pela criação do Projeto de Assentamento Rio Juma (PARJ) e pela distribuição de lotes pelo governo federal brasileiro aos migrantes recém-chegados dos estados do sul do Brasil, como Paraná e Santa Catarina. Mais de 5.200 lotes rurais foram criados no PARJ, totalizando uma área de 689.000 há [1]. Os ciclos migratórios subsequentes foram motivados principalmente pelo acesso, via a rodovia federal BR-230 (Rodovia Transamazônica), a terras disponíveis para compra (no PARJ) ou para ocupação irregular (em terras públicas não disponíveis fora do PARJ). Muitos dos primeiros moradores do PARJ venderam seus lotes para vizinhos ou para migrantes recém-chegados mais ricos, que frequentemente acumulavam vários lotes e os administravam como uma fazenda de médio ou grande porte. Esse processo leva a novos investimentos em pecuária extensiva e acelera o desmatamento [2-6].

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“As ações de adaptação climática não podem deixar de lado a população vulnerável”. Entrevista especial com Cassia Lemos

“Estamos diante de uma nova realidade de deslocamentos populacionais, agora impulsionados pelos eventos extremos de chuva e enchentes”, afirma a pesquisadora

Por: Luana de Oliveira, em IHU

As mudanças climáticas têm se intensificado nos últimos tempos, causando desequilíbrio climático e catástrofes ambientais em diferentes regiões do globo. No Brasil, o ano de 2025 foi marcado por altas temperaturas e eventos climáticos como calor extremo, secas e enchentes. Em 2024, as enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul inundaram 478 municípios, causando cerca de 185 mortes. O clima intenso também atinge as florestas, onde os povos indígenas precisam mudar sua rotina de rituais e suas práticas de alimentação devido ao calor intenso que prejudica seu cultivo de alimentos.

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“A maior resistência a um projeto soberano vem de dentro do próprio Brasil”, constata José Luís Fiori

Brasil se vê rodeado por países governados pela direita ou extrema-direita, e deverá enfrentar pressões externas e sinais de apoio de Washington ao candidato de extrema-direita nas eleições de outubro.

por Jornal GGN

O momento é tenso na América do Sul. Sob o governo Trump, os Estados Unidos têm apoiado abertamente candidaturas de extrema-direita em várias disputas presidenciais do continente, postura que se soma a uma intervenção militar direta na Venezuela e ao afastamento de Nicolás Maduro do poder, com a submissão do governo de Delcy Rodríguez. Hoje, o Brasil se vê rodeado por países governados pela direita ou extrema-direita, e deverá enfrentar pressões externas e sinais de apoio de Washington ao candidato de extrema-direita nas eleições de outubro.

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Pe. Ezequiel Ramin: 41 Anos de martírio, resistência, fé e profecia na Amazônia

Realizada no dia 26 de julho, a Romaria leva peregrinos a se inspirarem no testemunho de pe. Ezequiel, assassinado em uma emboscada em 1985

Por Rafaela Moraes | CPT Rondônia

Um caminho sinuoso de chão batido conduz centenas de pessoas a peregrinar todos os anos num trajeto em memória da vida, da fé e da resistência do padre Ezequiel Ramin. O missionário italiano da congregação de São Daniel Comboni (MCCJ) foi assassinado por defender os direitos dos povos indígenas e dos trabalhadores rurais na Amazônia.

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Área que seria lixão em São Paulo se torna assentamento do MST após decreto de Lula

Após 24 anos de luta pela terra, Governo Federal publica decreto para o assentamento das famílias da Comuna da Terra Irmã Alberta

Da Página do MST

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto de desapropriação do território onde hoje está localizada a Comuna da Terra Irmã Alberta, na região de Perus, São Paulo, para que seja criado um assentamento da Reforma Agrária, beneficiando 55 famílias do MST, que estão há 24 anos lutando pela regulamentação da área. A medida foi publicada no diário oficial desta sexta (31).

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Povos Jaminawa e Jaminawa-Arara denunciam falta de energia elétrica e recorrem ao MPF para garantir direito básico no Acre

As comunidades seguem sem acesso à eletricidade, apesar de levantamentos realizados desde 2022, e pedem providências para assegurar condições dignas de vida

Cimi

As comunidades Jaminawa e Jaminawa-Arara da Terra Indígena (TI) Jaminawa Igarapé Preto, localizada no município de Cruzeiro do Sul (AC), solicitaram a atuação do Ministério Público Federal (MPF) para garantir o acesso à energia elétrica em suas aldeias. O pedido foi formalizado em uma carta elaborada durante reunião realizada na Aldeia Nova Vida II, em 24 de julho.

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Alcântara, um quilombo sob foguetes

No município com a maior população quilombola do Brasil, comunidades convivem há mais de quatro décadas com o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), no Maranhão. Desde 1983, quando a ditadura militar desapropriou 52 mil hectares, 312 famílias foram removidas da beira-mar e as que resistiram são proibidas de pescar nos dias de lançamento, sem compensação. Em março, o presidente Lula titulou 45.931,39 dos 78.105,34 hectares do território — a área norte. Enquanto o sul segue sem título, um total de 32.173,94 hectares, e enfrenta cercas e câmeras, as lideranças perguntam o que lhes resta de cada foguete que sobe, como o que explodiu no aniversário de 377 anos da cidade

Por Monalisa Coelho, em Amazônia Real

Alcântara (MA) – A noite se fez dia por alguns segundos no céu da cidade histórica maranhense de Alcântara, em 22 de dezembro de 2025. Um clarão, e logo depois um tremor no chão. Era o aniversário de 377 anos do município, mas isso não foi notícia. Ninguém comentou a data, ouviu as pessoas ou foi até lá depois do ocorrido. A única manchete, que durou cerca de um mês, foi a de que mais um foguete espacial do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) havia explodido.

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Eleições 2026: nada está garantido. Por Valerio Arcary

A defesa do legado governista não será suficiente para frear um bolsonarismo resiliente que cooptou o ressentimento e a visão de mundo da classe trabalhadora média

No A Terra é Redonda

“Em rio que tem piranha, jacaré nada de costas”
(Provérbio popular brasileiro).

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