Por Emanuelle Goes* para a Revista Afirmativa
“Aquele homem ali diz que mulheres têm que ser ajudadas para subir nas carruagens, e levantadas sob as valetas, e ter o melhor lugar onde seja. Ninguém nunca me ajuda a subir em carruagens, ou sobre lamaçais, ou me dá lugar melhor nenhum! Não sou eu uma mulher? Eu dei à luz treze crianças, e vi quase todas serem vendidas para escravização, e quando eu chorei meu pesar de mãe, ninguém além de Jesus me ouviu! Não sou eu uma mulher?” (Sojourner Truth, 1851)*
Evocando o discurso de Sojourner de 1851, começo a minha reflexão sobre o que somos, alem de um saco preto arrastado no asfalto. Já se passaram dois anos e é como se nada tivesse acontecido, faz dois anos que Claudia Ferreira foi assassinada brutalmente, sendo arrastada como um saco preto sobre o asfalto. Continue lendo “Não sou uma mulher? Mulheres negras, gente ou bicho?”










