“Nós que aqui estamos por vós esperamos”

Por Roberto Tardelli, em Justificando

Paraibuna é uma cidade aprazível do interior de São Paulo e, dentre suas muitas atrações, uma especialmente sobressai, pelo insólito que traz: uma frase, um pensamento esculpido no pórtico de seu cemitério – Nós que aqui estamos por vós esperamos. Em nosso mito de imortalidade, um recado como esse, de cru realismo, choca os mais incautos. Sim, os mortos nos esperam. Por mais imortais que nos sintamos, por menos que a morte faça parte de nossos planos, por menos que nos atrevamos a considerar sua ocorrência, os mortos nos esperam. Vida fitness, hábitos mais ou menos regrados, façamos tudo para não morrermos, a eternidade é uma fé, uma crença que nos acalma os sentidos. Concretamente, a frase hospitaleira do cemitério de Paraibuna, que serviu de mote a um documentário muito interessante, é irrebatível. Continue lendo ““Nós que aqui estamos por vós esperamos””

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Novo presidente do TST: “Não adianta querer revogar a lei do mercado” e outras mais

Novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho, Ives Gandra Filho, defende que os juízes adotem uma interpretação mais flexível da lei em momentos de crise como o atual. “Não adianta querer revogar a lei do mercado” 

Por Geralda Doca, em O Globo

BRASÍLIA- No momento em que o desemprego está subindo, o novo presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), ministro Ives Gandra Filho, que tomou posse quinta- feira, diz que a Justiça do Trabalho precisa ser menos paternalista para ajudar a tirar o país da crise. Segundo ele, está na hora de o governo flexibilizar ainda mais a legislação trabalhista, como fez ao lançar o Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que prevê redução de salário e jornada, e permitir que empresas e sindicatos possam fazer acordos fora da CLT, desde que direitos básicos sejam garantidos. “A Constituição permite”, disse. Continue lendo “Novo presidente do TST: “Não adianta querer revogar a lei do mercado” e outras mais”

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Estudante de medicina, depois de assistir a parto violento feito por professora: “Chorei de raiva e frustração no quarto dos internos”

“Cala a boca!”, gritou a obstetra. E subiu na paciente também

Por Rita Lisauskas, em seu blog no Estadão

“Menina de 16 anos, grávida pela primeira vez, chega à maternidade, com contrações ritmadas e sete centímetros de dilatação. Não se  queixava de dores fortes, apenas desconforto e certo cansaço. Andamos pelos corredores, do lado de fora da sala do pré-parto, das 23h até meia-noite.

Tudo corria bem, eu fazia massagens na sua região lombar quando, de repente, a médica plantonista apareceu no local para atender outra paciente que estava na mesma sala, já que não há pré-parto individual. Ignorando o meu relato de que a paciente estava evoluindo super bem prescreveu ocitocina* (hormônio usado para estimular as contrações) diretamente no soro, sem uso de bomba de infusão, a correr, sem um controle preciso do número de gotas, apesar de a paciente e a mãe dela terem dito que não queriam. Continue lendo “Estudante de medicina, depois de assistir a parto violento feito por professora: “Chorei de raiva e frustração no quarto dos internos””

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De mastins e de poodles

Por Mauro Sautayana, em seu blog

No day after da aprovação pelo Senado de proposta que  muda as regras do pré-sal, abrindo caminho para leilões de novos campos de petróleo e para a aprovação pela Câmara de projeto ainda mais vergonhoso, que prevê o fim do regime de partilha e a volta ao regime de concessão que vigia até 2010, estabelecido nos “fantásticos” tempos de FHC, autoridades norte-americanas movem mundos e fundos para impedir a compra, pela poderosa estatal chinesa ChemChina, da multinacional química Syngenta, por 44 bilhões de dólares. Continue lendo “De mastins e de poodles”

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Contaminação: Eternit é condenada a pagar mais de R$ 400 milhões a ex-funcionários

Empresa expôs trabalhadores ao amianto

Por Cássia Lima, em O Globo

RIO – A Eternit foi condenada a pagar mais de R$ 400 milhões de indenizações por expor trabalhadores ao amianto. A indenização determinada ontem pela juíza Raquel Gabbai de Oliveira, da 9ª Vara do Trabalho de São Paulo, é a maior já imposta à empresa que explora amianto no Brasil. A decisão foi tomada na união de duas ações: uma do Ministério Público do Trabalho pedindo indenização por dano moral coletivo e acompanhamento médico e outra, da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea), pedindo indenização para cada ex-trabalhador exposto à fibra cancerígena que é proibida em mais de 60 países, inclusive nos vizinhos Argentina e Uruguai. A Eternit não comentou a decisão, afirmou que ainda não foi comunicada oficialmente da sentença. Continue lendo “Contaminação: Eternit é condenada a pagar mais de R$ 400 milhões a ex-funcionários”

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Manifesto-Carta de Repúdio quanto às medidas adotadas pela Fiscalização de Pesca na Baía de Sepetiba, em execução pela Polícia Federal e IBAMA

“No dia 12/02/2016, na Delegacia da Capitania dos Portos localizada, em Itacuruça, houve uma reunião, com a participação de representantes das seguintes instituições: INEA, MPF do Rio de Janeiro e de Angra dos Reis, UERJ, Secretaria de Portos, Marinha do Brasil (Submarino Nuclear), a APLIM (Associação de Pescadores e Lavradores da Ilha da Madeira), APESCA (Associação de Pescadores Artesanais  Galpão dos Pescadores Waldemiro Joaquim Coelho – Itaguai), APIMIM (Associação dos Pescadores e Maricultores da Ilha da Marambaia), AMAR (Associação de Maricultores  e Pescadores de Mangaratiba) e APAPG (Associação de Pescadores e Aquicultores da Pedra de Guaratiba), Instituto Boto Cinza, Diretora Geral de Pesca da Prefeitura do Município de Itaguaí, onde foi registrada a ausência da Companhia Docas do Rio de Janeiro. Continue lendo “Manifesto-Carta de Repúdio quanto às medidas adotadas pela Fiscalização de Pesca na Baía de Sepetiba, em execução pela Polícia Federal e IBAMA”

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ONU demanda redução do número de presos no Brasil. Informe altamente crítico é do relator especial contra a tortura

Informe de relator contra a tortura é o primeiro em 15 anos e um dos mais críticos já divulgados pelo organismo sobre o sistema carcerário brasileiro

Conectas

A ONU (Organização das Nações Unidas) publicou dia 24/2 o informe da visita realizada em agosto do ano passado pelo relator especial contra a tortura, o argentino Juan Méndez. O documento, que deve ser apresentado oficialmente ao Conselho de Direitos Humanos da ONU no dia 8/3, é um dos mais críticos já divulgados pelo organismo sobre o sistema carcerário brasileiro. Além de atestar a prática frequente de tortura e maus-tratos, o relator é incisivo em pedir a redução da população carcerária brasileira. Continue lendo “ONU demanda redução do número de presos no Brasil. Informe altamente crítico é do relator especial contra a tortura”

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Os índios e a queda da Bastilha, por José Ribamar Bessa Freire

No Taqui Pra Ti

Num dia de outono de 1972, depois de ver “O charme discreto da burguesia” que acabava de ser lançado em Paris, o escritor amazonense Márcio Souza e eu fizemos uma longa caminhada pela avenida Daumesnil. No momento em que entramos na Praça da Bastilha, ele interrompeu os comentários sobre o filme e me disse num tom provocador:

– Quem diria, hein? Os índios brasileiros ajudaram a derrubar a Bastilha. Continue lendo “Os índios e a queda da Bastilha, por José Ribamar Bessa Freire”

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Educação: Alunos Tukano escrevem dissertação de mestrado da Ufam na língua da etnia

Decisão da Universidade Federal do Amazonas é um marco no sistema do ensino superior para os índios do Brasil 

Por Elaíze Farias, em Amazônia Real

Os indígenas Dagoberto Azevedo, 37 anos, e Gabriel Maia, 45 anos, falam língua Tukano, originária dos territórios margeados pelos rios Uaupés, Tiquié e Papuri, afluentes do Alto Rio Negro, município de São Gabriel da Cachoeira, no noroeste do Estado do Amazonas, na fronteira com a Colômbia. É nesta língua, e não no português, que eles vão escrever suas dissertações de mestrado do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social (PPGAS) da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), uma iniciativa considerada um marco no sistema educacional do ensino superior do país. Continue lendo “Educação: Alunos Tukano escrevem dissertação de mestrado da Ufam na língua da etnia”

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MS – Com braço quebrado, indígena de 12 anos espera atendimento há 3 meses

Por Caroline Maldonado, no Campo Grande News

Com o antebraço direito quebrado, um garoto indígena de 12 anos espera há três meses por atendimento. O menino, da etnia Kadiwéu, vive na Aldeia Alves de Barros, em Bodoquena, a 270 quilômetros de Campo Grande. Ele conseguiu vaga no Hospital de Aquidauana, mas o transporte depende de um departamento especial de saúde indígena.

A informação que a família recebeu é de que uma equipe foi buscar o garoto, mas ele não estava lá, três dias depois da queda, no dia 16 de novembro. Ocorre que a família afirma não ter saído da comunidade e não ter visto nenhum veículo da Sesai (Secretária Especial de Saúde Indígena) por lá, naqueles dias. Com o tempo, o osso do antebraço do garoto está calcificando torto e ele conta apenas com medicação oferecida pelo posto da aldeia. Continue lendo “MS – Com braço quebrado, indígena de 12 anos espera atendimento há 3 meses”

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