O que matou Cláudio Rafael Pereira, em Copacabana, foi uma sequência de interpretações que transformou uma situação “ambígua” em certeza. A palavra de quem vale mais? É preciso convencer uma multidão de sua inocência para poder continuar vivo?
Por Jefferson Santana*, em Outras Palavras
Cláudio Rafael Landeiro Moreira saiu de casa, em Botafogo, na noite de 11 de agosto, para andar de bicicleta. A bicicleta pertencia à sua irmã. Algumas horas depois, estava caído no chão de uma rua de Copacabana, sendo espancado por homens que o haviam tomado por ladrão. Morreu no hospital, aos 37 anos, vítima de traumatismo craniano e hemorragia interna. As câmeras registraram a brutalidade: socos, chutes e dezenas de golpes com um pedaço de madeira. A polícia investiga quatro homens envolvidos no episódio; um dos seguranças já foi preso temporariamente.
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